1h. Portugal condena ataques houthis contra navios sauditas – Observador

1h. Portugal condena ataques houthis contra navios sauditas – Observador



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É uma hora. As notícias com Miguel Pina Andrade.

Rui Costa está na lista negra do Banco de Portugal. O presidente do Sport Lisboa e Benfica falhou pagamentos de créditos superiores a 20 milhões de euros. Em causa está um projeto imobiliário da empresa Ten Invest, da qual Rui Costa é acionista. O presidente do Benfica terá assumido a responsabilidade pela devolução do capital no financiamento da construção do projeto. O banco Montepio concedeu vários créditos pra aquisição de terrenos e por isso Rui Costa está em dívida. São mais de 20 milhões de euros, o que coloca o presidente do Benfica na lista de devedores da Central de Responsabilidades de Crédito do Banco Central. Ao Observador, fonte oficial da empresa Ten Invest garante que não houve execução de hipotecas e que a relação com o banco Montepio continua a correr dentro da normalidade. Segundo essa mesma fonte, foram dadas garantias ao banco que permitem ultrapassar a dívida em causa. Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. É assinado pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, e pela jornalista Mariana Furtado. A esquerda está a pressionar o Partido Socialista para seguir em frente com uma comissão de inquérito à classificação dos exames nacionais. Posições vincadas pelo Livre, Bloco de Esquerda e pelo PCP, numa manifestação convocada pelos estudantes junto ao Ministério da Educação. António Filipe, dirigente do Partido Comunista, defende que devem ser usados todos os mecanismos para apurar responsabilidades, incluindo uma comissão parlamentar de inquérito.

Esta questão tem que ser levada muito a sério pra Assembleia da República e usar os mecanismos regimentais de que dispõe para que o governo assuma as responsabilidades que tem que assumir perante o Parlamento e perante o país. E, portanto, aquilo que foi anunciado, a realização de um inquérito, obviamente que não é de descartar e que pode fazer sentido. Para já, é preciso que o governo não fuja aos esclarecimentos que são necessários sobre este problema, que não faça como tem feito até aqui, que é procurar atirar as responsabilidades para todos, menos para o próprio governo, que é o verdadeiro responsável pela situação que está criada.

A posição do Partido Comunista Português, aqui pela voz de António Filipe. Também Rui Tavares, do Livre, admite apoiar uma comissão de inquérito e acusa o governo de ter criado um problema quando tudo estava bem.

Acompanhamos, porque nos parece que se trata de uma questão que é uma questão transversal ao Ministério da Educação, a criação de um caos onde não havia. Quer dizer, nós estamos habituados a outras dificuldades na educação, seja na colocação de professores, seja no início do ano letivo. O que este ministro conseguiu fazer foi inventar um caos novo no Ministério da Educação, que é de fato uma coisa inédita e que tem que ser explicada. E não vai lá com auditorias por empresas privadas.

Rui Tavares, do Livre. O Bloco de Esquerda pede o mesmo, uma comissão parlamentar de inquérito, mas antes de levar o ministro da Educação, Fernando Alexandre, ao Parlamento, o deputado Fabian Figueiredo quer que sejam respondidas três questões.

Outra coisa que o ministro tem de uma vez por todas explicar. Um: como é que vai funcionar o ressarcimento às famílias? Dois: como é que vai ser pago o trabalho suplementar aos professores? Terceiro: que deixe de ser teimoso e que reveja desde já o calendário de acesso ao ensino superior.

Os pedidos de Fabian Figueiredo, deputado único do Bloco de Esquerda, na manifestação do movimento Chumbados.pt. Além da demissão do ministro, os estudantes exigem a isenção total das taxas de reapreciação dos exames nacionais e também o alargamento dos prazos de candidatura ao ensino superior. André Ventura acusa o Partido Socialista de não pedir esclarecimentos suficientes ao ministro da Administração Interna. Luís Neves tem estado sob debaixo de fogo da opinião pública, devido ao caso da movimentação de um atrelado de droga apreendido pela PJ pra empresa do empreiteiro e amigo, que neste momento está a fazer obras em casa do ministro. André Ventura considera que há partidos reféns de poderes ocultos.

O Partido Socialista, para além de conhecer muito bem o que é que são investigações de corrupção e de desvio de dinheiros, o Partido Socialista tem um critério seletivo, que é só fala de quem não lhe convém. Ou seja, fala se não forem do Partido Socialista ou ligados ao Partido Socialista. O Partido Socialista já falou de muitos outros casos e já exigiu explicações. O que é que se tornou gritante aqui? Foi perceber que com todos os elementos que vinham a público, o Partido Socialista continuava em silêncio. Isso levanta uma suspeita, francamente, honestamente, com toda a transparência, de achar que os partidos em Portugal estão reféns de poderes ocultos. E em Portugal não podem existir poderes ocultos para lá do poder do povo.

André Ventura, aqui num registo captado pela CNN Portugal. O presidente do Chega também deixou uma garantia. A comissão de inquérito não tem o objetivo de fragilizar a Polícia Judiciária, mas é disso mesmo que o Partido Socialista acusa o Chega, de querer prejudicar a PJ, e relaciona esta intenção de abrir o inquérito parlamentar com as investigações da polícia a movimentos de extrema-direita. Continuamos com o tema do ministro da Administração Interna, porque Eduardo Cabrita, antigo ministro da Administração Interna, pede a Luís Neves que se apresse a explicar as polêmicas dos últimos dias. O ministro socialista do governo de António Costa diz que, para bem do prestígio da Polícia Judiciária e também do Estado, o ministro deve responder rapidamente às dúvidas que se levantaram nas últimas semanas.

Eu pediria ao doutor Luís Neves, para bem dele, mas sobretudo para bem do sentido da autoridade do Estado, que neste momento está posto em causa, e também para o prestígio da Polícia Judiciária

Que não voltasse a dizer que é amanhã ou que é daqui a uns dias. É que com a máxima urgência, aí associo-me ao pedido feito pelo Duarte Pacheco, preste todos os esclarecimentos necessários.

Eduardo Cabrita no explicador da tarde política da Rádio Observador. O antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco, admitiu também no explicador que o comportamento de Luís Neves está a dar espaço à indignação do Chega. A poucos meses da discussão do orçamento do Estado para o próximo ano, o governo não fecha portas às exigências do PS em matéria de revisão constitucional e de Segurança Social. É o que o Observador apurou, o governo não terá dificuldades para responder a duas das maiores exigências do Partido Socialista para o orçamento do Estado. Luís Montenegro sempre quis incluir os socialistas no projeto de revisão constitucional, é o que garante fonte da Aliança Democrática. Também na área da Segurança Social, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho já disse que não está prevista nenhuma mudança estrutural nesta legislatura, isto apesar do relatório pedido ao economista Jorge Bravo. Luís Montenegro pode dar garantias ao Partido Socialista de que não vão existir mexidas nesta área. As outras duas exigências estão relacionadas com a Lei de Bases da Saúde e também com a resposta que o governo deve dar à recuperação dos territórios mais afetados pelas tempestades do início do ano. O Estado português diz que durante o processo da Operação Marquês não violou qualquer direito humano de José Sócrates. A garantia é do Ministério da Justiça, que já enviou a resposta oficial ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. O antigo primeiro-ministro apresentou uma queixa que acusava a Justiça portuguesa de violar o direito a um julgamento justo e um julgamento com prazos razoáveis. Em abril, o Tribunal Europeu pediu esclarecimentos sobre três pontos centrais: a duração do processo, as fugas de informação para a comunicação social e também a existência de recursos internos efetivos. Na resposta enviada no prazo limite, o governo português assegura que respeitou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e assegura também que juntou provas para rebater os argumentos da defesa de José Sócrates. O presidente da Ucrânia afirma que pode haver um novo ataque massivo russo nas próximas 48 horas. É o que indicam informações preliminares de Kiev num vídeo publicado na rede social X. Volodymyr Zelensky diz que o ataque pode vir a atingir solo ucraniano ainda este sábado e pede à população que fique atenta aos alertas de ataque aéreo.

Sabemos, através da nossa inteligência e parceiros, que os russos têm preparados mísseis para um novo ataque massivo contra a Ucrânia. O ataque pode vir a acontecer hoje. Temos informação preliminar que vai acontecer nas próximas 48 horas. Por favor, tenham cuidado e prestem atenção aos alertas de ataque aéreo.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que manifesta esperança na continuação do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia. O governo português condena os ataques dos rebeldes houthis do Iémen contra navios sauditas. Numa nota na rede social X, o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros condena os ataques e considera inaceitável a ameaça de bloqueio marítimo à Arábia Saudita. Paulo Rangel afirma tratar-se de uma violação flagrante do direito internacional do mar e sublinha que a ameaça dos rebeldes do Iémen agrava seriamente a instabilidade na região. Ainda esta sexta-feira, os rebeldes asseguraram que o bloqueio marítimo se dirige apenas aos navios sauditas. É o ponto final nesta edição da “Uma da Manhã”. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador à 13h30. Até já.





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