Quem foi Luiz Carlos Barreto, quem moldou o cinema nacional moderno

A morte de Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos, encerra um dos capítulos mais importantes da história do audiovisual nacional. Conhecido como “Barretão”, o produtor, diretor, fotógrafo, roteirista e jornalista dedicou mais de seis décadas ao cinema brasileiro e participou da realização de algumas das obras mais marcantes do país.
Nascido em Sobral, no Ceará, em 1928, Barreto mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro. Antes de ingressar no cinema, trabalhou na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e construiu carreira como fotojornalista nas revistas A Cigarra e O Cruzeiro. Foi nesse período que conheceu Lucy Barreto, companheira de vida e de trabalho, com quem fundou, em 1963, a L.C. Barreto Produções Cinematográficas.
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Integrante do movimento Cinema Novo, Barretão assinou a fotografia de clássicos como Vidas Secas (1963), obra de Graciliano Ramos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. Como produtor, esteve por trás de mais de 80 filmes, incluindo Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brasil, O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?, produções que marcaram gerações e projetaram o cinema brasileiro internacionalmente. Também era pai dos cineastas Bruno Barreto e Fábio Barreto, mantendo uma das famílias mais influentes da história do cinema nacional.
