o que move os mercados nessa quinta
Os mercados internacionais amanheceram nesta quinta-feira (23) com a preocupação dos investidores com os gastos bilionários das gigantes de tecnologia em inteligência artificial e a escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã, que voltou a empurrar os preços do petróleo para cima.
A Alphabet, dona do Google, apresentou resultados acima do esperado, mas isso não foi suficiente para acalmar o mercado, já que a empresa elevou sua previsão de investimentos para 2026 para até 205 bilhões de dólares, reacendendo dúvidas sobre o retorno desses aportes.
As ações da companhia recuavam mais de 3% no pré-mercado. A Tesla também decepcionou: seu lucro despencou mesmo com um trimestre forte em vendas de carros elétricos, após a empresa registrar sua primeira queima de caixa em dois anos.
No campo geopolítico, relatos de ataques a petroleiros ao largo da Arábia Saudita e novas ameaças dos EUA de intensificar ataques contra o Irã jogaram combustível nos preços da energia.
Por volta das 8h (horário de Brasília), o petróleo Brent avançava cerca de 4,5%, superando os 98 dólares o barril, enquanto o WTI subia perto de 3,8%, próximo de 90 dólares.
A alta coloca o Brent a caminho de uma valorização mensal de quase 35%, o terceiro maior salto mensal em dez anos. O minério de ferro fechou em alta de 0,74% em Dalian, na China, cotado a 110,40 dólares a tonelada, e o Bitcoin operava em leve queda, negociado perto de 65,6 mil dólares.
No Brasil, o cenário destoou do exterior. O Ibovespa fechou o pregão anterior em alta de 2,44%, aos 177.547,57 pontos, puxado por Petrobras e Vale, enquanto o dólar recuou 0,43%, encerrando cotado a 5,051 reais.
Com o petróleo mais caro no mercado internacional, a tendência, ao menos a curto prazo, é beneficiar a Petrobras e outras exportadoras, mas também acende alerta para o preço dos combustíveis e todos os seus desdobramentos, internamente.
Na agenda do dia, o mercado acompanha a decisão de juros do Banco Central Europeu e a coletiva da presidente Christine Lagarde, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o Kospi da Coreia do Sul, impulsionado por Samsung e SK Hynix. Na Europa, os principais índices operavam em queda.
