A dedicatória, a comunhão e os cinco pontos de avanço – Observador

A dedicatória, a comunhão e os cinco pontos de avanço – Observador



Não foi uma vitória, foi uma vitória que o FC Porto fez parecer fácil. Em Tondela, Francesco Farioli voltou ao onze base depois de ter rodado a equipa frente ao V. Guimarães e manteve apenas Alan Varela, que até cumpriu os 90 minutos. Os dragões começaram com mais bola, mas dividiram o jogo com um Tondela que conseguiu criar perigo no ataque e, ao intervalo, o nulo continuou a imperar, depois de Rodrigo Mora e Brayan Medina terem os seus golos anulados. No recomeçar, os portistas trataram de resolver as contas em 86 segundos, com Samu Aghehowa a aproveitar uma recarga para inaugurar o marcador e William Gomes um erro clamoroso de Bernardo Fontes. No final, o FC Porto controlou e saiu de Tondela com os três pontos no bolso (0-2).

Samu, a faísca que desbloqueia o comando de Farioli e conduz o dragão para a sintonia 31 (a crónica do Tondela-FC Porto)

Este voltou a revelar o bom ambiente que norteia o balneário portista e que se estende para lá das quatro linhas, já que os adeptos voltaram a esgotar os bilhetes que lhes eram destinado. Ainda assim, o atirar de um petardo para junto de Fontes antes do início da segunda parte acabou por ser o momento mais negativo. No que respeita ao futebol propriamente dito, Samu decidiu dedicar o seu golo a Luuk de Jong, avançado que se voltou a lesionar com gravidade e deverá estar de fora durante algum tempo. “We are with you, Luuk” (“Estamos contigo, Luuk”, em português), leu-se na camisola que o espanhol exibiu por baixo do equipamento de jogo. Noutra perspetiva, no final do jogo, o capitão Diogo Costa pediu à equipa para se aproximar da bancada nascente, onde se encontrava a maior falange de adeptos azuis e brancos, e “ordenou” aos jogadores que entregassem as suas camisolas aos apoiantes.

Este domingo, o guarda-redes passou a figurar no lote de 50 jogadores com mais jogos pelo FC Porto, tendo igualado Yacine Brahimi com 215 partidas. Por outro lado, foi apenas as segunda vez que os dragões não chegaram ao intervalo em vantagem numa partida fora de casa do Campeonato, depois de Alvalade, e Francesco Farioli acabou a comemorar a vitória 100 enquanto treinador (188 jogos). Olhando ao registo pontual, os dragões têm cinco pontos de vantagem para o Sporting, algo que não conseguiam há três anos e meio. Em termos históricos, este é o segundo melhor arranque de sempre do FC Porto na Liga à 13.ª jornada, só superado pelo registo 100% vitorioso de 1939/40 (95% de aproveitamento atualmente). Olhando aos últimos 30 anos, esta é a melhor defesa dos portistas, que sofreram apenas três golos até ao momento.

“Começámos com um ritmo diferente na segunda parte e os três primeiros minutos levaram o jogo para um rumo completamente diferente. Podíamos ter feito muito melhor na primeira parte. Não chegámos tanto quanto queríamos às segundas bolas. A primeira parte não correu como queríamos e é nisso que temos de continuar a trabalhar. O Tondela esteve muito bem organizado e disciplinado. Temos de felicitar o adversário por isso. Na primeira parte não estivemos ao nível que deveríamos. Na segunda parte começámos com um ritmo diferente e marcámos através de uma bola parada. Há uma grande diferença entre fazer as coisas bem e não fazer. Gestão pontual? Não há nada para fazer gestão, apenas somar pontos e vencer os jogos, não é momento de fazer cálculos”, explicou Farioli à sport tv.

“Gabri Veiga? Teve um grande desenvolvimento nas últimas 48 horas, fruto do grande trabalho que fez e do trabalho da equipa médica. Durante o aquecimento ainda se sentia bem, mas depois o efeito da medicação passou e começou a sentir desconforto. Decidimos não correr o risco. Tem mais 72 horas para estar pronto para o jogo contra o Malmö. Caso não consiga, outro jogador estará pronto para entrar e ser solução”, completou.

“A primeira parte foi um pouco complicada. O mister meteu ordem no balneário e, na segunda parte, saímos como tinha de ser e conseguimos o resultado desejado. Este campo é complicado e é aqui que se vão ver os resultados no final da época. Isso que fica para a história. Dedicatória? Foi algo complicado para nós. Soubemos da lesão mesmo antes do jogo na quinta-feira e a verdade é que passo muitos dias com ele, muito tempo. É um companheiro que dá muito, tanto a mim como ao Gül. Faz falta a todos nós. Campeonato? Sabemos que estamos numa posição privilegiada, mas o Campeonato não se ganha em dezembro. Vamos seguir este caminho para que ganhemos no final da época e possamos festejar”, explicou Samu ao mesmo canal.





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