PT convoca militantes a protestarem contra Mendonça nas redes sociais
O PT iniciou nesta quarta-feira (9) uma ofensiva contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e convocou militantes a atacá-lo nas redes sociais. A mobilização ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir a quebra integral do sigilo das investigações do Banco Master, que envolvem também o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A convocação foi distribuída em grupos de WhatsApp ligados à campanha de Lula, incluindo o “Lulaverso” e “Porta Voz do Lula”.
“Faltam só 25 dias para as eleições, gente! Não para onde correr: a missão de hoje é para agora, hein?”, diz a mensagem que pede críticas à atuação de Mendonça e compartilhamento de publicações.
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O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, acusou o ministro de favorecer Flávio Bolsonaro e de interferir na disputa eleitoral.
“A condução do processo claramente tenta influenciar as eleições brasileiras ao proteger o candidato bolsonarista à Presidência da República”, afirmou em uma gravação.
A pressão ocorre depois que Mendonça retirou o sigilo de parte da investigação da Polícia Federal, que revelou 51 mensagens trocadas entre o colega Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em 21 dias.
Segundo o material apresentado, o empresário pedia auxílio e orientações ao ministro sobre as investigações e se deveria sair do país às vésperas de sua primeira prisão, em novembro do ano passado.
Mais cedo, Lula engrossou a crítica a Mendonça e defendeu a divulgação completa das investigações. A medida é considerada estratégica, já que pode revelar como foi a troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que cobrou o empresário sobre recursos para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou.
O presidente do PT, Edinho Silva, reforçou a mobilização e pediu que militantes fossem às ruas e às redes contra o que classificou como forças “autoritárias” e “antidemocráticas”. “Temos que ir para as ruas, para as redes, temos que ir para a ofensiva democrática”, declarou.
