Feira expõe jato canadense de R$ 150 mi; veja vídeo – 05/08/2026 – Economia
Com menos expositores, a Labace (feira de jatos executivos em São Paulo) apresenta o Challenger 3500 como o maior destaque da edição deste ano. Na terça-feira (4), primeiro dia do evento, visitantes faziam fila para entrar no avião, fabricado pela Bombardier e avaliado em US$ 29,5 milhões (pouco mais de R$ 150 milhões na cotação atual).
A empresa canadense tenta expandir a presença na América Latina, onde possui cerca de 700 aeronaves voando. Segundo Heron Nobre, diretor de vendas da Bombardier para o Brasil, o país é atualmente o principal mercado na região e o segundo maior do mundo, atrás somente dos Estados Unidos.
De acordo com Nobre, a recente alta no preço do petróleo, que encareceu o QAV (querosene de aviação), não reduziu o apetite dos clientes.
“Muita gente achava que, passasse a pandemia, a aviação executiva pararia [de crescer]. Não parou, não, continua muito movimentada, e esse problema de oscilação de combustível não teve impacto. Até o momento, a gente não sentiu nada, porque, particularmente, acredito que é uma coisa sazonal”, afirma.
O Challenger 3500, exposto pela Bombardier na Labace, tem alcance de 3.400 milhas náuticas (quase 6.300 km), distância suficiente para ir de São Paulo a qualquer outro destino na América do Sul.
A aeronave tem capacidade para até 10 passageiros, e a velocidade máxima chega a 882 km/h.
A Labace é realizada pelo segundo ano consecutivo no aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. Neste ano, a feira reúne 133 marcas e 55 aeronaves expostas. No ano passado, eram cerca de 140 expositores e 54 aeronaves.
Até o ano passado, a Labace era realizada em Congonhas (zona sul da cidade), no espaço onde ficavam os hangares da Vasp, companhia aérea cuja falência foi decretada em 2008. No entanto, a feira teve de mudar de local após o início das obras de modernização do aeroporto previstas no contrato de concessão do terminal, que desde 2023 é administrado pela empresa espanhola Aena.
Neste ano, a Labace é realizada sem a presença de grandes nomes, como a Embraer e a francesa Dassault, que já participaram da feira em outras edições.
Assim como a edição de 2025, a feira deste ano é marcada pela ausência de grandes jatos. Isso porque o Campo de Marte tem uma pista mais limitada e opera somente na categoria visual, o que inviabiliza o movimento de aviões em condições desfavoráveis de visibilidade.
A TAM Aviação Executiva expõe em seu estande oito aeronaves, entre jatos executivos e helicópteros. O destaque é o Citation Latitude, avaliado em US$ 23,1 milhões (R$ 118 milhões), que tem espaço para nove passageiros, mais dois assentos para piloto e copiloto. A aeronave possui 5.278 km de alcance máximo e velocidade máxima de cruzeiro de 826 km/h.
Leonardo Fiuza, presidente da TAM, disse que a empresa fechou duas compras durante a feira nesta terça-feira (4), de um jato executivo e de um helicóptero.
Segundo dados da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), organizadora da Labace, a aviação de negócios (que inclui jatos executivos e helicópteros) alcançou a marca de 1,1 milhão de operações (pousos e decolagens) em 2025. Para este ano, são esperadas 1,2 milhão de operações.
A frota ativa da aviação de negócios no Brasil era de quase 11,4 mil aeronaves em maio deste ano, um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A categoria inclui jatos, helicópteros a pistão e a turbina, turboélices, entre outras aeronaves.
