A queda inédita de Flávio em uma frente estratégica da campanha

Flávio Bolsonaro ampliou sua base de seguidores nas redes sociais, mas viu despencar um dos principais indicadores de desempenho digital. Em participação no VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o CEO da Ativaweb, Alek Maracajá, afirmou que o candidato do PL registrou, pela primeira vez no ano, sua pior taxa de engajamento, apesar de ter conquistado cerca de 100 mil novos seguidores no período monitorado. (este texto é um resumo do vídeo acima)
Segundo Maracajá, o dado chama atenção porque o crescimento da audiência não foi acompanhado por maior participação do público nas publicações. “A quantidade de seguidores é uma coisa; o engajamento é a capacidade de reação, de mobilização”, afirmou.
Por que mais seguidores não significam mais força política?
Na avaliação do especialista, o indicador mais importante para medir a presença digital de um candidato não é o tamanho da base de seguidores, mas a capacidade de mobilizar esse público por meio de curtidas, comentários e compartilhamentos.
De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro alcançou uma taxa de engajamento de 0,63%, o menor índice registrado por ele em 2026. “Ele tem 11 milhões de seguidores, mas só fala com 0,67% dos seus seguidores”, disse Maracajá ao explicar que o crescimento da audiência não tem gerado maior interação.
O que pode explicar a queda no engajamento?
Apesar do resultado, o CEO da Ativaweb evitou concluir que o desempenho digital do candidato entrou em uma trajetória de queda. Segundo ele, o comportamento das redes é altamente dinâmico e exige uma análise mais ampla antes de qualquer diagnóstico.
“Quando se trabalha com dados, principalmente internet, seria muito precoce falar que ele está em uma queda”, afirmou.
Maracajá disse que será necessário acompanhar os próximos dias para verificar se o movimento está relacionado aos acontecimentos recentes da campanha, como a convenção do partido e a definição da chapa presidencial.
Como o desempenho se compara ao de Lula?
Durante a entrevista, Marcela Rahal lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também reúne uma grande quantidade de seguidores, mas igualmente enfrenta dificuldades para transformar esse alcance em interação.
Segundo Maracajá, Lula registrava taxa de engajamento de 0,45% no mesmo período e também vinha ampliando sua base de seguidores. Para o especialista, os dois casos mostram que crescimento de audiência e capacidade de mobilização nem sempre caminham juntos.
O que deve ser observado daqui para frente?
Na avaliação do especialista, apenas o monitoramento dos próximos dias permitirá saber se a queda representa uma oscilação momentânea ou uma mudança mais consistente no desempenho digital do candidato.
“O que chama atenção hoje é essa queda de engajamento de Flávio, que foi a primeira vez no ano”, afirmou.
Segundo Maracajá, o comportamento dos indicadores após os acontecimentos recentes da campanha será determinante para medir se o candidato conseguirá recuperar a capacidade de mobilizar seus seguidores nas redes sociais.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
