Empreender Clima chega aos pequenos negócios – CartaCapital

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Empreender Clima chega aos pequenos negócios – CartaCapital

O empreender clima ganhou um mecanismo próprio após o lançamento da Plataforma Empreender Clima na COP30. A iniciativa do Sebrae, do Ministério do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte e da Organização de Estados Ibero-americanos, com apoio do BNDES, reúne cursos, trilhas de aprendizagem, mapa climático e um catálogo de financiamentos verdes. A plataforma já está ativa e inclui referências como o Fundo Clima, o Acredita Sustentabilidade e linhas de bancos parceiros.

Além disso, a ferramenta introduz um sistema de pré-enquadramento. Ele orienta o empreendedor na montagem do projeto de financiamento e gera um documento pronto para envio às instituições financeiras credenciadas. O arquivo segue as regras das linhas do Fundo Clima e reduz o tempo entre a ideia e a proposta formal. Até o momento, Bradesco, BDMG, BRDE, Banrisul e Desenbahia aderiram ao programa.

Crédito verde

Durante o lançamento, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a plataforma amplia a geração de renda e fortalece a economia ao facilitar o acesso ao crédito verde. Já o presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou que micro e pequenas empresas enfrentam impactos climáticos e que a ferramenta cria suporte estruturado para quem busca financiamento climático. Ele ressaltou que o sistema será integrado ao Projeto Pró-Catadores, o que possibilita acesso a cursos e financiamentos de baixo carbono para trabalhadores de resíduos sólidos.

Apoio técnico

O ministro Márcio França afirmou que a taxa média enfrentada pelos pequenos negócios chega a 30% ao ano e que a Plataforma Empreender Clima ajuda a abrir caminho para linhas próximas de 4%. Para ele, a medida incentiva formalização e amplia oportunidades para quem depende de crédito acessível para operar.

A chefe do Departamento de Operações do BNDES, Camila Costa, explicou que o assistente virtual da plataforma orienta na preparação dos projetos. Ela lembrou que o BNDES gere o Fundo Clima desde 2011 e que os recursos disponíveis passaram de 1 bilhão para 20 bilhões de reais entre 2023 e 2024.

Cadeia climática

Segundo Rodrigo Rossi, chefe de representação da OEI no Brasil, empreendedores de diferentes regiões precisam de formação e instrumentos que tornem o financiamento climático acessível. Ele afirmou que o objetivo é levar o empreender clima ao “Brasil real”, ampliando alcance e uso de linhas verdes. A previsão é incluir setores como bioeconomia, agroflorestas e manejo sustentável nas próximas fases.

Por fim, o Acredita Sustentabilidade integra a plataforma e oferece capacitação, consultoria, diagnóstico e ligação com programas de financiamento verde. O conjunto das ações busca orientar pequenos negócios e criar as condições necessárias para que o empreender clima alcance quem depende dessas linhas para operar e gerar renda.



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