Senadores reclamam de ‘sumiço’ de Alcolumbre e querem convocar ministro da Justiça e chefe da PF

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Um grupo de senadores vai tentar no início da semana convocar o ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva para prestar informações sobre a confusão que envolveu o afastamento e a posterior recondução ao cargo do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues.
Andrei também deverá ser convidado para falar sobre os relatórios de inteligência produzidos pela corporação que foram usados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes como argumento para pedir uma investigação sobre o ministro André Mendonça.
A iniciativa de convocar o ministro e convidar o diretor-geral é de um grupo de parlamentares da Comissão Mista de Controles de Atividades de Inteligência do Senado (CCAI). O senador Esperidião Amin (PP) já redigiu os dois requerimentos.
A iniciativa da CCAI se dá em um momento em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), evitou levar para o Congresso a discussão da crise no Supremo. “Há um silêncio do Alcolumbre e o Senado está fechado até para discursos”, diz o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A quem interessa o Senado calado nesse momento? Só ao Alcolumbre” acrescentou.
Na última quarta-feira, enquanto a crise se aprofundava, a única sessão marcada no Senado era para celebrar o “Dia Nacional da Limpeza”.
Alguns parlamentares insistem em abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens trocadas entre o magistrado e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Alcolumbre já se disse contrário à iniciativa.
No mês passado, o presidente do Senado teve um encontro com o presidente Lula na casa de Alexandre de Moraes em Brasília. Também estava presente o ministro do STF Cristiano Zanin. Os magistrados teriam sido os responsáveis pela reaproximação de Lula e Alcolumbre.
O presidente do Congresso já emitiu vários sinais de que pretende ficar distante da crise envolvendo o STF. Conforme mostrou VEJA, Alcolumbre foi citado em uma proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro como destinatário de 30 milhões de dólares depositados pelo banqueiro em uma conta no exterior.
