Cleitinho diz ao PL e a irmão que será candidato ao Governo de Minas Gerais

Cleitinho diz ao PL e a irmão que será candidato ao Governo de Minas Gerais


AUGUSTO TENÓRIO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O senador Cleitinho Azevedo avisou a aliados que será candidato ao Governo de Minas Gerais pelo Republicanos. Ele falou a respeito na noite desta segunda-feira (27) a uma liderança do PL e ao seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo.

Segundo essa liderança do PL, ouvida sob reserva pela Folha, o apoio da sigla a Cleitinho será discutido novamente em reunião prevista para esta terça-feira (28). O encontro reunirá as executivas nacional e mineira do PL, em Brasília, com possibilidade de participação da cúpula do Republicanos.

Eduardo Azevedo, também do PL, afirmou que conversou com Cleitinho na segunda-feira. “Estamos aguardando ele se prontificar. Conversei com ele por telefone ontem à noite, ele garantiu que será candidato. Estamos vivendo um momento delicado, estamos tentando se recompor”, disse o deputado estadual à Folha.

Ele se refere à morte do irmão Matheus Augusto Azevedo, vítima de complicações por uma leucemia. Segundo pessoas próximas, um dos motivos para a indecisão de Cleitinho sobre sua candidatura era justamente o estado de saúde do familiar.

O senador não foi à convenção estadual do Republicanos no último sábado (25), mas o partido tem até o dia 5 de agosto para confirmar na Justiça Eleitoral a sua candidatura. Segundo aliados, ele quer divulgar sua decisão de concorrer até o sábado (1º). A confirmação da candidatura, antes, precisa ser aprovada pela executiva estadual da sigla.

Mesmo sem ter confirmado sua candidatura, Cleitinho lidera as pesquisas em Minas Gerais. Segundo levantamento Quaest publicado nesta terça, ele tem 35% de intenção de votos no primeiro turno, 23 pontos à frente do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem 12%.

O senador também vence em todas as simulações de segundo turno, com vantagens de até 31 pontos percentuais, a depender do adversário. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais.

Tal vantagem faz Cleitinho ser cortejado pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, que precisa de um palanque forte em Minas Gerais. O estado é considerado crucial para o sucesso de uma candidatura presidencial, pois nenhum presidente foi eleito sem vencer também a maioria dos votos dos mineiros nas últimas décadas.

Se confirmado o apoio a Cleitinho, o PL deve indicar o vice na chapa do governo, com o ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) Flávio Roscoe, e o deputado federal Domingos Sávio para uma das vagas ao Senado. O ex-deputado Marcelo Aro (PP) concorreria à segunda vaga de senador.

A demora de Cleitinho em anunciar se seria ou não candidato irritou até mesmo aliados. O PL chegou a cogitar lançar Marcelo Aro ao governo como uma espécie de plano B, numa tentativa de amarrar o apoio do PP a Flávio. Outra opção seria lançar Roscoe na cabeça de chapa.

A situação é delicada para o PL porque haverá concorrência no campo da direita. O governador Matheus Simões (PSD) concorrerá à reeleição com apoio do ex-governador Romeu Zema (Novo), que deixou a gestão estadual em março para concorrer à Presidência.

Já o presidente Lula decidiu lançar o deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo mineiro. O petista terá a ex-prefeita de Contagem Marília Campos concorrendo ao Senado.

Segundo a Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados no primeiro turno, com 30% das intenções de voto no estado, contra 29%, respectivamente. O ex-governador Romeu Zema aparece em terceiro lugar, com 12%.



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