Cármen Lúcia toma posse em cargo na Comissão de Veneza

Cármen Lúcia toma posse em cargo na Comissão de Veneza


Direitos fundamentais

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, tomou posse como vice-presidente da Subcomissão de Direitos Fundamentais da Comissão de Veneza. A magistrada participou da 146ª Sessão Plenária do órgão consultivo do Conselho da Europa em matéria constitucional, nesta sexta-feira (6/3), em Veneza (Itália). Ela foi eleita por aclamação.

Cármen Lúcia

Cármen Lúcia participou nesta sexta de sessão plenária da Subcomissão de Direitos Fundamentais da Comissão de Veneza

A comissão aprovou o relatório “A liberdade de expressão, a proibição do discurso de ódio e o pluralismo nas campanhas eleitorais”, elaborado por peritos consultores de reconhecida excelência acadêmica e institucional, entre eles ex-integrantes de cortes e professores de Direito Constitucional em diversos países, como Alemanha, Áustria e França.

As subcomissões da Comissão de Veneza se reúnem tradicionalmente na véspera das sessões plenárias. Nesta quinta (5/3), a Subcomissão de Direitos Fundamentais fez reunião conjunta com a Subcomissão de Instituições Democráticas, em que o tema do relatório foi examinado antes de sua deliberação final.

Criada no âmbito do Conselho da Europa, a Comissão de Veneza teve papel relevante no período posterior à dissolução das repúblicas soviéticas ao prestar assessoria técnica a diversos países na elaboração e na revisão de Constituições, na reorganização de sistemas jurídicos e no fortalecimento de suas instituições.

Reconhecida pela qualidade técnica de seus pareceres, a comissão é considerada uma das principais instâncias consultivas em matéria constitucional e autoridade máxima em termos de padrões democráticos e direitos fundamentais no mundo jurídico.

Com sede em Estrasburgo, na França, a Comissão Europeia para a Democracia pelo Direito é conhecida como Comissão de Veneza porque promove suas sessões plenárias, quatro vezes por ano, na cidade italiana. Embora vinculada ao Conselho da Europa, ela admite a participação de países não europeus e, atualmente, conta com 61 Estados-membros. O Brasil é membro pleno desde 2009 e mantém interlocução institucional com a Comissão em temas como sistema eleitoral e organização do Judiciário. Com informação da assessoria de imprensa do STF.





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