Polônia acusa Rússia por queda de míssil perto de sua fronteira com a Ucrânia
As autoridades polonesas acusaram a Rússia, nesta quinta-feira (30), de estar por trás do lançamento de um míssil que atingiu uma região fronteiriça com a Ucrânia, sem causar feridos, durante uma campanha de ataques massivos contra o país vizinho.
Uma forte explosão acordou os moradores da localidade de Tarnawa-Kolonia, na região leste de Lublin, por volta das 4h00 (23h00 de quarta-feira, no horário de Brasília), fazendo tremer as janelas das suas casas, informou a polícia em comunicado.
A detonação, que ocorreu a cerca de 80 quilômetros da fronteira ucraniana, deixou uma cratera com dez metros de diâmetro e cinco metros de profundidade, assim como “restos de um objeto não identificado”.
As autoridades locais inicialmente não haviam especificado a causa do incidente, que ocorreu enquanto a Rússia lançava novos ataques massivos contra a região oeste da Ucrânia de Lviv, perto da fronteira polonesa.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, chegou a Lublin na manhã desta quinta-feira para presidir uma reunião de crise com o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, e o ministro do Interior, Marcin Kierwinski.
A Procuradoria Militar abriu uma investigação para determinar a origem e a natureza do projétil, mas Tusk afirmou que “os fragmentos recuperados apontam para um míssil russo Kh-101”.
“Não há motivos para acreditar que a Polônia fosse o alvo”, declarou durante uma coletiva de imprensa.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sibiga, compartilhou dessa opinião no X e afirmou que “durante a noite, um míssil de cruzeiro russo Kh-101 penetrou o espaço aéreo polonês como parte do ataque maciço da Rússia contra a Ucrânia, violando o espaço aéreo da Otan”.
O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, também afirmou que o espaço aéreo polonês foi “violado” durante o ataque com mísseis e drones.
AFP.
