Mourinho destaca exibição de Courtois: «Quem decidiu o melhor jogador estava a dormir»

Mourinho destaca exibição de Courtois: «Quem decidiu o melhor jogador estava a dormir»


José Mourinho voltou, na noite de terça-feira, a pisar os palcos da Liga dos Campeões ao leme do Real Madrid. Os «merengues» receberam e venceram o Inter Milão pela margem mínima (2-1), num jogo que o treinador português descreveu como uma «loucura».

Depois de a equipa espanhola ter estado a vencer por 2-0, ainda tremeu quando o Inter respondeu e reduziu a vantagem, durante a segunda parte, obrigando o Real a sofrer até ao apito final para segurar os primeiros três pontos na prova. Na conferência de imprensa, Mourinho não escondeu o desagrado com o rumo da partida e destacou a exibição decisiva de Courtois.

«Poderia ter terminado 5-1 ou 6-1 para nós. Também poderia ter terminado 6-6. Foi um encontro louco e uma loucura que não gosto muito. Prefiro poder marcar cinco, seis ou sete, mas com controlo absoluto e sem precisar de uma atuação absolutamente incrível do guarda-redes», afirmou.

«Quem decidiu o melhor jogador do jogo estava a dormir, porque se não derem a Courtois o título de melhor em campo hoje, nunca o receberá. Sem tirar mérito a Fede [Valverde], que venceu», atirou com alguma ironia à mistura.

O português reconheceu «não ter conseguido fazer coisas que gostaria de fazer», em parte devido à falta de jogadores que «pudessem ajudar a ter outro tipo de  controlo sobre o jogo». Recorde-se que Camavinga, Bernardo Silva e Arda Guler foram baixas no encontro por castigo. 

Questionado sobre a exigência do público do Bernabéu e os assobios registados durante as substituições, Mourinho demarcou-se das reações das bancadas e deixou claro o tratamento que dá aos jogadores.

«Não comento as reações do público nem hoje nem até ao meu último dia aqui, mas quando [Mbappé] foi substituído, dei-lhe um beijo e isso significa respeito pelo trabalho que fez pela equipa.»

Sobre Vinícius, que também tem estado sob escrutínio dos adeptos, o treinador assumiu o momento menos positivo do avançado dentro das quatro linhas, mas assegurou que tal não coloca em causa a sua entrega ao clube.

«Ele não está no seu melhor e todos nós vemos isso. Ele é o primeiro a saber disso e está a trabalhar para ser o jogador que decide partidas. Por não estar no seu melhor, está a trabalhar mais do que nunca nos treinos e jogos. Chegará o momento em que ele decidirá partidas» começou por dizer.

«Quem dá tudo não é obrigado a dar mais porque não tem mais para dar. E ele deu tudo», acrescentou.

Colocando o triunfo em perspetiva e sublinhando a força do adversário italiano, o técnico atirou: «Estou aqui há dois meses e meio, com alguns jogadores há menos de um mês, e estou no início do meu trabalho. Ainda falta muito. O Inter é uma equipa de topo e a melhor equipa de Itália com distância».
 



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