Caminhoneiros planejam greve por causa da alta no preço do diesel
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- Caminhoneiros planejam paralisação entre quarta (18) e quinta-feira (19) em razão da alta do柴油 caused by guerra between EUA/Israel and Irã.
- Representatives de SP, RJ, GO, PR e RS se reuniram no Porto de Santos na segunda (16) para discutir mobilização nacional.
- Lula zerou impostos federais PIS e COFINS sobre diesel no dia 12 e pediu apoio dos estados para reduzir ICMS.
- Comitê de secretários de Fazenda dos estados (Comsefaz) anunciou que não vai reduzir alíquotas de ICMS sobre combustíveis.
Caminhoneiros autônomos e cooperativas planejam uma greve geral que pode acontecer entre quarta (18) e quinta-feira (19) em razão da alta no preço do óleo diesel, provocada pela guerra decretada por Donald Trump, dos EUA, e Benjamin Netanyahu, de Israel, contra o Irã.
Caminhoneiros e representantes de transportadoras de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul se reuniram no Porto de Santos nesta segunda-feira (16) para discutir uma mobilização nacional da categoria.
“Hoje a maioria das lideranças de todos os Estados envolvidos decidiu que vai fazer uma paralisação. Mas precisamos seguir um trâmite legal, conversar com outras entidades e alinhar uma data dentro da legislação”, afirmou Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), em entrevista ao site Transporte Moderno, especializado no tema.
Áudio, a que a Fórum teve acesso, está sendo distribuído pelos caminhoneiros para propagar o movimento grevista.
“Espalhem para todos os administradores de grupos de trabalho. Para anunciar que possível paralisação nossa pode começar amanhã ou na quinta-feira”, diz o áudio, pedindo para os caminhoneiros irem se preparando para a greve.
Segundo Chorão, além dos autônomos há negociação para entrada das transportadoras no movimento grevista.
“Todo mundo está na mesma dor. A transportadora diz que não consegue repassar o custo porque o embarcador não paga, e o autônomo que trabalha para ela também está sofrendo”, afirmou.
“Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. Eu cheguei a ver diesel a R$ 6,29 descendo para Santos. O governo precisa fiscalizar as distribuidoras e revendedoras”, emendou.
Governos estaduais abrem guerra contra Lula
Presidido por Flávio César Mendes de Oliveira, secretário da Fazenda do governo Eduardo Riedel (PP) no Mato Grosso do Sul, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) divulgou nota nesta terça-feira (17) informando que os Estados não vão reduzir as alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, em especial o diesel, para frear a alta provocada pela guerra desencadeada por Donald Trump, dos EUA, e Benjamin Netanyahu, de Israel, contra o Irã.
No último dia 12, o presidente Lula anunciou que zerou os impostos federais PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o diesel, além de instituir medidas de fiscalização sobre preços abusivos dos combustíveis, criando uma política de subvenção ao diesel para produtores e importadores, condicionada à comprovação de repasse aos consumidores.
“Nós vamos fazer tudo o que for possível. E quem sabe esperar, até com a boa vontade dos governadores de Estados, que podem reduzir um pouco o ICMS também no preço do combustível, naquilo que for possível cada Estado fazer, para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro. E sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada, do alface, da cebola e da comida que o povo mais come”, disse na ocasião.
O apelo do presidente, no entanto, foi ignorado pelos governos estaduais, que abriram mais uma frente de batalha com o presidente, desta vez na política de preços dos combustíveis, faltando menos de 7 meses para as eleições presidenciais.
“A reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final”, diz a nota do Comsefaz, se eximindo de fiscalizar o repasse. “Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do
ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado”, emenda.
Os governos estaduais ainda criticam a decisão de Lula de conter a alta do diesel, que tem reflexo direto na inflação dos alimentos.
“É preciso registrar que o esforço fiscal anunciado nesta quarta-feira (12/03) pela União nessa matéria também produz efeitos diretos sobre os entes subnacionais. No caso da Cide-Combustíveis, parte relevante de sua arrecadação é constitucionalmente destinada ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Assim, qualquer redução nessa contribuição não afeta apenas a esfera federal, também alcança receitas vinculadas à infraestrutura de transporte nas demais unidades da Federação”, diz a nota.
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