Ministério Público pede exumação do corpo do cão Orelha

As investigações sobre a morte brutal do cão comunitário Orelha, que vivia na Praia Brava, bairro nobre da capital catarinense, tiveram outra reviravolta nesta semana. O Ministério Público pediu à Justiça a exumação do corpo do animalzinho, o que vai permitir uma nova análise pericial das condições em que ele morreu. Até a publicação desta matéria, o pedido de exumação não havia sido analisado pela Justiça.
Orelha foi morto com uma pancada na cabeça no dia 4 de janeiro deste ano — o laudo pericial não especifica que instrumento foi utilizado, podendo ser um chute, uma garrafada, um soco. O cão ficou perambulando pelas ruas até ser encontrado agonizando no dia seguinte, 5, embaixo de um carro. A Polícia Civil de Santa Catarina, que concluiu as investigações na semana passada, indiciou um adolescente pelo ato, afirmando que ele estava no mesmo horário e local em que Orelha foi agredido, o que teria sido confirmado por imagens de câmeras de segurança.
A defesa do rapaz contesta essa conclusão, dizendo que havia várias outras pessoas na praia no momento apontado pela Polícia. Os advogados do adolescente também apresentaram vídeos em que o animal aparece perambulando pelas ruas da Praia Brava, depois de ter sido agredido. Os delegados do caso informaram que uma coisa não exclui a outra: segundo as investigações, o animal passou o dia sofrendo pela pancada sofrida, até não resistir mais aos ferimentos.
Ainda no final da semana passada, o Ministério Público já havia adiantado que ia devolver o inquérito à Polícia Civil para complementar “lacunas” da investigação. Os outros três adolescentes apontados como suspeitos no começo do caso foram inocentados pela Polícia. Há também um segundo inquérito, por coação, que indiciou três adultos ligados ao adolescente indicados pela tentativa de ameaçar testemunhas. Ele também foi devolvido do MP para a Polícia, para aprofundamento das investigações.
