PL lança Carlos Jordy ao Senado após perder aliados no Rio de Janeiro

PL lança Carlos Jordy ao Senado após perder aliados no Rio de Janeiro


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  • O Partido Liberal (PL) decidiu apresentar chapa própria no Rio de Janeiro, excluindo o PP e a União da aliança.
  • A decisão cria uma candidatura “pura” do PL no estado, sem apoio de partidos aliados.
  • A medida reduz o apoio político ao senador Flávio Bolsonaro, que dependia da coalizão.
  • A definição da chapa foi anunciada recentemente, impactando a estratégia eleitoral no RJ.

O deputado federal Carlos Jordy será o candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. A decisão faz parte da chapa pura definida pelo partido nesta terça-feira (4), depois que a federação União Brasil-PP optou por permanecer neutra na disputa estadual.

Jordy dividirá o palanque com Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio, escolhido para concorrer ao governo, e com a vereadora de Niterói Fernanda Louback, que ocupará a vaga de vice. Os três pertencem ao PL.

A candidatura ao Senado coloca Jordy no centro da articulação eleitoral da legenda no estado, mas surge em um cenário bem diferente daquele planejado no início do ano. O partido esperava reunir outras siglas em torno da candidatura estadual e fortalecer, ao mesmo tempo, o palanque presidencial de Flávio Bolsonaro.

LEIA TAMBÉM: Decisão do União Brasil aumenta isolamento de Flávio Bolsonaro no RJ

Aliança perdeu nomes ao longo do ano

Dos nomes inicialmente envolvidos no projeto, três deixaram a composição. O ex-governador Cláudio Castro desistiu de disputar o Senado em maio, após ser alvo de operações da Polícia Federal e ter sua inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Márcio Canella, do União Brasil, também abandonou a corrida ao Senado. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele foi alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e chegou a ser preso em flagrante depois que agentes encontraram um fuzil em seu veículo. Canella afirmou que a arma não lhe pertencia.

Rogério Lisboa, do PP, que era cotado para ser vice de Douglas Ruas, também deixou as negociações. Sem representantes na chapa, União Brasil e PP decidiram não apoiar formalmente nenhum candidato ao governo.

A saída dos aliados abriu espaço para Jordy, mas reduziu a estrutura disponível para a campanha. Sem coligação, o PL terá menos tempo de propaganda eleitoral e contará apenas com sua própria rede partidária para apresentar seus candidatos.

O impacto também recai sobre Flávio Bolsonaro. Presidenciável da legenda, ele terá em seu estado de origem um palanque formado somente pelo PL, sem o apoio formal dos partidos que participaram das primeiras articulações.



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