Estátuas vivas ocupam jardim da Casa Museu Ema Klabin em intervenção de Ana Dias Batista
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- Ana Dias Batista apresenta a performance “SANS, SOUCI.” com estátuas vivas.
- As apresentações ocorrem nos dias 2, 9 e 16 de agosto, das 11h às 17h, no jardim da Casa Museu Ema Klabin, São Paulo.
- Selecionada pelo edital Jardim Imaginário 2026, a intervenção dialoga a arquitetura da casa, inspirada no Palácio de Sanssouci, com reflexões sobre tempo, ócio e ocupação.
- O jardim é transformado em espaço de experimentação artística, conectando a história da residência a questões contemporâneas.
A Casa Museu Ema Klabin recebe, nos três primeiros domingos de agosto, a performance SANS, SOUCI., da artista Ana Dias Batista. Selecionado pelo edital Jardim Imaginário 2026, o trabalho transforma o jardim da instituição em um espaço de experimentação artística, onde estátuas vivas estabelecem um diálogo entre a arquitetura da casa, sua inspiração no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, na Alemanha, e reflexões contemporâneas sobre tempo, descanso e ocupação.
As apresentações acontecem nos dias 2, 9 e 16 de agosto, sempre das 11h às 17h, no jardim da Casa Museu Ema Klabin.
Do palácio prussiano ao jardim da Casa Museu
A intervenção parte de uma referência presente na própria história da residência de Ema Klabin.
Ao conceber sua casa e sua coleção, a empresária e colecionadora buscou inspiração no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, residência de verão de Frederico, o Grande, rei da Prússia no século XVIII. Projetado como um espaço dedicado ao descanso, à contemplação e à filosofia, o palácio inspira agora uma reflexão artística sobre o significado do ócio no mundo contemporâneo.
É dessa conexão histórica que nasce SANS, SOUCI., cujo título faz referência direta ao palácio alemão.
Estátuas vivas refletem sobre trabalho e tempo livre
Para ocupar o jardim da Casa Museu, Ana Dias Batista convidou quatro atores especializados em performances de estátuas vivas.
Durante a intervenção, eles representam cariátides e atlantes inspirados nas esculturas presentes na fachada do Palácio de Sanssouci. Com corpos imóveis e silenciosos inseridos na paisagem concebida por Roberto Burle Marx, os performers propõem uma reflexão sobre as fronteiras entre trabalho e descanso, produtividade e contemplação, ocupação e tempo livre.
A proposta estabelece um diálogo entre arquitetura, paisagem e performance, transformando o jardim em um espaço de observação e permanência.
Pinturas do século XVIII inspiram a criação
A construção dos gestos e das pequenas ações cênicas parte de obras de artistas do século XVIII, como Antoine Watteau, Nicolas Lancret e Jean-Honoré Fragonard.
Conhecidos por retratar cenas de lazer, encontros e jogos sociais da aristocracia europeia, os pintores serviram de base para as improvisações desenvolvidas pelos performers durante a apresentação.
O processo criativo também envolveu uma extensa pesquisa de figurinos, maquiagem e caracterização. Ao longo de cerca de um mês, Ana Dias Batista trabalhou diretamente com os atores na produção de perucas, figurinos e na seleção de materiais capazes de reproduzir a aparência de esculturas em pedra.
Visita mediada amplia a experiência
Além da performance, o Núcleo Educativo da Casa Museu Ema Klabin promove, nos dias 2, 9 e 16 de agosto, sempre às 14h30, a visita mediada “Palácio de Sanssouci e a casa da Rua Portugal”.
A atividade apresenta ao público as referências do século XVIII presentes na arquitetura da residência e na coleção reunida por Ema Klabin, estabelecendo conexões entre a história da casa e a intervenção artística.
Ao final do percurso, os participantes são convidados a acompanhar a performance SANS, SOUCI., completando a experiência proposta pela artista.
Serviço
Performance: SANS, SOUCI. – Ana Dias Batista
Local: Jardim da Casa Museu Ema Klabin
Datas: 2, 9 e 16 de agosto
Horário da performance: das 11h às 17h
Visita mediada: Palácio de Sanssouci e a casa da Rua Portugal
Horário: 14h30
Realização: Casa Museu Ema Klabin – Edital Jardim Imaginário 2026.
