Cleo Pires aposta em O Velho Fusca , na sua volta nos cinemas
Acabei de sair da minha esteticista aqui em Milão e tive que interromper a paz dermatológica porque me jogaram esse material de O Velho Fusca no colo. E ali, no meio do elenco e da engrenagem da produção, está ela, Cleo Pires, nome que obviamente puxa o holofote antes mesmo de o motor do carro pegar. Não adianta fingir costume, porque Pires no crédito sempre chama atenção.
O longa acompanha a relação entre avô e neto, com Tonico Pereira no centro desse embate geracional, enquanto o carro vira elo afetivo e emocional da história. Só que, no meio dessa proposta de comédia dramática com alma de reconciliação familiar, entra Cleo ocupando espaço duplo, como atriz e coprodutora. Aí o papo já muda de tom, porque não é só presença de elenco, é assinatura de bastidor também.
Na prática, isso dá ao projeto uma camada a mais de interesse, porque o nome dela ajuda a empurrar curiosidade, imprensa, clique e radar de público. Eu tô no hotel, de máscara de pepino e encarando essa ficha técnica como quem encara ex em festa, e digo sem medo: se o filme quer conversa, Cleo Pires tem que abrir a chamada. É o nome mais pop do pacote, o mais reconhecível e o que faz o leitor parar o scroll.
