Flávio Bolsonaro “fugiu” de pergunta no JN, reage ex-comandante da FAB, que pede para Marinho “não incorporar Zagallo”

Flávio Bolsonaro “fugiu” de pergunta no JN, reage ex-comandante da FAB, que pede para Marinho “não incorporar Zagallo”


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  • Na sabatina do Jornal Nacional, em 28/09, o tenente‑brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex‑comandante da FAB, foi questionado sobre suposta reunião golpista envolvendo Jair Bolsonaro.
  • Flávio Bolsonaro (PL) reagiu atacando Baptista, alegando parcialidade e acusando‑o de apoiar a candidatura de Lula.
  • Em post no X, no dia 29, Baptista acusou o senador de “leviandade” e de fugir da responsabilidade ao não responder à pergunta sobre a tentativa de golpe.
  • Baptista, autor do livro “Eu disse não!”, ressaltou que não declarou apoio a Lula e que as afirmações de Flávio são mentirosas.

Atacado por Flávio Bolsonaro (PL) na sabatina conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos na noite de sexta-feira (28) no Jornal Nacional, o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, que comandou a Força Aérea Brasileira (FAB) durante o governo Jair Bolsonaro, afirmou que o senador buscou “fugiu da responsabilidade” de responder a pergunta sobre a tentativa de golpe ao atacá-lo durante a entrevista.

Confrontado com a informação de que os ex-comandantes da FAB e do Exército, o general Freire Gomes, confirmaram a reunião golpista e a existência da minuta em reunião com Bolsonaro, Flávio atacou Baptista Jr, que recentemente lançou o livro Eu disse não! – Uma trincheira antigolpista, com detalhes sobre a intentona bolsonarista.

Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da aeronáutica aí, que hoje está pedindo voto pro Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, respondeu Flávio atacando e mentindo sobre o ex-comandante da Aeronáutica, que não declarou voto e segue se classificando como sendo de direita.

Em publicação na rede X neste sábado (29), Baptista Júnior acusou o senador de “leviandade” em sua resposta, uma das 17 vezes a que recorreu à estratégia de atacar Lula para fugir das indagações.

“A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição de Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la — algo entendido na figura de filho, mas não de alguém que se proponha a nos presidir”, iniciou o militar.

Baptista ainda aponta que Flávio Bolsonaro mentiu, desconhecendo a “origem da afirmação do candidato” sobre o apoio a Lula.

“Desconheço a origem da afirmação do candidato: se o conteúdo do livro ‘Eu disse não! Uma trincheira antigolpista’ ou meu testemunho na Ação Penal 2668, no STF, que não teve relação com o senador-candidato. Se foi uma ‘viagem’ para dentro do livro que só chegará às livrarias daqui a dez dias, talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista”, afirmou.

O ex-comandante da FAB ainda mandou recado para o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, relembrando a célebre frase do ex-treinador da Seleção Brasileira em 1997, quando disse a jornalistas “vocês vão ter que me engolir” diante da derrota do Brasil por 3 a 1 para a Bolívia, que conquistou o inédito título da Copa América, fortalecendo a pressão sobre o técnico brasileiro.

“Ao seu coordenador-geral da campanha, o outrora ponderado Senador Rogério Marinho, sugiro não incorporar o espírito do nosso querido Zagallo, exigindo agressivamente que ‘a tal direita consentida vai ter que nos engolir’. Lembre-se do chamamento de Collor aos ‘Caras-Pintadas’”, disse o militar, se referindo ainda ao ato de desespero do ex-presidente Fernando Collor de Mello, aliado do clã Bolsonaro, às vésperas do processo que levou a seu impeachment em 1992.

Golpistas

Após a publicação, Baptista Júnior foi atacado pelo deputado Marcel Van Hatten (Novo), escudeiro do clã Bolsonaro, que acusou o militar de estar “a serviço do Lula e do PT”. Ele responde3u citando o Marechal Castelo Branco, que liderou o golpe de 1964, que deu origem à Ditadura Militar.

“Marechal Castelo Branco, sobre os golpistas, militares e civis. Sobre eles, nada mudou: ‘Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar’”, reagiu, provocando a ira do deputado bolsonarista.

Não passa de um lambe botas de Alexandre de Moraes, ditador da toga. Pior tipo de militar que poderia existir. Uma vergonha. Lula e Moraes merecem teu apoio”, esbravejou Van Hatten.





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