Advogado de Vorcaro se reúne com Mendonça em meio a expectativa de delação
As investigações em torno do caso do Banco Master se aproximam de uma nova etapa que pode incluir uma delação premiada de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, nesta quarta-feira (18), a prorrogação da Operação Compliance Zero por mais 60 dias. Enquanto isso, o ministro se reunia, no mesmo dia, com o advogado José Luís de Oliveira Lima, que defende o banqueiro, em meio a informações de bastidores que indicam uma articulação pela obtenção do benefício.
Criminalista renomado, Oliveira Lima já atuou em defesa do delator Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, na operação Lava Jato. No mensalão, atuou em prol do ex-ministro José Dirceu e, mais recentemente, defendeu o general Braga Netto na ação por suposto golpe de Estado.
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A expectativa da oposição por revelações de Vorcaro vem dos contatos e conversas encontrados em seu celular, que envolvem autoridades como os ministros do STF Dias Toffoli e André Mendonça, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Tradicionalmente, a delação premiada contempla membros colaterais de organizações criminosas, justamente por focarem na identificação dos líderes e de seus atos. De acordo com o criminalista Marcelo Egreja Papa, a lei não proíbe a delação de chefes de organizações criminosas. “A diferença é que o chefe da organização, justamente em razão dessa posição, não poderá receber o benefício máximo, isto é, não ser processado criminalmente”, pontua.
Em outra frente, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) defende a prorrogação dos trabalhos, justamente no momento em que o colegiado recebeu os dados de Vorcaro. Após um vazamento, as informações consideradas sigilosas foram retiradas da sala-cofre do Congresso.
