Eleições Sporting: Varandas fala na consolidação do projeto, Bruno Sá exige transparência

Eleições Sporting: Varandas fala na consolidação do projeto, Bruno Sá exige transparência


Frederico Varandas e Bruno Sá debateram esta noite o futuro do Sporting, no único debate previsto entre os dois candidatos à presidência do Sporting, antes das eleições que estão marcadas já para o próximo sábado. Um debate que decorreu no museu do clube, no Estádio de Alvalade, que começou numa toada morna, mas que acabou por aquecer quando se falou na gestão do plantel da equipa profissional, com os candidatos a trocarem insultos.

Um debate que também acabou por ser desproporcionado em termos de tempo, com Bruno Sá a colocar muitas questões e Frederico Varandas a dar respostas longas, acabando o debate com um vantagem de mais de 33 minutos.

O debate, tema a tema

O recandidato Frederico Varandas procurou focar-se no consolidar do projeto, com um terceiro mandato consecutivo, caso vença nas eleições de sábado, enquanto Bruno Sá, muito crítico da gestão financeira dos bicampeões nacionais, questionou a falta de transparência e o afastamento de Frederico Varandas em relação aos sócios.

«Lançámos um plano estratégico a dez anos e esta recandidatura é para continuar o que começámos. Passámos de gigante adormecido para número um em títulos em apenas sete anos», destacou Frederico Varandas numa fase inicial do debate.

Bruno Sá, por seu lado, exigiu, acima de tudo, um clube mais transparente. «Não me candidato contra ninguém, mas por uma ideia muito diferente da atual, que é baseada nos clientes e no autoelogio constante. Varandas quer um Sporting como centro de entretenimento, eu quero um clube dos sócios e virado para as pessoas», contrapôs o proprietário do restaurante Cantinho do Sá, que também foi ginasta e basquetebolista no clube.

Num debate marcado pela sustentabilidade financeira do Sporting, Bruno Sá questionou quem vai pagar a emissão de 225 milhões de euros (ME) de obrigações efetuada pela SAD Sporting do em 2025, através da sociedade Sporting Entertainment, para financiar a renovação faseada do Estádio José Alvalade. «O clube tem um passivo de 500 milhões de euros e dívidas a fornecedores de 119 milhões de euros. O investimento é de louvar, mas exijo transparência. Algum dia temos de pagar as dívidas e nem contabilizei os juros que teremos a 28 anos», apontou.

Enaltecendo a obtenção de resultados líquidos positivos nos últimos quatro exercícios financeiros, Varandas lamentou a ausência de investimento infraestrutural no estádio antes dos seus mandatos e justificou o aumento do passivo como uma «forma estratégica para dobrar receitas em dez anos».

O debate começou depois a aquecer, com Bruno Sá a acusar Varandas de estar a viver às custas da herança deixada por Ruben Amorim. Varandas respondeu com a conquista da «dobradinha» na época passada, já com Rui Borges ao comando, e com reestruturação do plantel depois da saída de Viktor Gyökeres.

O debate chegou aquecer quando Frederico Varandas chamou «autista» a Bruno Sá que, por sua vez, também não perdoou quando o atual presidente trocou o nome de Rui Borges por…Rui Costa.

O debate acabou com mensagens dirigidas pelos dois candidatos aos sócios, numa altura em que Frederico Varandas tinha mais 33 minutos de antena do que Bruno Sá. 

Veja aqui os principais temas que foram abordados neste único debate.

Recordamos que as eleições para a escolha da nova direção do Sporting estão marcadas para o próximo sábado.



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