‘Um cenário de terror’: delegado relata detalhes de feminicídio de médica no Paraná

‘Um cenário de terror’: delegado relata detalhes de feminicídio de médica no Paraná


Gassi Paola de Souza Mazia foi encontrada morta aos 37 anos




Médica morreu aos 37 anos

Médica morreu aos 37 anos

Foto: Reprodução/Instagram

*Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher e violência doméstica. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

O apartamento onde a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta, em Maringá, no Paraná, apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue, segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá.

Em vídeo de depoimento à imprensa publicado nas redes sociais do delegado no último domingo, 6, ele classificou o local como “um cenário de terror” e afirmou que a vítima teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.

Garcia foi o responsável por autuar o flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, companheiro de Gassi.

Ao Estadão, o delegado informou que o flagrante foi formalizado pela Delegacia de Homicídios, mas que o inquérito foi posteriormente transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá unidade que dará continuidade às investigações.

Flagrante

Segundo Garcia, Romeiro teria ido a Maringá na noite de sábado, 5, para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. O casal havia se separado, mas, de acordo com o delegado, o homem procurava reatar o relacionamento.

Ainda conforme o relato apresentado pelo delegado, os dois tiveram um desentendimento durante a visita. Depois, Romeiro teria atacado a médica e, segundo informações inicialmente reunidas na investigação, colocado o bebê para dormir antes de deixar o apartamento. Na sequência, ele teria seguido para Mandaguari, onde moram familiares de sua mãe.

O delegado afirmou que o suspeito teria contado a pessoas próximas o que havia feito. Uma dessas pessoas foi ouvida pela polícia e, segundo Garcia, relatou que Romeiro havia confessado o crime.

A Polícia Militar localizou o homem na casa da mãe, em Mandaguari, e efetuou a prisão. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.

Vítima deixa filho

O bebê de 8 meses, filho de Gassi e Romeiro, estava no apartamento quando a mãe foi encontrada. Segundo a versão apresentada pelo delegado, a criança havia sido colocada para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.

A polícia também apreendeu o telefone de Romeiro e pretende extrair os dados do aparelho.

O caso é investigado como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi cidade vizinha a Maringá. Procurada, a defesa de Romeiro disse ao Estadão que analisa o caso e irá se manifestar depois.



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