Caso Master afeta mais o governo Bolsonaro e terá impacto eleitoral, mostra pesquisa Quaest

Caso Master afeta mais o governo Bolsonaro e terá impacto eleitoral, mostra pesquisa Quaest


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  • Pesquisa Quaest: 65% sabem da prisão de Daniel Vorcaro no caso Banco Master; 40% veem impacto em todos os poderes.
  • 11% avaliam que o escândalo atinge mais o governo Bolsonaro e 10% citam a gestão Lula; 13% apontam o STF como mais afetado.
  • 67% dos entrevistados afirmam que o caso terá impacto electoral; 38% evitam votar em candidatos envolvidos.
  • Quaest ouviu 2.004 pessoas de 6 a 9 de março em 120 municípios; margem de erro de 2 pontos percentuais.

As investigações sobre o caso Master, que atingem o coração da Faria Lima e o elo com o crime organizado, é percebido como uma crise do sistema político, mas mais atrelada ao governo Jair Bolsonaro (PL) que a atual gestão, de Lula, segundo detalhamento da pesquisa Quaest divulgado nesta quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados tiveram conhecimento de que Daniel Vorcaro foi preso e 40% afirmam que o “escândalo do Banco Master” afeta todas as opções colocadas na pesquisa: STF/Judiciário, governo anterior Bolsonaro, governo Lula, Banco Central e Congresso Nacional.

No entanto, para 11%, o caso Master atinge mais o governo Bolsonaro, enquanto 10% citam a gestão atual. Para 13%, o STF é mais afetado negativamente pelo escândalo. Completam o cenário: Banco Central (5%) e Congresso (3%).

“Mas há diferenças nessa percepção. O eleitorado lulista e de esquerda enxerga efeito mais negativo para o governo Bolsonaro. O eleitorado bolsonarista e de direita vê mais efeitos negativos para o Supremo e o governo Lula. Mas os independentes, que moderam o debate, afirmam com convicção que o sistema inteiro sofre com o escândalo”, analisa Felipe Nunes, CEO da Quaest.

A pesquisa mostra também que entre os autoproclamados “independentes” – que seria o voto em disputa na eleição -, a percepção maior é que o caso afeta mais o governo Lula (9%) do que a gestão de Bolsonaro (4%).

O estudo revela ainda que o caso, que desencadeou uma operação Lava Jato 2.0 na mídia liberal, terá impacto eleitoral para 67% dos entrevistados.

Os dados revelam que 38% dizem que vão evitar votar em qualquer candidato envolvido no escândalo e 29% levará em contato o caso na hora de escolher seu candidato nas eleições de outubro.

“Os mais engajados com o voto anti-master são os eleitores bolsonaristas (49%) e os eleitores de direita (42%). Nos independentes, que enxergam a crise mais ampla e não focalizada, 36% deixariam de votar em alguém envolvido com o escândalo Master”, diz Nunes.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9/MARÇO. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-5809/2026)






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