Haddad terá candidatura ao governo de SP homologada em convenção do PT neste sábado

Haddad terá candidatura ao governo de SP homologada em convenção do PT neste sábado


O ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) terá a candidatura ao governo paulista homologada neste sábado, 25, durante a convenção da federação formada por PT, PCdoB e PV, em Campinas. O ato representa o início formal da campanha petista no maior colégio eleitoral do país e servirá como demonstração de força da aliança construída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar retomar o comando do Palácio dos Bandeirantes após quase três décadas.

Além de Lula, participarão do evento o pré-candidato a vice-governador, Márcio França (PSB), e as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Segundo a coordenação da campanha, sete partidos estarão representados na coligação que apoiará Haddad, embora a composição completa ainda não tenha sido detalhada.

Durante a convenção também serão homologadas as candidaturas da federação ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de São Paulo. As diretrizes do programa de governo serão apresentadas aos delegados do partido, enquanto a versão final do documento deverá ser divulgada na primeira quinzena de agosto. Após a aprovação, a ata da convenção será encaminhada à Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas.

A candidatura de Haddad é tratada pelo Palácio do Planalto como prioridade estratégica para 2026. Além de governar o estado mais populoso do país, São Paulo concentra o maior eleitorado nacional e é considerado peça-chave para ampliar a base política de Lula na segunda metade do mandato e consolidar um palanque competitivo para o campo governista.

Haddad lidera rejeição em São Paulo

Apesar do peso político da candidatura, Haddad inicia a campanha diante de um cenário desfavorável nas pesquisas. Levantamento Datafolha divulgado neste mês aponta o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente tanto nas simulações de primeiro turno quanto em um eventual segundo turno. O estudo também indica que o petista enfrenta elevada resistência entre o eleitorado paulista, um dos principais desafios da campanha nos próximos meses.

A estratégia da coordenação política tem sido ampliar o arco de alianças e apresentar Haddad como um candidato capaz de dialogar além da base tradicional do PT. A escolha de Márcio França para compor a chapa reforça esse movimento, ao aproximar a candidatura de segmentos do eleitorado de centro e do interior paulista, enquanto a presença de lideranças como Marina Silva e Simone Tebet busca reproduzir, em âmbito estadual, a frente ampla construída por Lula na eleição presidencial de 2022.



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