Malafaia vê tentativas de esvaziar Mendonça e blindar Lulinha
O pastor Silas Malafaia falou nesta quinta-feira (6) sobre o que vê como uma tentativa de “esvaziar” os poderes do ministro André Mendonça como relator das investigações sobre a farra do INSS no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele acredita que setores da Polícia Federal (PF) manobram para retirar as investigações sobre o tema das mãos de Mendonça e atribuí-las a Flávio Dino, no intuito de “livrar a cara de corruptos”.
Segundo o religioso, a PF apresentaria pedidos de inquérito em série para que a competência de investigar o empresário Fábio Luís da Silva saia das mãos de Mendonça, o qual, segundo Malafaia, conduz seus trabalhos de forma “justa, limpa e transparente”, atuando com “prudência” na relatoria.
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“Querem livrar a cara do filho de Lula, o Lulinha, desta vergonha da roubalheira dos aposentados”, avaliou Malafaia em um vídeo na rede social X. Ele lembrou a série de inquéritos solicitados pela PF, que acabaram direcionando uma das apurações para as mãos de Dino, e comparou a situação ao julgamento sobre a “tentativa de golpe” de 8 de janeiro, cujas ações eram conduzidas, na época, quase com exclusividade por Alexandre de Moraes.
“O presidente da época, Barroso, colocava tudo na mão de Alexandre de Moraes. Ai do Barroso se fizesse sorteio”, lembrou.
Advogados que representam o filho do presidente sempre declararam que as solicitações da PF para investigar Lulinha seriam uma instrumentalização do órgão para fins político-eleitorais.
Nesta quinta-feira, um coletivo de superintendentes da PF manifestou, por meio de nota oficial, apoio à autoridade do diretor-geral Andrei Rodrigues. Malafaia viu no documento mais uma prova da tentativa de esvaziar a autoridade de André Mendonça.
Três inquéritos foram instaurados pela PF com autorização do STF, desdobramentos das apurações envolvendo as fraudes no INSS que indicam possíveis ligações de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de um suposto esquema de tráfico de influência. O filho do presidente, atualmente, não consta como investigado pelos descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas.
O processo habitual seria instaurar um procedimento investigativo pela PF para pedir a abertura das apurações ao ministro André Mendonça, relator do primeiro inquérito no STF. Mas protocolos foram direcionados à Presidência do STF para que um novo relator fosse sorteado para os outros inquéritos.
O regimento interno do Supremo diz que casos conexos, como o do INSS, devem ser encaminhados ao relator da investigação principal, neste caso Mendonça, mas os pedidos terem sido feitos como se não houvesse conexão entre os casos. Isso causou estranhamento dentro do STF, que nos bastidores viu uma tentativa de retirar casos que envolvem Lulinha das mãos de Mendonça.
