Alcolumbre pode adiar análise de Messias ao STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avalia deixar para depois das eleições a votação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo relatos de senadores ouvidos pela CNN, a avaliação do senador é que o ambiente político atual não garante votos suficientes para a aprovação do nome no plenário da Casa.
Nos bastidores, aliados do governo avaliam que uma votação em meio ao período eleitoral poderia expor o Planalto a um desgaste político caso o apoio necessário não esteja assegurado. A indicação de um ministro do STF precisa ser aprovada por maioria absoluta do Senado, com ao menos 41 votos favoráveis.
Apesar disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende formalizar a indicação antes do início do período eleitoral, etapa que antecede a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e a votação final no plenário.
A movimentação ocorre em meio a divergências entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado sobre o nome escolhido para a vaga. Alcolumbre defendia outro candidato para o posto, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e demonstrou insatisfação por não ter sido previamente consultado sobre a escolha de Messias.
A disputa em torno da vaga no STF começou ainda em 2025. Em outubro daquele ano, lideranças governistas já indicavam que Lula pretendia escolher Messias para o cargo, contrariando a preferência de Alcolumbre por Pacheco. A indicação foi feita em novembro, quando o presidente anunciou o nome do advogado-geral da União para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso.
Procurado pela Gazeta do Povo, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) disse que avalia que a disputa entre Alcolumbre e Lula continua.
