“O Brasil é a minha causa, o povo é a minha causa”, diz Lula; siga convenção ao vivo

“O Brasil é a minha causa, o povo é a minha causa”, diz Lula; siga convenção ao vivo


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  • Lula divulgou vídeo nas redes sociais declarando que sua causa é o Brasil e o combate à miséria.
  • No evento político, Lula, Alckmin, Edinho Silva, Fernando Haddad e governadores aliados (Elmano de Freitas, Fátima Bezerra, Jerônimo Rodrigues, Rafael Fonteles) estarão presentes.
  • Lula disputa a sétima eleição presidencial, já venceu três vezes, enfrentando uma coalizão ultradireita internacional liderada por Donald Trump que apoia Flávio Bolsonaro (PL).
  • O TSE, sob Kássio Nunes Marques, e o STF, com André Mendonça, têm tomado decisões que favorecem Flávio Bolsonaro, enquanto investigam o filho de Lula, Fábio Luís (Lulinha).

No último vídeo, divulgado nas redes sociais na noite deste sábado (1º), antes da convenção do PT que vai oficializar sua sétima candidatura à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva resgata um discurso em que fala sobre sua principal motivação para buscar seu quarto mandato no Palácio do Planalto, do alto de seus 80 anos de vida, grande parte dela dedicada à construção de um movimento político em favor das pessoas marginalizadas.

“O que envelhece uma pessoa é a falta de causa, é a falta de motivação para a luta. E por isso eu me determinei. O Brasil é a minha causa, o povo é a minha causa e combater a miséria é a razão pela qual eu vou viver até o fim da minha vida”, diz o presidente no vídeo, que resgata imagens de sua trajetória.

A convenção nacional do PT cumpre a etapa formal obrigatória do calendário eleitoral que transforma uma candidatura esperada em candidatura oficial. O evento no Expo Center Norte, espaço com capacidade para reunir até 3.500 pessoas, marca o início institucional da corrida do presidente ao quarto mandato.

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Além de Lula e Alckmin, estarão no palco o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ex-ministro Fernando Haddad, candidato do partido ao governo de São Paulo. Governadores aliados também marcarão presença, entre eles Elmano de Freitas (CE), Fátima Bezerra (RN), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles (PI).

Luta inédita

Lula chega à sua sétima disputa presidencial, das quais saiu vitorioso em três delas, enfrentando uma coalização internacional da ultradireita comandada por Donald Trump, que reúne figuras como Javier Milei e Benjamin Netanyahu, que interfere diretamente na disputa em favor de Flávio Bolsonaro (PL).

Alçado pelo pai ao posto, o filho “01” de Jair Bolsonaro ainda conta a blindagem explícita dos dois ministros indicados pelo ex-presidente às altas cortes do país. Na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques vem concentrando poder em decisões favoráveis ao senador. Vice na corte eleitoral, André Mendonça comanda a blindagem de Flávio Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), em escândalos como do caso Master, enquanto avaliza ações de pesca probatória da ala lavajatista da Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

A escolha de São Paulo como palco do lançamento não é acidental: o estado concentra mais de 34 milhões de eleitores e foi justamente onde Lula ficou atrás de Jair Bolsonaro (PL) na disputa há quatro anos, o que torna a disputa pelo eleitorado paulista central para a estratégia de reeleição.

Aliança progressista

Eleito em 2002, reeleito em 2006 e reconduzido ao Palácio do Planalto em 2022, o presidente monta agora a aliança mais ampla do campo progressista desde a redemocratização: sete partidos, PT, PV, PCdoB, PSB, PDT, PSOL e Rede, compõem a base formal da candidatura. Trata-se de um fato inédito desde 1989.

A estrutura da aliança se organiza em torno de duas federações partidárias. A Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB, é a espinha dorsal do governo desde 2022. A Federação PSOL/Rede completa o arco progressista, com destaque para Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado em São Paulo na chapa encabeçada por Haddad. O PDT foi o primeiro a formalizar apoio, em 20 de julho, motivado pela defesa da pauta trabalhista e pelo enfrentamento à extrema-direita.

A convenção em São Paulo também carrega um componente simbólico que a campanha não ignora. Foi no ABC paulista que Lula se tornou metalúrgico, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1975 e ganhou projeção nacional como liderança sindical. Realizar o lançamento da candidatura nesse território é uma forma de conectar a trajetória pessoal do presidente à disputa eleitoral.






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