Mudança deixa risco de quatro metros dentro do elevador e condomínio cobra R$ 5.800 da nova moradora antes de liberar sua garagem


Paula contratou uma transportadora para levar o sofá ao 12º andar, mas a operação terminou com um risco de quatro metros no interior do elevador. O condomínio cobrou R$ 5.800 antes de liberar sua garagem, enquanto a empresa afirmou que a proteção do equipamento era inadequada.

O condomínio pode cobrar o dano diretamente de Paula?

A cobrança pode ser possível, mas não basta afirmar que a marca apareceu durante a mudança. É preciso demonstrar o dano, sua origem e a relação entre o sofá e o prejuízo, além de verificar as regras do condomínio.

O Código Civil determina que quem causa dano por ato ilícito deve repará-lo. A convenção também pode estabelecer procedimentos para transporte de móveis e responsabilidade por danos provocados durante mudanças.

Mudança deixa risco de quatro metros dentro do elevador e condomínio cobra R$ 5.800 da nova moradora antes de liberar sua garagem
Mudança deixa risco de quatro metros dentro do elevador e condomínio cobra R$ 5.800 da nova moradora antes de liberar sua garagem

A transportadora ter causado o risco livra Paula automaticamente?

Não necessariamente. O STJ já analisou caso semelhante, em que uma proprietária foi obrigada a indenizar o condomínio por dano causado ao elevador durante mudança. Havia previsão na convenção e os funcionários forçaram pelo equipamento um objeto maior que o compartimento.

Isso não significa que toda avaria seja automaticamente responsabilidade do morador. Se a empresa agiu de forma imprudente ou descumpriu instruções, Paula pode discutir o ressarcimento com a transportadora.

Como a origem do risco de quatro metros pode ser comprovada?

Fotos, câmeras e registros da portaria podem mostrar o estado do elevador antes e depois. Horário da mudança, mensagens e imagens da movimentação do sofá também ajudam.

Se já existiam riscos ou defeitos, o condomínio precisa separar o dano novo daquele que estava presente.

Alguns documentos podem esclarecer a cobrança:

Fotos do elevador antes e depois da mudança.

Registro de entrada e saída da transportadora.

Imagens das câmeras mostrando o sofá dentro da cabine.

Orçamento ou nota fiscal do reparo de R$ 5.800.

A transportadora pode responder pelo prejuízo?

Sim, se sua atuação tiver causado o dano. Contrato, instruções e registros podem indicar quem executou a movimentação e como o sofá foi colocado no elevador.

A empresa afirma que o condomínio não instalou a proteção correta. Se havia procedimento obrigatório e ele não foi cumprido, a causa pode envolver mais de uma conduta.

O condomínio pode bloquear a garagem enquanto Paula não pagar?

Essa medida é diferente da cobrança do dano. O STJ considera ilegítima a restrição de áreas comuns usada como pressão para cobrar dívida condominial. Embora o caso envolva reparação, a orientação mostra que o acesso à propriedade não deve ser usado simplesmente como instrumento de cobrança.

Se a garagem integra a unidade ou possui uso assegurado, impedir o acesso enquanto a responsabilidade pelos R$ 5.800 é discutida pode ser contestável.

Três situações mudam a análise:


Situação
O que indica
Consequência


Dano novo ligado à mudança
Risco surgiu durante a operação

A cobrança do reparo ganha fundamento.


Responsabilidade pode existir


Defeito anterior comprovado
Elevador já apresentava marcas

O prejuízo precisa ser separado do dano preexistente.


Valor pode ser revisado


Proteção obrigatória ausente
Procedimento do condomínio não foi cumprido

A causa pode envolver também uma falha do prédio.


Responsabilidade pode ser discutida

O valor de R$ 5.800 precisa ser comprovado?

Sim. O condomínio deve indicar qual parte foi danificada, qual reparo é necessário e por que o orçamento corresponde ao prejuízo. A indenização deve acompanhar a extensão efetiva do dano.

No precedente do STJ, a proprietária contestou o custo, mas as instâncias de origem consideraram suficiente a documentação apresentada. Orçamento, fotografias e estado anterior podem ser decisivos.

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O que Paula deve fazer antes de pagar ou contestar?

Ela deve solicitar a convenção, as regras de mudança, imagens do elevador, orçamento e registros do incidente. Também deve pedir à transportadora um relato da operação.

Se a prova apontar que a transportadora causou o risco, Paula poderá buscar ressarcimento; se o condomínio também falhou na proteção exigida, a responsabilidade poderá ser discutida entre os envolvidos. O ponto decisivo será o nexo entre a movimentação e o dano de R$ 5.800.





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