Moreirense x Benfica. “Sem penalty sobre Pavlidis” – Observador

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Sem falta da Rádio Observador, agora com a análise do trabalho de Fábio Veríssimo no jogo entre Benfica e Moreirense, ou neste caso, Moreirense e Benfica. Jogou-se no Minho, 4×0 para o Benfica, num jogo referente à terceira jornada que tinha ficado adiado e que foi apitado por Fábio Veríssimo. Pedro, vamos à análise dos lances.
Sim, vamos à análise do jogo do Benfica. Começa com o minuto 12, com um dos poucos erros que eu acho que o árbitro cometeu hoje. E este pode ter algum impacto. O Rafa Silva ia na direção da baliza adversária quando recebe uma bola em profundidade, mas tem um momento em que para para recepcionar a bola. Portanto, quando eu digo que vai na direção da baliza adversária, há um momento que para para controlar a bola e tem três adversários na possibilidade de discutirem o lance com ele. O que acontece? O árbitro entende que o Marakas, que vem por trás, estica a perna direita e acerta na bola. Aliás, mesmo na transmissão em direto, o próprio comentador disse: “Parece que foi na bola”, mas quando vimos a repetição, não. Ele encaixa a perna direita entre as pernas do Rafa Silva e pontapeia a coxa, acerta na coxa direita do jogador do Benfica e, portanto, era livre direto e cartão amarelo, porque não vai numa clara oportunidade de gol. Cartão amarelo pelo pontapé e obviamente pelo ataque prometedor. E, portanto, um erro aqui. Minuto 14, fica-se a reclamar um pênalti sobre o Pavlídis. É um lance difícil. Fica-se também numa ideia inicial que o Marakas tinha caído em cima do Pavlídis e teria desequilibrado, carregado o adversário, mas depois na repetição, para mim, não há motivo para apontar pênalti. Primeiro, a bola quando vem no ar, toca na mão direita do Pavlídis. É sempre muito difícil perceber se é intencional, não intencional, deliberado, não deliberado, se é casual. O fato é que ele ao dar aquele toque, de alguma maneira, ajuda no controle da bola. E depois, ele próprio, o Pavlídis, recua com um dos pés de apoio, ou seja, quando está a fazer essa recepção e com o toque com a mão direita na bola, ele próprio é que acaba por provocar um pouquinho o contato, porque o Marakas vem por trás, vem na corrida, mas o Pavlídis, digamos que vai recuar um dos pés e invadir o espaço. Ou seja, ele não vai correr na direção da baliza e vem alguém por trás e pisa ou carrega. Não, é o próprio Pavlídis que recua e que provoca também este contato. E é um contato que do meu ponto de vista é ligeiro e inconsequente. Claro que o Pavlídis acaba por cair, mas este toque na bola com a mão, este ser ele a recuar e a ajudar na promoção deste contato, não ser alguém que vem por trás e que carrega em cima quando ele vai a correr, eu dou como boa decisão de não haver motivo para pontapé de pênalti. Depois, ao minuto 41, temos um cartão amarelo. E é cartão amarelo também, ficou-se ali a discutir se seria vermelho ou não, ao Gilberto Batista. Rasteira o Prestianni à entrada da área, corta primeiro o ataque prometedor e tem o Dinis Pinto, outro jogador, envolvido um pouco mais à esquerda. Quem vê o Prestianni atacar a baliza, mais à esquerda, está o Dinis Pinto ligeiramente mais à frente. O que significa que se o Prestianni eventualmente não fosse rasteirado pelo Gilberto Batista, que o Dinis Pinto ainda teria a hipótese ali de eventualmente discutir o lance. E, portanto, por isto, eu dou o livre direto bem assinalado e o cartão amarelo, que também foi bem mostrado, porque corta o ataque prometedor e para mim não é uma clara oportunidade de gol. E depois o momento talvez mais relevante e importante do jogo, porque desbloqueia o jogo. Está certo, foi 4×0, mas o primeiro nasce de pênalti e para mim o pênalti é bem assinalado. Grande intervenção do vídeo ao árbitro, num lance que não é fácil de ver, uma bola parada, vários emparelhamentos. E depois sempre aquela dúvida se é o Lenglet que baixa a cabeça, se é, veja se eu consigo dizer o nome, o Douvir Parsemain, acho que é assim que se diz, que levanta demasiado a perna. Eu relembro que considera-se que uma perna está mais levantada quando passa o nível da cintura e dizemos que é uma cabeça que baixa em demasia quando baixa abaixo da cintura. E neste caso concreto, a cabeça do Lenglet não está abaixo da cintura e a perna do Parsemain está claramente acima da cintura. Outro fator muito importante, o Lenglet chega primeiro à bola e cabeceia a bola. O Douvir Parsemain chega depois, e este depois é no ato contínuo, fora de tempo, levanta a perna direita e pontapeia, acerta na cabeça do defesa francês do Benfica. E, portanto, foi preciso o VAR para auxiliar, mas auxiliou bem, para mim é pontapé de pênalti e boa decisão, num lance que demorou bastante tempo entre o árbitro nada dar, o VAR estar a analisar porque teve que analisar, chamar o árbitro, o árbitro ir ao monitor, foi um lance que durou bastante tempo, ao ponto do árbitro ter dado três minutos de desconto, de recuperação de tempo perdido, e o jogo ter acabado seis minutos depois dos 45. Tem a ver com a análise e o tempo depois perdido para a execução do pontapé de pênalti. E depois o árbitro, naturalmente, que acaba por, quando vê que é pênalti, ir mostrar o respectivo cartão amarelo, porque realmente esta entrada de pontapé na cabeça é negligente e daí o respectivo cartão amarelo. Primeira parte, estamos conversados.
E da segunda, Pedro? Acredito que um pouco mais calma, porque o Benfica depois também ganhou o jogo.
Exatamente. Aqui algumas situações, 52 minutos, cartão amarelo bem mostrado a Landerson. Não foi pela falta que ele fez sobre o Leandro Barreiro, que fez, foi pelo protesto. O árbitro ainda ia mostrar cartão amarelo e depois vê-se o Landerson com o braço direito assim levantar no ar e a protestar, a fazer o gesto. E, portanto, cartão amarelo bem mostrado. Isto ao minuto 52. Depois ao minuto 65, cartão amarelo bem mostrado a João Palhinha, vai por trás, acaba mesmo por tocar e pisar o pé esquerdo do Manuel Mendonça, é uma entrada negligente e uma infração que levou ao respectivo cartão amarelo. Minuto 87, outra amarelo, agora ao Stepanović. É uma entrada também por trás de solo com os pitões da sua perna direita no gêmeo direito do Sudakov e, portanto, uma entrada negligente, cartão amarelo bem mostrado. E finalmente, o último cartão amarelo ao minuto 90+1 ao Jean-Durant, porque agarra e puxa de forma presciente e evidente a camisola do E. Maranhão e este comprimento desportivo e este agarrão bem sancionados com o respectivo cartão amarelo.
Pedro, resta saber que nota merece Fábio Veríssimo na noite de hoje, sendo que o árbitro acabou por passar por uma situação que não costuma ser muito comum. Houve um pequeno adepto que lhe pediu os cartões. Normalmente sabemos que dos árbitros não costuma chegar muito amor da bancada. É bom ver que as novas gerações lidam diferentemente com esta questão.
Essa atitude. Nota 6. Só não dou o 7 que poderia dar, primeiro porque o pênalti é o VAR que dá e este lance é muito importante. Ok que é decisão da equipa de arbitragem conta, mas eu valorizo sempre mais quando é o árbitro a tirar. E também por aquele lance que depois acaba por não ter impacto, mas podia ter, que é o lance sobre o Rafa Silva, que era livrete e cartão amarelo ao Marakas. E, portanto, aquele pontapé que foi dado e logo no princípio, e ainda estava o jogo 0x0. E é por isso que lhe baixo um pouquinho a nota. Dou a nota 6, mas claramente que o pênalti e o VAR na sua intervenção, que no lance que desbloqueia o jogo, é para mim o momento mais relevante e importante e, por isso, nota positiva, nota 6 para a equipa liderada por Fábio Veríssimo.
E está feita esta noite de dose dupla de Sem Falta. Acompanhamos aqui a arbitragem de Fábio Veríssimo no Moreirense 0, Benfica 4 e tivemos também Pedro Henriques, um Sporting-Galatasaray. Estamos de regresso com e Sem Falta no próximo sábado, dia 12, para acompanhar o Casa Pia Futebol Clube do Porto e o Pedro Henriques vai sendo sempre ouvido aqui na Rádio Observador em sede de O Campeão É, com notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia no mundo do esporte. Um grande abraço, Pedro. Até breve.
Um abraço. Obrigado.
