imigração, clima e guerra – Observador

Direitos humanos, imigração, guerra, crise climática e inclusão são algumas temáticas dos 23 espetáculos de companhias nacionais e estrangeiras na 28.ª Festa do Teatro, Festival Internacional de Teatro de Setúbal (FITS), que decorre de 20 a 29 de agosto.
Segundo Patrícia Paixão, atriz e coordenadora da programação do festival organizado pelo Teatro Estúdio Fontenova, a Festa do Teatro integra 14 espetáculos na secção oficial e nove na secção ‘off’, além de conversas de teatro, uma exposição, o lançamento de um livro, curtas-metragens, três concertos e “um passeio pela inclusão”.
“Esta 28.ª Festa do Teatro traz, uma vez mais, uma programação diversificada e consciente dos tempos que correm, com espetáculos de norte a sul do país e além-fronteiras”, afirmou.
A coordenadora do festival destacou ainda a participação de várias companhias estrangeiras, entre elas grupos de Espanha e do Brasil, além de projetos desenvolvidos em Portugal por artistas de diferentes nacionalidades.
O diretor artístico do Teatro Estúdio Fontenova e do Festival Internacional de Teatro de Setúbal, José Maria Dias, aproveitou a apresentação do festival para defender a criação de um espaço cultural de média dimensão na cidade, uma reivindicação antiga ainda sem resposta do município sadino.
“É de conhecimento geral que a cidade e o festival em particular merecem um espaço com mais condições para acolher [companhias e espetáculos]. Gostaríamos que esta fosse também uma prioridade, que se reforcem as infraestruturas e que pensemos juntos em estratégias culturais”, afirmou.
O responsável do Teatro Fontenova reconheceu, no entanto, que a Câmara Municipal de Setúbal continua a ser, desde o primeiro dia, o principal parceiro do festival, este ano com um apoio financeiro de 45 mil euros, além de todo o apoio logístico ao certame.
José Maria Dias salientou ainda que o orçamento da edição deste ano ronda os “150 mil euros, valor semelhante ao do ano passado, que é suportado pela Câmara Municipal de Setúbal, bem como pela Direção-Geral das Artes e outros parceiros”.
Apesar das dificuldades com que se tem deparado ao longo do percurso do Teatro Fontenova iniciado em 1995, José Maria Dias diz ter “um sentimento de dever cumprido com o público e a cidade de Setúbal“.
Para o vereador da Câmara Municipal de Setúbal, Paulo Maia, a Festa do Teatro é “um dos mais relevantes e consistentes projetos culturais da cidade” e “uma referência incontornável no panorama teatral português”.
Paulo Maia considerou ainda que o festival contribui para afirmar Setúbal como “um território de cultura, criatividade e liberdade“.
O autarca setubalense garantiu também que a criação de uma sala de média dimensão para acolher espetáculos constitui um objetivo do atual executivo camarário, mas não se comprometeu com nenhuma calendarização para a concretização desse projeto.
O festival, que decorre em vários espaços da cidade, designadamente no Fórum Luísa Todi, Escola Secundária Sebastião da Gama, Museu do Trabalho Michel Giacometti, Casa da Cultura e muitos outros, arranca às 18h00 do dia 20 de agosto com a sessão de abertura, que inclui um concerto do duo luso-brasileiro Couple Coffee, nos Claustros do Convento de Jesus.
