Entre fronteiras e negócios: como Lucas Congo construiu sua trajetória no comércio exterior

Entre fronteiras e negócios: como Lucas Congo construiu sua trajetória no comércio exterior


Nascido em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Lucas Benegas Congo construiu uma trajetória profissional que ultrapassou fronteiras antes mesmo de o comércio exterior se tornar o centro de sua atuação empresarial.

Sua formação passou pela PUC-SP, mas uma das experiências que ajudaram a ampliar sua visão sobre o mercado internacional aconteceu do outro lado do mundo. Lucas viveu na China, onde estudou mandarim e teve contato direto com uma cultura e uma dinâmica de negócios bastante diferentes da realidade brasileira.

A experiência mostrou, na prática, que negociar entre países envolve muito mais do que produtos, preços e contratos. Diferenças culturais, formas de relacionamento, legislação, logística e a maneira como cada mercado conduz seus negócios também podem determinar o sucesso de uma operação internacional.

Essa vivência se somou ao domínio de outros idiomas, como inglês e espanhol, e ajudou a construir a base de uma carreira voltada ao comércio exterior.

De volta ao ambiente empresarial brasileiro, Lucas passou a lidar diretamente com alguns dos principais desafios enfrentados por quem importa ou exporta no país. Tributação, burocracia, logística, câmbio e constantes mudanças no cenário internacional fazem parte de um setor em que uma decisão tomada a milhares de quilômetros pode produzir efeitos sobre empresas brasileiras.

Foi a partir dessa experiência que o empreendedorismo ganhou espaço em sua trajetória.

Lucas fundou o Grupo Platina 8, empresa voltada ao comércio exterior e planejamento tributário. Com atuação ligada a um dos principais polos portuários do país, em Itajaí, Santa Catarina, o negócio entrou em uma trajetória acelerada de expansão.

Em 2024, quando a Platina completou seu primeiro ano, a empresa registrou faturamento de R$ 10 milhões. No ano seguinte, já com dois anos de operação, o valor chegou a R$ 90 milhões, um crescimento de nove vezes em apenas um ano. Segundo Lucas, o resultado da companhia avançou na mesma proporção.

Em 2026, ao completar três anos, a expectativa é alcançar R$ 120 milhões em faturamento, consolidando uma nova etapa de crescimento da empresa.

Os números ajudam a dimensionar a velocidade da expansão, mas também acompanham uma visão construída por Lucas ao longo da carreira. Planejamento, previsibilidade e conformidade se tornaram princípios importantes em sua maneira de enxergar operações internacionais. Em um setor marcado por legislações complexas e diferentes variáveis, ele defende que competitividade precisa caminhar ao lado da segurança das operações.

Sua experiência fora do Brasil também influenciou a forma como passou a observar o próprio mercado brasileiro. Para Lucas, empresas nacionais possuem oportunidades importantes no comércio internacional, mas ainda precisam lidar com obstáculos relacionados à burocracia, tributação, infraestrutura e custos logísticos para competir em melhores condições globalmente.

Nos últimos anos, essa visão passou a ganhar também uma dimensão pública. Além da atuação empresarial, Lucas participa de discussões sobre comércio exterior, tecnologia, inteligência artificial, geopolítica e as mudanças nas relações comerciais entre países, temas que passaram a influenciar cada vez mais as decisões das empresas brasileiras.

Mas sua trajetória não se limita aos negócios.

Casado com Fabia Evangelista Congo e pai de Maria Clara, Lucas encontra na família uma referência de equilíbrio em meio à rotina empresarial. O amadurecimento profissional passou a dividir espaço com novas responsabilidades pessoais e com uma percepção de sucesso que vai além do crescimento de uma empresa.

Entre São Bernardo do Campo, a experiência na China e a construção de um negócio que saiu de R$ 10 milhões para R$ 90 milhões em faturamento anual em apenas um ano, sua trajetória foi marcada pela capacidade de transitar entre diferentes realidades e transformar experiência em estratégia.

Agora, com a projeção de alcançar R$ 120 milhões em 2026 e um comércio exterior cada vez mais influenciado por tecnologia, geopolítica e transformações econômicas globais, novas fronteiras continuam surgindo.

E, para Lucas Congo, atravessá-las permanece parte da própria trajetória.



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