Proença satisfeito com teste sobre venda e consumo de álcool na Supertaça
Na sexta-feira, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) revelou que o Governo tinha autorizado a venda e consumo de bebidas de baixo teor alcoólico no jogo de sábado entre FC Porto e Torreense, da Supertaça Cândido de Oliveira, uma medida proibida em recintos desportivos desde a década de 1980.
Em resposta à agencia Lusa, o Governo explicou que o projeto-piloto foi aprovado apenas para a partida da Supertaça, que o FC Porto conquistou ao vencer o Torreense, por 1-0, pretendendo depois avaliar os resultados da iniciativa.
Pedro Proença defendeu que, para além dos benefícios ao nível de segurança e de uma fonte de receita adicional, ficam para a história os “momentos de confraternização dos adeptos, que souberam estar à altura do momento e usufruíram de uma experiência de jogo plena”.
“Muito obrigado ao Governo, aos ministérios da Administração Interna, Saúde e Juventude e Desporto pela confiança demonstrada. Parabéns a todos os clubes, do futebol profissional e do não profissional, pela perseverança. Esta foi uma grande vitória do futebol português”, frisou o líder da FPF.
Proença defende que este foi um “enorme passo que foi dado” e deseja que seja o primeiro “para a concretização de um objetivo comum”.
Numa resposta conjunta do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto à agência Lusa sobre o projeto-piloto aprovado, o Governo explica que decidiu autorizar a proposta da FPF para este teste.
Em relação a outras iniciativas semelhantes, em jogos de futebol ou em outras modalidades desportivas, o Governo salienta que existem vários aspetos a ter em consideração.
“Qualquer decisão sobre a realização de novas iniciativas em jogos de futebol ou noutras modalidades dependerá dos resultados obtidos, da respetiva avaliação pelas entidades envolvidas e da sua relevância para a preparação do Mundial de 2030, sempre com a salvaguarda da segurança dos espetáculos desportivos, da proteção dos consumidores e da saúde pública”, salienta o documento.
