como “travar” o uso do seu CPF/CNPJ para abrir contas e fugir de golpes? – CartaCapital

como “travar” o uso do seu CPF/CNPJ para abrir contas e fugir de golpes? – CartaCapital


No Brasil, CPF e CNPJ viraram “chaves” para quase tudo: abrir conta, contratar serviços, criar empresa, emitir chip, registrar PIX. O problema é que, quando esses dados vazam ou são capturados por engenharia social, eles também viram matéria-prima para golpes. ToqueTec conta como o BC Protege+ é uma medida prática para sua segurança: um bloqueio preventivo, oficial, para reduzir a chance de alguém abrir uma nova conta bancária usando sua identidade. 

O BC Protege+ foi lançado pelo Banco Central como um serviço gratuito para comunicação entre o cidadão (pessoa física ou jurídica) e o Sistema Financeiro Nacional. Você sinaliza que não quer que novas contas ou novos vínculos sejam abertos no seu nome naquele momento. Se você precisar abrir uma conta de verdade, você desativa e segue o fluxo normal. 

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A utilidade do serviço é evidente. Diariamente são noticiadas fraudes com empresas sendo criadas e contas abertas em nomes de pessoas que nem faziam ideia de que estavam participando de alguma maracutaia. A abertura de conta com dados de terceiros é um passo comum em esquemas que vão de “conta laranja” até golpes de crédito e phishing que terminam em prejuízo e dor de cabeça para provar que você não foi o autor das transações. 

Quem deve fazer

O serviço pode ser usado por pessoas físicas e jurídicas. Ele é especialmente útil para quem já teve dados expostos em vazamentos ou recebeu alertas de tentativas de cadastro. Também é importante para quem não pretende abrir uma conta em uma fintech nos próximos meses pois, nessas instituições, os critérios de abertura podem ser mais simples e menos seguros. MEIs e pequenas empresas cujos proprietários focam na operação e menos na gestão de seus ativos digitais. E, claro, para famílias que cuidam de idosos, um público mais vulnerável a golpes digitais.

O foco do BC Protege+ é evitar a abertura de contas e vínculos no Sistema Financeiro em nome de terceiros. Na prática, ele atua como um “cadeado” contra:

  • Conta aberta com CPF/CNPJ de outra pessoa;
  • Inclusão indevida como titular, responsável ou representante em contas de terceiros;
  • Uso de contas recém-abertas para movimentar dinheiro de golpes (inclusive via PIX). 

Golpes comuns que usam CPF ou CNPJ

Mesmo quando o criminoso não tem acesso ao seu banco, CPF/CNPJ é frequentemente usado como ponto de partida para:

  • Abertura de conta “laranja” para receber transferências de vítimas;
  • Tentativa de cartão/limite de crédito em seu nome (e cobrança depois);
  • Contratação fraudulenta de serviços (linha telefônica, planos, assinaturas) para revenda ou clonagem;
  • Falsos boletos e cobranças “em nome da sua empresa” para confundir o financeiro;
  • Golpe de “atualização cadastral”: pedem selfie, documento e vídeo para “liberar” algo e usam isso em validações.

O BC Protege+ não substitui cuidados básicos (desconfiar de links, proteger o gov.br, não enviar selfie/biometria por mensagem), mas reduz um dos caminhos mais frequentes: a criação de novas contas no seu nome. 

Como se cadastrar e ativar o BC Protege+

O caminho oficial passa pelo ecossistema Meu BC / gov.br:

  • Acesse o Meu BC e procure o serviço BC Protege+. 
  • Faça login com sua conta gov.br. O Banco Central informa que é necessário ter conta gov.br nível prata ou ouro e verificação em duas etapas habilitadas. 
  • Dentro do BC Protege+, ative a opção de proteção (o “aviso” ao sistema financeiro de que você não autoriza novas aberturas/vínculos naquele momento). 
  • Se precisar abrir conta, volte ao serviço e desative temporariamente, reativando depois. 

Toda a operação é realizada sem custo.

Outros serviços para sua segurança

Além do BC Protege+, há um “kit” de serviços públicos que vale deixar pronto antes de dar problema:

  • Celular Seguro (MJSP): permite emitir um alerta de roubo/furto e escolher o que bloquear (aparelho, linha e/ou contas), com acesso via app e web usando gov.br. Também oferece consulta para checar restrições antes de comprar celular usado. 
  • BO online / Delegacia Virtual: muitos Estados têm delegacia eletrônica própria (como a Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de São Paulo), e existe também a Delegacia Virtual integrada ao portal do Governo. Registrar rápido ajuda em bloqueios e contestação de fraudes. 
  • Meu BC (Registrato e outros serviços): o Banco Central reúne, no Meu BC, serviços digitais e áreas de consulta que ajudam a monitorar sua vida financeira e agir mais cedo quando algo sai do padrão. 
  • Proteja sua conta gov.br: manter a verificação em duas etapas ligada e evitar reaproveitar senha é parte do “cinto de segurança” — porque vários serviços críticos dependem desse login. 

Segurança digital, hoje, não é só antivírus: é também usar as travas oficiais que já existem e ativá-las num dia comum, não depois do prejuízo.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec



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