Benfica avança com queixa junto da FPF pela nomeação de Gustavo Correia
O Benfica apresentou uma queixa formal junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na sequência da nomeação de Gustavo Correia para arbitrar o encontro entre Gil Vicente e Rio Ave, relativo à primeira jornada da Liga, apurou o Maisfutebol, confirmando uma informação inicialmente avançada pelo jornal Record.
Recorde-se que o árbitro da Associação de Futebol do Porto esteve no centro da polémica após o encontro entre Famalicão e Benfica, referente à 32.ª jornada da última edição da Liga. No final do jogo, Rui Costa, presidente das águias, e Mário Branco, diretor-geral do clube, foram sancionados com suspensões de 45 dias e 25 dias, respetivamente, por insultos dirigidos a Gustavo Correia, castigos que continuam a cumprir.
Posteriormente, o próprio Gustavo Correia foi alvo de uma sanção disciplinar aplicada pelo Conselho de Disciplina da FPF, tendo recebido uma repreensão por ter prestado falsas declarações no âmbito do processo disciplinar instaurado a Mário Branco.
No relatório do encontro, o árbitro escreveu: «Informo ainda que, no mesmo momento, o agente desportivo da equipa B (SL Benfica) Mário Branco, inscrito em modelo P como staff técnico e desempenhando a função de diretor-geral, proferiu as seguintes palavras para mim, árbitro Gustavo Correia: “Filho da p***! Vocês são uns filhos da p***!”. Tendo igualmente sido impedido de se aproximar de mim fisicamente pelos assistentes de recinto desportivo e pela força policial presente no local».
Contudo, durante a instrução do processo disciplinar, Gustavo Correia reiterou que Mário Branco «se tentou aproximar da equipa de arbitragem aquando da passagem desta pelo túnel de acesso aos balneários e que foi agarrado e afastado pelos diversos elementos da força policial e assistentes de recinto desportivo».
As imagens de videovigilância do túnel de acesso aos balneários vieram, no entanto, contrariar a versão do árbitro de 34 anos. A análise das gravações concluiu que Mário Branco não se tentou aproximar fisicamente da equipa de arbitragem, levando o Conselho de Disciplina a considerar que as declarações prestadas por Gustavo Correia não correspondiam à realidade, aplicando-lhe uma sanção de repreensão.
