O casal que elevou em 51 cm o teto de um ônibus de 2001 e construiu uma casa colorida em oito meses

O casal que elevou em 51 cm o teto de um ônibus de 2001 e construiu uma casa colorida em oito meses


Quando Kels e Jay compraram um ônibus escolar usado, o interior ainda carregava a aparência de um veículo feito para transportar dezenas de passageiros. Bancos, chapas metálicas e piso antigo ocupavam o espaço que, meses depois, receberia uma cozinha, um escritório e uma cama. A mudança mais arriscada exigiu cortar a carroceria e levantar todo o teto antes que a casa começasse a tomar forma.

Por que Kels e Jay escolheram um ônibus escolar?

Kels e Jay se conheceram na Inglaterra, onde ela estudava e jogava basquete. Depois que os dois se mudaram para os Estados Unidos e se casaram, perceberam que estavam cansados da rotina e queriam uma vida que permitisse viajar por longos períodos. A ideia de converter um veículo apareceu como uma alternativa para unir moradia, transporte e liberdade em um único projeto.

Eles consideraram vans e motorhomes, mas buscavam espaço suficiente para uma cozinha completa, um banheiro com chuveiro e uma área em que pudessem trabalhar lado a lado. O ônibus oferecia uma estrutura resistente e aproximadamente 230 pés quadrados de área interna, o equivalente a pouco mais de 21 metros quadrados.

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Como o ônibus escolar de 2001 virou uma pequena casa?

O veículo escolhido era um Freightliner Thomas Built de 2001, equipado com motor Cummins de 5,9 litros. A primeira etapa foi retirar bancos, revestimento do teto, chapas internas e piso, deixando apenas a estrutura básica. A partir daí, o casal passou a reconstruir o interior de acordo com uma planta pensada para duas pessoas e uma gata chamada Pippa.

  • Veículo: Freightliner Thomas Built de 2001
  • Área interna: Aproximadamente 21 metros quadrados
  • Tempo de construção: Oito meses
  • Altura acrescentada ao teto: Cerca de 51 centímetros
  • Custo informado: US$ 8 mil no ônibus e freios, mais US$ 18 mil na conversão
  • Nome escolhido para a casa: Bessy

O vídeo conduz uma visita completa pela casa de Kels e Jay e mostra como cozinha, sofá, escritório, banheiro e cama foram distribuídos em um corredor central aberto. As imagens também revelam o efeito do teto elevado, das claraboias e das janelas na sensação de espaço dentro do antigo ônibus:

O trabalho levou oito meses, realizado principalmente durante noites e fins de semana. Segundo o perfil publicado pela Bus Life Adventure, o casal executou por conta própria os armários, a instalação elétrica, os painéis solares e boa parte dos demais sistemas, mesmo tendo pouca experiência anterior com construção.

Por que eles decidiram elevar o teto do veículo?

Kels e Jay são altos e não queriam passar os anos seguintes caminhando curvados dentro da própria casa. Para ampliar a altura interna, cortaram a estrutura e elevaram o teto em 20 polegadas, aproximadamente 51 centímetros. A mudança deixou o ambiente mais confortável e também abriu espaço para armários, revestimentos, isolamento e claraboias sem tornar o corredor apertado.

Essa foi uma das etapas mais difíceis de toda a construção. Durante o processo, parte do teto perdeu sustentação e precisou ser reposicionada com ajuda de um amigo e de um veículo. A experiência levou o casal a reconhecer que uma elevação desse tipo exige planejamento técnico, reforços adequados e, para quem não domina soldagem e estruturas, apoio profissional.

Como cada parte da casa foi distribuída dentro do ônibus?

A planta manteve o centro praticamente livre, permitindo enxergar a maior parte da casa a partir da cama. Na frente ficaram o sofá, a mesa dobrável usada como escritório e a cozinha. O banheiro e o quarto foram instalados na parte traseira, criando uma separação funcional sem erguer muitas paredes que reduzissem a sensação de amplitude.

Trecho da Bessy Uso planejado
Parte dianteira Sala e área de trabalho
Faixa central Cozinha e circulação
Parte traseira Banheiro e cama elevada
Área superior Painéis solares e pequeno terraço

A cozinha recebeu fogão, forno, pia grande, bancada e espaço para armazenar alimentos. O banheiro foi dividido para acomodar chuveiro revestido e vaso sanitário, enquanto a cama elevada criou compartimentos inferiores. Um pequeno terraço no teto acrescentou uma área externa que poderia ser usada quando o ônibus estivesse estacionado.

Como o ônibus escolar ganhou uma aparência tão colorida?

O exterior foi pintado de branco e coberto por formas geométricas em rosa, azul, preto, cinza e amarelo. A combinação teria surgido a partir de um par de calçados que o casal usou como referência visual. Em vez de tentar esconder a origem do veículo, eles transformaram a longa carroceria em uma superfície que dificilmente passaria despercebida nas estradas.

Dentro da casa, madeira, paredes claras e detalhes coloridos mantiveram o mesmo caráter descontraído. O casal também criou uma cabeceira geométrica e escolheu móveis que pudessem cumprir mais de uma função. A mesa de trabalho, por exemplo, podia ser dobrada quando não estivesse sendo usada, devolvendo espaço à sala.

O teto elevado em meio metro garantiu amplitude e espaço para a cozinha e o escritório integrado
O teto elevado em meio metro garantiu amplitude e espaço para a cozinha e o escritório integrado

O que mudou quando a construção virou uma casa sobre rodas?

A conversão permitiu que Kels e Jay passassem a viver em tempo integral no ônibus e trabalhassem durante as viagens. A casa foi projetada para acomodar computadores, equipamentos de vídeo e uma rotina que não dependesse de um endereço fixo. O espaço reduzido exigia organização, mas não obrigava o casal a abrir mão de ambientes que considerava essenciais.

Bessy representa uma inversão curiosa: um veículo associado à repetição diária de trajetos escolares tornou-se uma casa criada para mudar constantemente de paisagem. Depois de oito meses retirando peças, aprendendo técnicas e corrigindo erros, Kels e Jay terminaram com algo que não parecia mais um ônibus vazio, mas uma pequena residência colorida capaz de transportar a própria rotina.





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