Baixada Santista é foco do tráfico internacional, diz secretário de Segurança Pública

Baixada Santista é foco do tráfico internacional, diz secretário de Segurança Pública


00:00


Modo claro


Modo escuro

A+
A-

  • Secretário de Segurança Pública de SP afirmou que a Baixada Santista é atualmente o principal foco do tráfico internacional de drogas no estado.
  • MC Urubuzinho foi preso na Zona Leste de São Paulo no domingo (15); ele era procurado desde o Carnaval após vídeos mostrarem um baile funk em Santos com homens armados disparando.
  • A operação Verão, realizada entre dezembro de 2023 e abril de 2024 na Baixada Santista, resultou em 56 civis mortos e 1.025 presos, além de dois policiais mortos.
  • O ouvidor da polícia de SP criticou a operação, destacando que entre as vítimas havia pessoas com deficiência, idosos e uma mãe de seis filhos.

O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Nico Gonçalves, deu uma declaração contundente e polêmica. Ele classificou a Baixada Santista como sendo, atualmente, o principal foco do tráfico internacional de drogas, promovido pelo crime organizado.

“Eu acredito que a polícia está bem atenta ao que está acontecendo. E vamos continuar com as nossas operações, que não param. Tem muita coisa que estamos fazendo e que não podemos revelar. Tem muitas investigações em curso e logo vocês terão uma resposta excelente”, disse, em entrevista à CNN Brasil, acrescentando que a polícia está acompanhando de perto o problema.

O secretário comentou, ainda, a prisão de MC Urubuzinho, registrada na Zona Leste da capital paulista, no domingo (15).

Urubuzinho estava sendo procurado pela polícia desde o Carnaval, depois que vídeos circularam nas redes sociais mostrando imagens de um baile funk, realizado em Santos, na Baixada Santista. Na gravação, homens armados efetuaram disparos para o alto enquanto o cantor se apresentava no meio da multidão.

Os vídeos viralizaram e, depois disso, começaram a ser investigados pela polícia, que apontou suspeita de apologia ao crime organizado durante o baile funk. Os agentes conseguiram identificar participantes da festa e deram início a apurações para localizar os envolvidos.

Nico declarou que um dos homens que efetuou disparos já havia sido detido, aproximadamente duas semanas antes, em São Vicente, município vizinho a Santos. Ele possui extensa ficha criminal. Já a prisão do MC aconteceu depois, quando ele foi localizado na capital paulista.

“É uma resposta à sociedade. Já temos duas pessoas presas, uma que fez o disparo para o ar há duas semanas e, agora, o MC que fez a apologia ao crime. Eu considero como uma prisão importante e uma resposta muito boa, sendo que aqui em São Paulo não é terra de ninguém, que a pessoa vem de outro estado pra fazer apologia ao crime e agora está preso”, acrescentou.

Operação Verão: 56 mortos e 1.025 presos

A população da Baixada Santista aguarda que as operações informadas pelo secretário de Segurança Pública sejam bem diferentes das últimas que ocorreram na região.

No início de abril de 2024, por exemplo, o governo do estado de São Paulo, já sob responsabilidade de Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu encerrar a Operação Verão, realizada nas cidades da Baixada Santista desde dezembro de 2023.

A ação deixou 56 civis mortos e prendeu 1.025 pessoas, em supostos confrontos com os agentes de segurança. Dois policiais também foram mortos por criminosos. O secretário de Segurança Pública, na ocasião, era Guilherme Derrite, hoje deputado federal pelo PP.

À época, o ouvidor da polícia do estado de São Paulo, Cláudio Aparecido da Silva, avaliou de forma negativa a operação. Ele destacou o número elevado de pessoas mortas pelos agentes de segurança.

“O balanço que a ouvidoria faz da Operação Verão é um balanço bastante negativo, dada a quantidade de pessoas impactadas pela operação de forma negativa. Os números oficiais dão conta de 56 mortes”, disse Silva

“Nessas mortes a gente tem pessoas deficientes, pessoas que faziam uso de muleta, pessoas cegas, uma mãe de família com seis filhos. A gente não acredita na segurança pública que mata, e não acredita na segurança pública que encarcera em massa. A gente acredita na segurança pública que inibe a ação do oportunista que vai atuar em conflito com a lei”, ressaltou o ouvidor.




Source link

Postagens Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *