Benfica indignado com nega da ERC: «Processo ilícito, inconstitucional e abusivo»
O Benfica está indignado com a decisão da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) em não licenciar a rádio dos encarnados como plataforma de emissão FM.
Desta forma, a rádio lançada em dezembro continuará a ser emitida exclusivamente no meio digital, limitando o seu alcance.
Em entrevista à BTV, o vice-presidente do clube, José Gandarez, deixou bastantes críticas à ERC sobre a condução do processo.
«Decisão não faz sentido porque é diferente da jurisprudência. É a primeira vez que um contrato de associação é negado. O Benfica cumpriu todos os requisitos. Já adquirimos uma frequência FM na zona oeste, mas continuamos a comunicar digitalmente. Estranhamos porque tudo o que fizemos já aconteceu no passado», começou por dizer.
«O primeiro grande argumento da ERC é que a Benfica FM chegaria a menos público; é falso. O nosso raio de alcance está comprovado nestes três meses. A ERC tem de fundamentar isso. E faz um juízo prévio em que entende que a Benfica FM colocaria em causa o pluralismo. Temos um estatuto editorial onde respeitamos o pluralismo, como na BTV», continua.
«Nestes dez meses de processo, é tudo muito estranho. Há manobras dilatórias, a pedirem-nos elementos que não pedem outros… apelamos que a lei seja cumprida e seja auditável. Este é um processo ilícito, inconstitucional e abusivo. Os deputados da Assembleia da República devem consultar este processo», apelou Gandarez.
Uma «mão invisível», acusa o vice-presidente do Benfica, que tem afetado o licenciamento.
