Invernosos uns, ligeiros outros: vinhos para espantar o frio

Invernosos uns, ligeiros outros: vinhos para espantar o frio



Na quinta-feira da semana passada, cumpriram os franceses uma tradição que lhes diz muito: o lançamento, sempre na 3ª quinta-feira de novembro, do Beaujolais Nouveau, o vinho da colheita deste ano, o tinto que é para beber jovem, preferencialmente até à primavera de 2026. Como manda a tradição, daqui até ao fim do ano, muitos milhões de garrafas ‘voarão’, presentes em tudo quanto é bistrot. Este modelo de vinho teve em tempos alguns seguidores por cá, que lançaram, por exemplo, o Dão Novo, mas a moda não pegou. Acho que foi pena, porque era um excelente companheiro para as castanhas, o produto emblemático desta época. O Beaujolais — feito com a casta Gamay — é sempre um motivo de festa, ainda que com uma enorme “contradição interna”: é para ser consumido no inverno mas com perfil estival, ligeiro na cor, leve na concentração e no corpo, muito aromático em resultado da técnica enológica empregue, é o verdadeiro vinho gluglu. Enquanto noutros tempos os enófilos mais tradicionalistas entendiam que o Beaujolais não era coisa séria com que se devessem preocupar, agora, que a agulha da moda mudou, este tipo de vinho está completamente in, alegrando a fileira dos que acham que agora tudo tem de ter pouca cor, pouco álcool e estrutura pelos mínimos. Coisas das modas!

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