Objetivos de Janeiro vs meio ano depois – Observador

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Não é fácil, eu sei. Mas, amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume? Bem-vinda de volta!
Já tinha saudades.
Este vai ser o penúltimo episódio da temporada. Para a semana temos uma convidada, mas sinto que é o último, porque é efetivamente o último que eu vou gravar antes de férias.
É que tu vais estar off agosto todo, não é?
Agosto todo.
Que é o certo.
Quase um mês e meio agora sem gravar, depois do verão voltamos em setembro com mais updates. Por isso é que eu acho que agora este episódio também faz sentido fazermos uma reflexão de objetivos, como é que correu a primeira metade do ano, mas já lá vamos. Queres começar?
Vamos a rosa.
Vamos a rosa.
Então vamos a rosa. Eu tive umas boas semanas agora nos últimos tempos, porque da última vez que eu estive aqui estava de trabalho, estava muito cansada, tinha dormido 12 horas.
Estás com melhor energia.
E estou muito mais. Eu tive dois fins de semana seguidos em que não fiz nada de trabalho. E as pessoas também não trabalham ao fim de semana, mas eu trabalho normalmente. Eu tive um dos casamentos das minhas melhores amigas, então foi incrível, que foi amiga de secundário. Quer dizer, de secundário não, de vida, que eu conheço esta minha amiga desde a creche. Foi estar com os meus amigos, estar em grande vibe, tivemos despedida de solteira, foi incrível.
Que bom!
Ya, foi muito bom. E foi mesmo assim descontraído, deu para descansar, deu para aproveitar. E esta aqui é a rosa. Tu queres que eu salte já para espinho e semente ou queres dizer a tua rosa primeiro? Se calhar diz a tua rosa primeiro.
Mas esse casamento, por acaso é uma coisa que nós comentamos com a Inês, tu ficaste com mais vontade ou menos vontade de casar, depois de esse casamento?
Eu tenho um problema grave com os casamentos que é o dinheiro que se gasta. Eu penso no dinheiro que se vai meter num casamento e eu sei que depois as pessoas dão prendas.
Que é o ponto mais importante.
Claro.
Contra.
É isso, não estamos a falar de € 5. É muito dinheiro e mesmo que te deem prendas incríveis, eu acho que nunca paga o casamento. Acho mesmo. Porque uma coisa era casares quando os nossos pais casavam. Outra coisa é casar hoje em dia, estamos a falar de valores completamente diferentes.
Mas tu sempre tiveste aquele sonho de casar?
Não. Eu não tenho a cena de casar e depois perceber o dinheiro que é, não tem muito saldo.
Por acaso esta semana estava com umas amigas minhas, estávamos a ir jantar a Braga e a debater este tema sobre casamentos, porque uma das minhas amigas tem a teoria de que se olharmos para as pessoas à nossa volta, quase todas não têm aquele sonho de casar e aquela coisa de se imaginarem desde que são crianças no vestido de noiva, não sei o quê. Isso se calhar é um traço de personalidade de uma bolha específica.
Eu acho que os casamentos é tipo-
Imagina, há muita gente que tem esse sonho de casar, mas aquela coisa de já teres a pasta no Pinterest desde os 15 anos, o teu vestido e ser o teu sonho e ser o teu objetivo de vida, há muita gente que tem esta postura e a opinião da minha amiga é que isto faz parte de uma bolha específica e que se olhando à nossa volta não há assim tantas pessoas que tenham esse pensamento.
E eu associo sempre mais casamentos abertos. Eu tenho que admitir, está muito mais associado a este nicho da sociedade. Mas, por exemplo, esta minha amiga, eu acho que ela sempre quis casar, mas não era esse nível de estar sempre com o Pinterest. Acho que ela queria casar porque ela já tinha uma relação mega longa, então fazia sentido. Mas eu percebo 100% isso que estás a dizer, é de bolha. Eu nunca tive essa moca, porque eu também nunca tive a cena do casar, ter filhos e não sei o quê. Se acontecer e isso fizer sentido, bacano. Se não-
Os filhos também?
Eu já tive uma fase em que eu dizia: “Nunca vou ter filhos, eu odeio isso, não vou querer, nunca isso para a minha vida.” E depois comecei a crescer, fui à terapia também, ajudou-me nisso. E não, filhos hoje em dia quero, mas tenho que estar bem estável financeiramente antes de avançar para filhos, não é agora assim já a correr.
Mas tu vês-te a ter filhos se não tiveres um parceiro ou uma parceira?
Não, teria que ser sempre com a minha namorada.
Porque imagina, há muita gente que o sonho de vida é ser mãe ao ponto de tu não teres ninguém e vais na mesma querer ser mãe.
Isso dá-me medo.
Eu acho que isto é um pouco egoísta.
O quê? Ter filhos como mãe solteira?
Sim.
Depende, se adotares não é.
Ok.
Estás a perceber? Se adotares, a pessoa precisa de alguém. Prefere ter uma família do que estar sozinho. Mas eu não sei se é egoísta, porque se tu deres uma boa vida à criança, está tudo bem. Percebes? Eu acho que é pior aqueles pais que são pais e não têm noção do que é ser pai e depois são maus pais. Ou aquelas pessoas que dizem: “Não, eu quero ser mãe, porque depois preciso de alguém para cuidar de mim na velhice.” Eu acho isso assustador. Isso não é o certo para ter filhos, não é assim que se faz.
Sim, percebo o teu ponto, mas na minha cabeça não me faz sentido, porque para mim associou filho a família acima de tudo. E acho que o papel da mãe e do pai é importante para a criação da criança. Claro que existem casos de mãe solteira por circunstâncias da vida, mas quando é planeado e tu vais formar o óvulo, não sei como é que funciona, mas por dentro de ti arranjar mais um banco de esperma, arranjas para ter um bebê só porque o teu sonho de vida é ser mãe, para mim faz-me confusão.
Mas eu não sei se isso não é polémico.
Eu acho que é polémico.
É um bocado, porque imagina, tu sozinha podes ser melhor mãe do que se calhar dois pais, de uma mãe e um pai em conjunto, que se calhar não vão fazer o trabalho tão bem, porque não estão preparados para isso. E tu como queres muito-
Não achas que a criança vai sofrer mais para a frente de ter de te explicar isto, de não ter um pai, de não existir? Para ela internamente vai ser difícil de lidar?
Eu acho que vai ser, mas isso eu também penso em relações homossexuais, que é, depois a criança não vai ter um pai. Imagina, no meu caso, vai ter duas mães.
Mas tem duas figuras.
Pois está bem, mas vai ser um tema, porque ela a certa altura vai ser de género. “E agora, quem é que é o meu pai biológico? Quero conhecer.” Porque há pessoas que fazem isto, e eu não sei muito bem como é que é as logísticas, mas há sítios em que tu consegues descobrir quem é o pai biológico. Só que o pai biológico é o pai? Não. Não sei. Eu acho isso mega confuso. E depois tento me pôr no lugar da pessoa e fico tipo: “Será que eu queria saber quem é o meu pai biológico?” Mas se calhar queres, porque é uma parte da tua história.
Eu acho que não ia querer saber.
Não? Imagina na adolescência, toda confusa, toda louca da cabeça.
Pois, se calhar nessa fase.
Meio revoltada contra o mundo, a querer ser uma adolescente assim como eu.
Não gosta dos pais, eles são uma merda.
Eles são horríveis.
Só estás a discutir com eles e aos berros e a fechar a porta do quarto.
E a achar que o teu pai biológico é que é o bacano. Exato, é essa a cena.
É a luz ao fundo do túnel, vou encontrá-la, vai me salvar, vai me levar para algum lado.
Eu não sei se sabes este conceito, mas em relações homossexuais há pessoas que, imagina, duas mulheres ou dois homens escolhem uma amiga ou um amigo para doar aquilo que está em falta, e essa pessoa depois faz parte da vida.
Eu acho isso também polémico.
Eu acho isso horrível.
Eu também acho.
Eu acho isso horrível, porque imagina o que é. Há almoço de família, de família não, mas com amigos.
Isto já foi um tema debatido entre amigos e tenho um casal amigo que acha que faz mais sentido ser de uma pessoa conhecida.
Pois.
Mas essa pessoa é o pai!
E vai estar nos sítios.
Faz a parte da vida, a criança vai saber que está ali o pai. Não é o tio, é o pai.
E como é que contas? É tipo, contas desde o início e diz: “Este é o teu pai, mas não é bem pai.” Ou tipo meio que escondes e só contas-
Eu acho que mistura muita coisa.
Pois, eu também acho confuso. Eu prefiro não saber quem é a pessoa.
Acho que é melhor. Claro que tens mais controle, porque sabes que ele é fixe, bons genes.
E os bons genes é uma coisa bué relativa. O que são bons genes? Isso dos genes é estranho, porque parece aquela cena em que os ricos começam a escolher as características do óvulo e podem escolher. Isto numa sociedade distópica.
Não estou a falar de genes a nível de beleza, estou a falar de doenças.
De doenças, está bem.
Coisas assim.
Está bem.
Sabes o histórico de família.
Pois é. Mas será que podes escolher isso quando vais à banco de esperma? Se calhar eles não escolhem um esperma que esteja doente.
As perguntas.
Escolhem o esperma bacano para te dar.
Pois, realmente, eu não sei.
Mas era bom.
Mas para onde é que nós estamos a fugir, Maria?
Não, se o objetivo para este ano era ter filhos, não dá. É arranjar dinheiro para os filhos, primeiro.
O que eu pus aqui? Eu pus que a minha rosa, também vou trazer a parte de trabalho primeiro. Estou mega motivada com o trabalho.
Let’s go!
Era uma coisa que eu já não sentia há muito tempo.
Muito bom.
Avançar com projetos. Fechei esta semana marcas que eu já queria trabalhar há imenso tempo. Parece que está tudo a acontecer agora em termos de trabalho. E é uma altura que até vou abrandar mais agora verão. Mas estou muito motivada e estou muito motivada finalmente com o digital, que era uma coisa que eu já não sentia há muito tempo vontade de gravar e de partilhar coisas. Então é ótimo ter essa sensação, porque é uma coisa que eu já faço há nove anos e que é normal ter muitos altos e baixos e momentos em que vou desaparecer daqui e já não me apetece fazer isto para a minha vida. O podcast sinto que é um bocadinho a âncora de tudo e que é aquilo que se mantém, que eu sempre gosto de fazer, mas depois tenho o meu trabalho, que eu encaro mais como meu trabalho, a parte do digital, que é o que me paga as contas, que é muitos altos e baixos, apetece-me, não apetece. Então eu estou numa fase boa.
Isso é um alívio, não é?
É um alívio gigante, porque é uma coisa que pode estar tudo bem na minha vida, mas se eu sinto que não me apetece e que estou a duvidar daquilo que estou a fazer, tem um impacto enorme na minha vida.
E tens que estar motivada e tens que estar com vontade de fazer. Estar em projetos em que uma pessoa não está com pica para aquilo, para mim estraga-me tudo, porque o trabalho é uma grande parte da tua vida. Portanto, convém mesmo estar nisso.
O ano passado eu pus em pausa um projeto grande que eu até estava motivada no início, mas depois parei, deixei de sentir. E eu acho que é preciso tu estares na frequência certa para aceitar e para avançar com coisas, principalmente na área criativa.
É verdade.
Em que tu tens que estar com a cabeça fresca e com a cabeça virada para aquilo. E agora sinto que estou na fase de estar virada para essas coisas. Portanto, é a minha rosa. Também queria falar aqui da parte de eventos networking, também vais trazer um bocadinho desse tema, porque sinto que também tenho estado um bocadinho mais outgoing nesse sentido de sair, fazer coisas diferentes. Fui a semana passada a um evento. Por acaso o evento não foi nada de especial, mas na minha ótica de começar a sair outra vez, começar a experimentar, eu mandei-te este evento, era de creators.
Eu lembro.
Era um evento de empreendedorismo, tinha muitas mulheres também, muita malta internacional, e senti um bocadinho aquela vibe de tipo, estou a sair da bolha. Estou a ter conversas diferentes e foi mesmo fixe. E também com esta vibe vem aquela minha ideia de fazer o jantar que vamos ter para a semana.
Que eu estou “excitadíssima” para ir.
A Bia também vai.
Ai, vai? Boa. Let’s go! Vai ser muito bom.
Basicamente, lembrei-me desta ideia porque eu sinto que tenho, não sei se também sentes isso, mas tenho muitas amigas que têm boa cabeça, que pensam de forma diferente e mente aberta e bora fazer acontecer e fazer coisas diferentes. E sinto que tenho muitas amizades individuais que são assim, que são boas e que se se juntassem, podia-se criar coisas fixes. Daí surge o Friendstorm. O que achaste do nome?
Adorei. Mas eu gostei bué do conceito. O conceito está incrível, porque eu adoro essas coisas. Ainda por cima há pouco tempo fiz também.
Tu devias contar que fizeste um evento, não foi?
Sim, eu fiz com o Matcha Lata, que eles são basicamente uma comunidade para as pessoas se conhecerem. Não é necessariamente trabalho, mas é as pessoas conhecerem, é tu ires ao brand com desconhecidos. E eu fui a host de um dos eventos que eles tiveram agora. Eu adorei mesmo.
Mas só foi malta que te conhecia a ti?
Por acaso elas conheciam, mas podia não ter sido. Ou seja, acho que calhou, porque aquilo deve ter sido de eu ter publicado também, então depois foi assim. Mas o evento existe sem os hosts. Ou seja, podia ser só de pessoas random. E eu adorei o evento em si, porque foi fazer uma coisa com propósito. Porque eu sinto que eu no trabalho estou muito sempre faturar dinheiro, não sei o quê. Estou sempre com este objetivo e aqui foi só: “Não, é uma cena fixe, é um projeto fixe,” um bocadinho por realização pessoal também e foi muito bom. E se puder juntar a parte do trabalho e de conhecer pessoas como esse projeto que tu tens, acho ótimo mesmo, porque vais mesmo buscar ali pessoas que não têm nada a ver, depois tu sais destes sítios, parece que estás renovada, parece que vês com uma cabeça nova, até tens melhores ideias.
É, podes não ter uma ideia concreta de nada, mas só vens com mais perguntas ou mais-
É isso.
…direção para alguma coisa ou com bichinho para ir pesquisar qualquer coisinha.
É mesmo. E tu nunca sabes, de conhecer pessoas, há sempre qualquer coisa que aparece e depois vais buscar um projeto não sei do quê àquela pessoa e aparece esta oportunidade não sei o quê. E eu adoro isso mesmo.
E foi um tema específico que tu preparaste para esse evento?
Não.
E como é que orientaste?
Eu ia estar com dinamicazinhas de ok, temos que quebrar o gelo e não sei o quê, mas depois não tive tempo para preparar.
Então foi só tipo convívio.
Ya. Fui e estava chill e ia falando. Pronto, acho que a única cena como host nestes eventos é que tu tens que garantir que estás a segurar a conversa e que não cai. Mas as pessoas mega tranquilas. Claro que no início há sempre mais aquela, as pessoas estão mais tímidas, não falam tanto, mas depois a conversa flui e fica toda a gente na vibe.
Pronto, isto porque eu já fui a muitos tipos diferentes e formatos diferentes de eventos, e eu sinto que existem coisas em que é preciso um bocado filtrar o tipo de público. Tu sentes que as pessoas que estavam lá estavam alinhadas? Porque, por exemplo, quando eu faço eventos meus, eu sei o tipo de público que vou receber, de seguidoras e assim, porque eu conheço as pessoas que estão no outro lado também.
As pessoas também te conhecem a ti e à partida-
Sim, as pessoas se identificam com alguns temas meus, sei que o público vai ser muito parecido e provavelmente elas vão conseguir ser amigas. Sabes?
Faz sentido.
Tu sentiste que havia ali um…
Mas ali eu senti que estava tudo dentro da mesma bolha. Eu acho que é por elas já seguirem também, não sei se era por me seguirem a mim, por seguirem também a página, porque elas seguiam as duas coisas, acho que vai buscar pessoas da mesma vibe. E eu acho que pessoas que vão a esse tipo de coisa já estão mais predispostas a conhecer gente e estão com o espírito de “ok, vamos conhecer pessoas novas” e estão com aquela cabeça de desafio. Portanto, eu acho que estava tudo mega alinhado. Claro que há sempre umas diferenças aqui e acolá, mas de um modo geral estava tudo junto.
E é só mulheres?
Por acaso são só mulheres. Ya, pois é, são mulheres. É só aí que eu preciso.
Mas faz sentido. Por exemplo, quando eu tive esta ideia do jantar, o Vasco até me perguntou logo: “Ah, vais fazer só mulheres?” A minha ideia é fazer só mulheres, porque eu acho que acaba por criar ali um safe space.
Percebo perfeitamente.
Que corta logo, não é date. Porque eu acho que às vezes é fácil de confundir um bocado as coisas. Por exemplo, eu adoro a vibe do run club onde eu ando, porque são quase só mulheres e tem muito essa vibe de as pessoas estão super alinhadas porque gostam de correr e ser saudáveis e acordar às nove da manhã de um sábado, então já tens esse ponto em comum. E depois é mais confortável de ir do que, por exemplo, um Can Run Club, que acho que faz um excelente trabalho, mas é uma cena muito mais dispersa e que pode ir muito mais para o dating, tal como a Mia também aproveita e é esse gancho muitas vezes para comunicação.
E depois ainda outra coisa, que é quando é muita gente, acho que é mais difícil tu estares confortável no meio das pessoas, porque quando são menos pessoas, à partida podes estar a ter uma conversa, toda a gente está junta na conversa e não está ninguém de parte. Enquanto que se tu chegas a um grupo e de repente estão lá 50 pessoas, é mais difícil tu entromares-te.
Por acaso, eu quando fui a este evento esta semana passada, eu vou sempre apontando coisas nas notas que vou pensando ao longo do evento, e apontei isso. Eu sinto que eu sou melhor, eu gosto mais, divirto-me mais em grupos pequenos, enquanto pessoa, geral, e sou melhor a organizar e a dinamizar este tipo de convívios mais pequenos do que maiores.
Percebo.
Por isso é que eu acho que, por exemplo, não amei fazer o espetáculo ao vivo. São 400 pessoas numa sala em que eu não consegui chegar e eu sinto que não tenho capacidades em palco chegar dessa forma.
Ok.
E adoro fazer um evento com 30 pessoas e conseguir falar um bocadinho com todas.
E eu percebo isso, porque lá está, para já é mais pessoal. Parece que consegues criar ali uma relação com eles todos. E eu própria também sinto isso. Eu prefiro eventos mais pequenos do que aqueles grandes, porque eu acho que os grandes, não sei, são mais intimidantes. Por exemplo, essa ideia de estar em cima de um palco, eu morria.
Sim, eu estou a falar de palco, mas, por exemplo, podemos usar exemplos de palestras que existem de finanças pessoais com 200 e tal pessoas na audiência. Acaba por não se criar, eu acho.
Porque não há ligação, porque é uma cena mega impessoal, enquanto que se tu tiveres a falar com as pessoas e toda a gente estiver a partilhar a sua experiência, tu crias ali uma ligação, é diferente.
Eu gosto é disso, eu gosto daquilo que vamos fazer para a semana, de sermos um grupinho pequeno e podermos conhecer um bocadinho em camadas.
Claro, é isso. E toda a gente vai partilhar, não é alguém que está a falar para os outros. E eu acho que isso faz toda a diferença. E esses eventos grandes é sempre alguém que está a ouvir, alguém que está a falar e os outros estão a ouvir todos e pronto, e estão calados.
Então e agora vais querer continuar a fazer este evento?
Sim, eu quero continuar.
Gostaste desta dinâmica.
Agora, se eu tenho tempo para organizar isto, não sei. Pronto, vamos ver. Mas vou aos teus. Tu convidas-me e eu vou aos teus.
E tens ideias novas para a semana e pronto.
Exatamente, e já está a compensar, porque eu sinto que preciso de projetos que sejam para me acrescentar, para me dar realização, para ter propósito. E não ser só trabalho. Porque eu já percebi que eu preciso de ganhar fôlego e não estar sempre focada em projetos profissionais. Embora tenha a ver com o lado profissional, é diferente, porque não estou no jantar a pensar: “Ai, tenho que faturar X dinheiro aqui,” percebes? É diferente.
Não. Tens espaço para estar a pensar noutras coisas.
É isso.
E eu acho que também na tua área, precisando ser criativa, também te vai fazer bem para o teu trabalho também.
Exato. Tu não sentes que trabalhas melhor quando vais ao cinema, vais a um concerto, consomes cultura, falas com pessoas, parece-me que no dia seguinte trabalhas melhor do que estar sempre a trabalhar e estar sempre focada naquilo.
Sim, eu sinto diretamente na minha profissão também, porque eu venho falar para aqui e vou falar para a net e tenho que ter coisas para falar. Eu também tenho que viver a vida, tenho que fazer coisas diferentes.
Tu tens que viver para contar, senão não tens nada para dizer, é literalmente isso.
Outra coisa que eu também queria falar aqui Foi muito giro que eu tive uma batalha de run clubs. Tu viste o que aconteceu no fim de semana passado?
Eu vi qualquer coisa, mas eu não estou muito bem a par.
Basicamente, o Ken Run Club juntou seis run clubs grandes de Portugal, portanto é o Ken, o Oixo, o Alcance da Cláudia Dias, Bambora, Miles and Vibes, e não me estou a lembrar de outros, mas são seis. E foi supergiro, porque juntou comunidades totalmente diferentes e é uma cena que até parece à partida que run clubs são bem competitivos uns com os outros. E foi supergiro, porque tivemos ali uma manhã todos juntos e é uma sensação de aquilo que falamos muitas vezes, de encontrar as pessoas que têm os mesmos gostos que tu. É mesmo bom estar dentro de uma bolha de pessoas que gostam das mesmas coisas que tu.
Pois é.
É tão fácil seres tu e falar sobre coisas.
E estar com pessoas que têm os mesmos interesses que tu é uma paz, porque às vezes as bolhas parecem que são uma coisa má, porque estás só dentro da tua bolha, mas às vezes é preciso que é para tu criares o senso de comunidade e sentires que fazes parte de alguma coisa. Isso é incrível mesmo.
Nesse evento que tu fizeste tinha algum elo em comum todas ou foi um bocado mais…
Não, acho que era só serem girlies que estavam nos seus-
Nos 20, jovens adultas.
Eu era a mais velha, que isto é hilariante. Porque eu de repente tenho quase 30 e elas tinham todas 21, 25 no máximo.
Novinhas.
Sim, eram pequeninas. Vá, pequeninas, coitadas.
Mas é bom nessa idade estarem a querer também fazer essas coisas diferentes.
Pois é. Até porque tu nesta idade ainda havia miúdas que ainda estavam na faculdade e tu na faculdade ainda conheces muita gente, portanto não tens tanta necessidade disto, porque eu sinto que isto é muito mais de adulto.
Estás a trabalhar e queres conhecer pessoas novas.
Sim, mas não sinto que houvesse assim uma coisa específica. Mesmo profissionalmente elas eram de áreas diferentes, mas isso até foi fixe, porque deu para partilhar opiniões, mas eu sinto que era de serem girlies, havia ali uma ligação qualquer.
Uma ligação.
Sim. Porque eu acho que as pessoas que já seguem estas coisas já têm um interesse qualquer em comum. É aquela coisa que tu sentes, as pessoas que te seguem a ti vão ter alguma coisa em comum.
Sim, pode não ser a corrida, pode ser a leitura, pode ser Bali, pode ser qualquer coisa.
Exato.
Mas tem ali um ponto que sabem que há um pensamento.
É isso, é um tipo de cabeça.
É um tipo de cabeça. Porque, por exemplo, o jantar para a semana não há nenhuma que tenha assim coisas em comum.
Não, nada?
Cabeça.
Ok, mas isso é giro, porque assim vai juntar pessoas que não têm nada a ver.
Ya.
Ok, mas há de haver alguma coisa, porque tu quando convidaste essas pessoas todas, sentiste ali uma vibe qualquer delas todas.
É da vibe. Eu conheço cada uma de vocês individualmente, conheço bem. E sei que a nível de vibe, vai dar.
Vai resultar. E não há nada melhor do que tu juntares amigas diferentes. Eu adoro isso, amigas que não têm nada a ver se conhecerem e depois aquilo funcionar, eu acho isso ótimo. Ou mesmo eu quando conheço amigas de amigas e de repente crias ali uma vibe e é tipo: “Isto é incrível, é mesmo isto.”
É assim que se faz amizade em adulto.
Ya, pois é.
E é ir a eventos e fazer coisas. Qual é o teu espinho?
Qual é o meu espinho? O meu espinho tinha a ver com isto que nós já falámos, que tem muito a ver com eu sentir-
Estares muito em trabalho.
E sentir falta de propósito. Pois é, eu acabei de contar, tudo o que eu disse faz parte disso, do espinho e da semente, porque eu sentir como estou sempre a trabalhar e como estou sempre focada, e depois eu foco muito o meu trabalho em faturação, porque tenho que atingir determinado nível de faturação e depois esqueço-me da parte do propósito, por que eu estou a fazer as coisas e ter algum lado mais, é propósito. Agora vou dizer propósito 20 mil vezes. E acho que isso é o meu espinho, é eu sentir que não tenho esse lado propósito, então o que quero agora fazer, a minha semente é tentar ter mais projetos assim.
Ou seja, fora trabalho.
Fora trabalho, é isso. E os teus?
Então, o que eu escrevi. A nível de espinho, eu estou na minha fase de esporte, já todos estamos a par disso. Estou louca, não tenho parado e tenho gostado muito desta minha rotina e estou a experimentar outras coisas. Comprei agora uma raquete de paddle, hoje passei de tarde a jogar ténis, estou a experimentar de tudo e estou a adorar minha rotina de ginásio, de corrida.
Tu fazes quantos desportos neste momento?
Então eu faço ginásio, faço corrida, isso é o foco. Depois faço Airrox uma vez por semana, cycling indoor, cycling outdoor, se conseguir encaixar.
Mas outdoor é o quê?
Bike de estrada.
Ok, mas consegues fazer aqui na cidade, não?
Sim, estava a fazer, mas eu já fui para Cortegaça, para Viluconde. Idealmente para esses lados é melhor. Cycling indoor, cycling outdoor, faço paddle. Pronto, e agora vou começar a brincar ao ténis também, às vezes.
Mas tens que fazer mais do que um treino por dia, é impossível.
Faço.
Pois.
Dois ou três.
Três?
Hoje fiz três.
Mas como é que fazes três?
Hoje fui correr uma hora de manhã, fiz ginásio superiores e joguei ténis à tarde.
Eu fico estonte.
Mas imagina, eu estou mesmo de rastos e eu sei que está a ser demais, mas eu estou me a divertir.
Claro, e está tudo bem.
E estou a gerir. Não está a ser absurdo, estou a conseguir gerir. Agora, o meu espinho é que eu estou já com ansiedade, porque eu vou muito tempo de férias.
E não vais conseguir treinar.
E não vou conseguir treinar, pelo menos da forma que eu quero. Ou seja, o meu foco é não deixar o ginásio nem a corrida, porque eu tenho um objetivo para este ano, que é o que vamos falar a seguir, que é correr a meia maratona abaixo de duas horas. E eu estou a treinar para isso, ou seja, eu tenho o treinador, o Nóbrega está me a seguir para eu conseguir atingir esse objetivo. Isso é o objetivo número um. O resto dos esportes, as brincadeiras que eu faço, está tudo bem fazer pausa disso, está tudo bem. Agora, eu quero muito ir de férias, vai ser ótimo, vou com os meus pais, depois vou com as minhas amigas, vai ser incrível, mas está me a causar ansiedade o que isso vai causar de falta de rotina de treinos.
Mas eu acho que também tens que assumir que é estares de férias, faz parte das férias não treinar tanto como vida normal.
Também vai ser muito tempo de férias.
Mas quanto tempo é que é?
Com as minhas amigas vou 11 dias, e com a minha família depois vem pausa de uma semana e mais uma semana com eles.
Ok, é tipo três semanas.
Tipo três semanas, é muito tempo.
Mas tu podes tentar, sei lá, como tens a corrida, que é a prioridade, focas na corrida.
A corrida dá para gerir, eu acho. Vai ser o que dá para gerir. Pronto, a minha semente vai ser para eu definir um plano que seja fazível e que não seja muito ambicioso, porque senão eu vou estar nas férias frustrada por não estar a conseguir.
Isso não compensa, esse constar de férias. Mas tu não consegues fazer com o teu treinador ele fazer-te um plano para as férias, consegues?
Sim, ele vai fazer isso. Mas, por exemplo, eu vou com os meus pais de férias para Cabo Verde, então vai ser vida resort, é fácil de ajustar. Não estou preocupada com essa semana, mas vou Estas duas semanas com as minhas amigas vamos para a costa italiana.
Incrível, que bom!
Vai ser corte, vai ser difícil.
Mas eu acho que também podes assumir que em vez de dares três semanas de pausa, fazes só essas duas, ou nem é duas, é 11 dias, portanto podes fazer aí.
O ano passado eu fiz três semanas em Bali e ainda tentei correr em Bali, mas depois fiquei doente, foi uma quebra gigante. E eu lembro-me, eu sei como é a sensação. É que eu estou numa onda tão boa, tão certinha, sinto-me tão bem, fisicamente capaz e tudo. E lembro-me de como é recuperar de estar parada mesmo. E eu não quero essa sensação. É quase do zero.
É mesmo.
E eu não quero essa sensação, porque eu estou numa boa fase.
Pois, eu percebo, mas eu acho que também não podes pôr muita pressão em ti, porque também são férias e é o que é. E se tiveres que recomeçar, recomeças.
Eu sei.
Porque faz parte da vida, imagina, tu nunca vais estar sempre na fase. É isso, não dá.
E eu também estou a precisar descansar um bocado. Parar um bocadinho, portanto vai ser quase obrigar-me um bocado a parar, porque também preciso.
Quando é que é a meia maratona?
É o fim de outubro.
Mas não é péssimo, se fosse setembro era muito pior.
Não, mas tenho dois mesinhos.
Para orientar.
Setembro e outubro para orientar.
Mas vai dar.
É um desafio ambicioso, mas pronto. É isso, a minha semente vai ser tentar definir um plano que seja mais fazível.
E acho que não podes pôr pressão em ti. Eu acho que tens que aceitar que é ok falhar nas férias.
Não é falhar.
Não tens que fazer. E nem é falhar, exato, é isso. É ok porque estás de férias, é suposto, é mesmo isso. E para estares bem a seguir, tens que pensar nas férias como é um investimento no estar bem a seguir. Se tu descansares agora, depois estás melhor a seguir.
Terapia também vai ajudar. Aquilo que eu pensei fazer foi nós olharmos para os objetivos que definimos no início deste ano, e agora estamos mesmo a seis meses do ano, portanto, o que é que conseguimos atingir, o que é que não, e o que é que temos de alterar com base nos últimos seis meses do ano. Queres começar?
Eu posso ir ao meu primeiro. O meu primeiro era mudar-me para o Porto.
Check!
Check. Esse está feito.
É show.
Mas tinha estar mais próxima da minha vida pessoal. Era mudar-me para o Porto e estar mais próxima da minha vida pessoal. A vida pessoal, mais ou menos. Porque eu tenho que encontrar aqui mais equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, mas isso vai ser objetivo agora para a próxima parte do ano.
Também começaste o novo trabalho.
É isso. É que o novo trabalho, parecendo que não, de repente rouba-te carga mental, porque não é a mesma coisa como estares com um trabalho oleado e já a acontecer. Portanto, essa parte aí correu bem.
A nível de desporto, que era aquilo que estávamos a falar, o único objetivo que eu pus para este ano é fazer a meia maratona abaixo de duas horas. E pus aqui como objetivos ter o ginásio e a corrida como consistência.
Check.
Check, completamente check.
Muito check. E vai acontecer o objetivo, tenho quase certeza.
Vai, vai. Vai ou vai.
Não, vai.
O que eu estou a treinar, vai ou vai.
Não, vai acontecer. Eu tenho aqui o que nós estávamos a falar há bocado, que é o do meal prep. O do meal prep, eu tinha como objetivo para este ano fazer meal prep todos os domingos. Claro que falhei.
Quantos domingos fizeste?
Se fiz tipo três, é muito.
Jura?
Sim, porque o meal prep é a mesma coisa que me descansa, porque eu tenho um problema que é: acabo de trabalhar tipo 8, 9 da noite, agora tenho que jantar, e o jantar não está feito. E acabo a comer torradas ou uma coisa assim, que é incrível, mas faz mal, não posso estar sempre a comer.
Eu faço bem isso.
É horrível. E se eu tiver feito meal prep, eu não me importo de comer sempre a mesma coisa, está tudo bem. E assim tenho a comida feita e descanso, e me como bem e estou fixe. E quando eu faço meal prep, a minha vida está muito mais organizada. Portanto, isso tem que entrar outra vez, agora vai ser mesmo.
A partir de setembro, não é? Não, agora, já.
Já, tem que ser já. Porque eu não vou parar tanto em agosto.
Ok, não vais ter férias.
Eu só vou ter uma semana de férias. Aí não tenho que fazer, mas o resto do tempo eu vou ter que fazer. Entra em vigor já, o teu é que é só para setembro.
A seguir tenho investimentos. E tenho duas alíneas que é comprar uma casa e um valor específico em ações na bolsa, ações ETFs. O objetivo de mercado da bolsa já atingi.
Boa! Fogo, é bom.
Vou redefinir um novo objetivo até o final do ano. Estou muito contente com este objetivo. A casa, não tenho visitado tanto, mas têm aparecido algumas coisas e aquelas que me fazem sentido, estou a visitar. E o meu objetivo é mais a partir de setembro, voltar a focar, porque eu precisei de fazer uma pausa no processo, porque estava muito cansada. Mas não sei se vai acontecer até o final do ano.
Isso é daquelas coisas que tu podes planear, mas também não vais estar a fazer uma compra só porque sim.
Não, imagina, eu estava a me pressionar muito com a cena do financiamento. Não é o financiamento a 100%, o MT Jovem, só que o MT Jovem vai continuar até a lei mudar.
Pois, é isso, ainda tens tempo.
Agora, o que vai chegar ao final, que tem mesmo um fim, é agora o financiamento a 100% em dezembro deste ano. Termina. Ou seja, no final deste ano acaba o financiamento a 100%. Mas eu não vou querer recorrer ao financiamento a 100%.
Então estás seguro.
Portanto, eu quero obviamente os benefícios de MT Jovem, imposto zero. Mas isso aí continua em vigor no próximo ano. Portanto, eu não tenho assim tanta pressa para o fazer. Eu estava mais fixada nisso por causa do fim do ano, mas isso é o financiamento a 100%, que não é uma coisa que eu vou usar. Portanto, é isso. Eu gostava, porque defini para este ano e gostava de manter na lista este objetivo, mas vamos ver se acontece.
Mas como é que está a ser? Imagina, deu-te estresse ali porque se calhar estavas a visitar muita coisa.
Visitei 30 e tal, foi um absurdo. Porque eu pus numa semana visitar tipo sete a oito, e de repente estou a correr de um lado para o outro. Não trabalhei e sinto que só estou a viver para visitar casas.
É tipo o full time job agora é procurar casa.
E depois já estou confusa, já não sei o que é que fiz, eu não sei o que é que gosto.
Claro, é isso. Mas eu acho que pode ter sido estressante por causa disso, e não necessariamente pelo processo. Agora, se calhar, se relaxares um bocado e fizeres com mais calma.
Sim, porque eu nessa fase eu estava muito de Gosto minimamente. Aquilo ali já não gosto, nem aquela coisa ali, mas eu vou na mesma ver. Não pode ser assim. Tu tens de gostar de tudo aquilo na net. Tem de estar 100% alinhado, porque se não tiver, não vale a pena ver. Mas foi útil pra eu perceber como é que está o mercado, o que é que gosto, o que é que não gosto. Agora estou mega por dentro. Isso aí deu-me bué educação.
Sim.
Agora pra conseguir tomar essa decisão, mas agora só vou visitar aquilo que gosto mesmo.
E faz todo sentido, porque não é como ir procurar casa pra alugar. Porque procurar casa pra alugar, tu vais lá, vês um bocado e depois logo se vê, e se não gostares também mudas dali a um ano e está tudo bem. Portanto, é completamente diferente.
Mas vamos ver. Vai continuar na lista, portanto aqui só vou mudar o valor do mercado de ações, mas de resto mantemos.
Let’s go. Mas isso é um positivo, porque atingiste. Isso é muito bom. Atingir o objetivo a meio do ano é incrível.
Ficamos contentes.
O meu tem a ver com comida, outro que eu tinha a seguir, que era parar de pedir comida encomendada. Eu tinha uma fase na minha vida, eu encomendava três a quatro vezes por semana. Era doido.
Eu fazia isso também quando estava fora, Barcelona e em Lisboa também.
É um vício. É que depois está mesmo ali à mão, tu arranjas a desculpa que é: “Isto até fica mais barato, porque eu como isto em duas vezes” e faz tantas, já estás a encomendar.
Às vezes apanhas promoções e não sei o quê, vem dois por um.
Exato.
No cérebro, naquele momento, faz sempre sentido.
Faz muito sentido e começas a pensar: “Pronto, o tempo que eu agora vou estar aqui à espera, estou a trabalhar e já está a compensar, porque eu não sei o quê.” Pronto, não faz sentido estar a encomendar demasiado. Então parei com isso. Isso aí eu terminei mesmo e eu vivo ao pé de um McDonald’s. Isto é impressionante. Não encomendo.
Pra mim não é impressionante, que eu nunca como McDonald’s.
Pois, mas eu tive uma fase que era-
Mas McFlurry do McDonald’s.
É isso. Tens mesmo de controlar.
Eu faço essas muitas vezes.
Eu faço bué. Agora já não, mas antes eu fazia bué.
Às vezes quando viro McDonald’s. As Flurry do McDonald’s.
Claro, que é tipo: “Pronto, até comi bem, agora preciso de uma recompensa, vamos embora.” Pronto, mas agora terminou.
Mas não encomendas mesmo.
Não, já devo ter encomendado uma vez ou outra, mas encomendar com a frequência que eu encomendava, não. Agora como torradas, que também não é muito mais bacana. Sabes o que é? São aquelas comidinhas que é feijão miúdo com arroz. Feijão miúdo com arroz é horrível. Feijão miúdo com ovo e atum. Isto é a grande comida e é superfácil. Eu safo bué vezes com isso.
Feijão miúdo, feijão frade.
Tu não dizes feijão miúdo?
Eu estava tipo: “Feijão miúdo, o que é isso?”
Eu digo feijão miúdo. Feijão miúdo, feijão frade.
Feijão frade com atum e uma bolha, boa refeição que já não faço há muito tempo.
É muito bom mesmo. Pronto, isso é excelente pra safar, porque não tens de cozinhar absolutamente nada. Quer dizer, o ovo, mas isso dá pra tranquilo.
Então estamos nessa e estás a conseguir cumprir, portanto manter até o fim do ano.
Ya, esse está aí.
Nice. Olha, tenho aqui arranjar um cão.
Gostava tanto.
Já falei deste tópico no último episódio. Eu escrevi aqui: eu acho que não vai ser este ano. Já era um objetivo 2025, passou pra 2026 e eu continuo a achar que não vai ser este ano.
Mas por quê?
Porque era em 2025, depois entretanto comecei a namorar, novas dinâmicas de casa, andava sempre a saltar de uma casa pra outra, deixou de me fazer sentido porque ainda não estava estabilizada. Então a minha cabeça era: se eu eventualmente, até o final do ano, for mudar de casa e morar com a pessoa, vou ficar estabilizada, aí já vou poder ter o cão. Agora, estou na fase de quero comprar uma casa antes disso e gostava de já estar na casa nova antes de ter o cão. Não sei se isso vai acontecer até o final do ano e não sei se não vá querer fazer uma viagenzinha mais longa ou não. Então gostava de ter a certeza destas coisas e também perceber como é que vai ser a minha vida a partir de setembro, a nível de idas a Lisboa, que eu vou tentar agora cada vez mais ir controlando. Mas se a minha vida tiver como foi os últimos dois meses, eu não consigo ter um cão.
Pois, eu percebo. É que a minha cena com os animais é igual, porque eu não consigo ter um animal em casa, porque pra já passo muito tempo fora de casa. E depois é isso, é as logísticas. Ainda por cima um cão mesmo, se for um gato, ele fica sozinho, que isto é uma coisa que eu… Mas sabes que eu descobri isto recentemente, mas não foi assim há tanto tempo quanto isso. Eu não sabia que os gatos podiam ficar sozinhos um fim de semana inteiro. Isto é fascinante pra mim, e eles ficam. Um cão é impensável. Mas eu gosto mais de cães também.
Sim, eu sou super cão. Mas nesta fase não faz sentido, até porque pra ter um cão bebê é preciso muita atenção.
É isso, ensinar.
É isso, e tem de ser numa fase em que eu sinta que ok, eu agora já estou a ir muito menos, já estou muito mais estabilizada cá. Não sei se isto é uma fase de transição a Lisboa ou não. Vamos ver. Mas como as coisas estão agora, e recebo muitas vezes mensagens de pessoas tipo: “Quando é que vais ter o cão? Agora que vais ter o cão?” Essas mensagens deixam-me um bocado triste.
Pois, eu percebo.
Que eu percebo o lado das pessoas, que sabem que é uma coisa que eu quero, mas, por outro lado, eu quero muito.
Mas tu tens os teus pais cá. Eles não são pessoas de quererem ficar com o cão com essas logísticas.
Sim, mas imagina, eu o último mês, eu fui todas as semanas a Lisboa.
Pois, está bem.
É chato. É dividir a guarda do cão com os meus pais. E não é o objetivo, que não são eles que estão a escolher ter o cão, percebes?
E deixar sempre na creche também não é uma opção, que isso é uma loucura.
Nesta fase, eu deixei aqui na mesma, mas eu acho que vai ser um objetivo pra 2027.
2027 é pro ano. Eu agora estava a pensar, daqui a dois anos, não, 2027 é pro ano.
Não, pro ano.
Eu às vezes tenho estas que parece que ainda não encaixei que estamos em 2026, que isto é de loucos também, não faz sentido absolutamente nenhum. Objetivo que eu tenho aqui: começar a ler pelo menos um livro por mês. Que vergonha. Eu este tenho mesmo vergonha, isto é mesmo de burro. Eu não leio nada. Eu este ano li três livros.
Também tenho aqui essa.
É uma vergonha, sério.
Eu não ando a ler, Mónica, nada.
Eu sei, igual. É que tipo, nada.
Mas é que agora vou de férias, eu sei que vou ler seis, sete livros.
Pois vais. Sim.
Levar tudo aquilo que conseguir, porque vou agora pro Algarve, depois as outras férias, eu vou ler muita coisa, mas na minha rotina, e eu tento, imagina, eu agora estou em casa muito mais sozinha, tenho momentos pra isso. Ontem fiquei no sofá, tive a ver o novo podcast da Margarida e do Jeirinhas, tive a ver o “Watch”, tive a ver a Sofia Oliveira responder a perguntas no YouTube
E pronto, acabou. Cama! E depois às vezes eu até posso pegar no livro e eu começo a pegar no livro e depois é tipo: “é uma mensagem.”
Estou numa fase que é tipo, pego no livro, que seca, nem pensar.
É isso.
E depois penso assim: “ei, deixa-me ir ler outro tema.” Nem pensar. Não consigo.
Parece que a cabeça não foca. E eu já fiz daquelas que é: eu vou me obrigar a ler uma página só pra ver se a cabeça entra e depois começa a querer ler. Não quero. Eu obrigo-me a ler uma página e depois paro.
Eu até comecei um livro agora de negócios mais virados pra comunidade, que é um tema que eu quero. Nem isso. Tenho depois o da Nike, que é o “Shoe Dog”, sobre corrida. Não estou a conseguir.
Ya. É mesmo a cabeça que não está a querer pegar. Estás a precisar de ir de férias. É férias pra ti, acho que.
Irrita-me. Isto pesa-me, este ponto da leitura pesa-me.
Sim, a mim também. É que eu sinto-me burra. Eu sinto-me mesmo burra por não estar a ler.
Eu amanhã vou lançar um post no Instagram de sugestão de livros. Olha a hipocrisia da rapariga, porque eu tive uma fase na minha vida-
Mas tu lias muito
…que eu lia muito.
Ya. Eu lembro-me de pensar que tu era uma pessoa que-
Recomendações de livros pra várias fases ou pra aquilo que estejas a sentir. E vai ter vários livros que são dos meus favoritos. E eu a fazer o post ontem, eu a pensar: “porra, eu lia muito.”
Mas tu não sentes que isso também é a história dos hiperfoques? Porque há uma altura em que estavas-
Estava em hiperfoco.
Exato.
É mega hiperfoco.
É isso. Eu tive aí uma altura que andava com as pinturas, que é também, parece que é brincadeira de puto, mas eu adorava fazer pinturas. Sentava-me em casa, era capaz de estar uma tarde inteira a pintar. Estão lá as tintas agora em casa, eu não toco naquilo.
Pois, são mesmo fases.
São mocas.
Não conseguimos ter equilíbrio em nada.
Não.
Eu quando estava no hiperfoco da leitura, ia fazer um percurso a pé de 10 minutos, eu levava o livro e eu ia, ridícula, a ler no meio da rua.
Isso eu nem percebo como é que é fisicamente.
Eu ia a ler assim.
Tu não ficas mal disposta a fazer isso?
Não!
Porque estás assim mesmo para baixo.
Estava focadíssima. Eu não pegava no telemóvel, estava sempre, qualquer momento livre, eu pegava no livro.
Mas isso é bom.
Quem era ela?
Mas eu gostava de ter o hábito de: “ok, estou aqui parada, estou nas finanças, estou à espera, vou ao livro e não vou ao telemóvel.”
Eu acho que é por não estar nesse hiperfoco que agora nem sequer me lembro. E se calhar só estou a tentar ler antes de ir pra cama e se calhar não é um bom momento.
Pois, porque às vezes também o que eu sinto é que quando chego ao final do dia eu quero descomprimir, porque tive o dia muito cheio a fazer coisas e naquela altura eu quero é relaxar. E se calhar é isso.
Mas durante o dia também não há tempo pra ler.
Tem que ser ao pequeno-almoço, eu já pensei.
Olha, estou super regrada na escrita agora.
É, escreves ao pequeno-almoço. Boa.
Voltei.
É isso, de manhã é o sítio certo.
Voltei, voltei e estou regrada. Alguns dias não sei bem o que escrever, isso não me costuma acontecer.
Mas o que é, tipo zero? Não sai nada?
Não sai nada, então vou pra aquelas perguntinhas básicas: o que é que te deixa mais grata, quais são os objetivos pra esta semana, o que é que te deixa mais contente, se cumpres isso hoje, coisas assim mais…
Isso funciona sempre.
Funciona, porque às vezes não sei o que escrever.
Mas isso se calhar porque estás a querer escrever uma coisa específica. Se tu escreveres sem objetivo nenhum e ser só pensamentos soltos, aquilo não tem que ser uma coisa positiva, pode ser só despejar coisas da cabeça.
Não é isso. Eu sempre associei o journaling, a escrita, a ser meu refúgio das minhas coisas negativas.
Ah, ok.
E eu sinto que num dia em que eu acordo e estou bem, estou fixe, estou feliz.
Não tens nada pra escrever.
Não me sai nada.
Ok. Mas até pode ser como um momento de brainstorm ou coisas criativas, te vão sair coisas. Eu às vezes escrevo, quer dizer, agora como se eu andasse a escrever muito, mas quando estava a escrever a sério, às vezes era só escrever coisas aleatórias e às vezes até saíam ideias boas pra coisas que depois podia usar. Até pode ser temas aqui pra falar no podcast.
Giros. Faço isso muitas vezes nas notas, vou-me lembrando de coisas ao longo do dia e vou apontando. Não é tanto o momento em que eu me paro pra fazer isso. É só vou me lembrando, “ah, aquela conversa”, eu aponto pra depois trazer pra tema.
Sabes que às vezes até me acontece a meio do treino ter muitas ideias e a meio do treino não dá jeito nenhum pra escrever. Então tenho que parar o treino a meio pra escrever ideias, que isso é uma coisa que me irrita muito.
Estás ali focada.
É isso, e o cérebro vai. É como aquela história de teres ideias no banho. Acho que é a mesma lógica também. Não estás bem atento a nada.
Não estás no telemóvel, não estás em estímulos, estás só focada numa cena e o teu cérebro pode ir pra vários sítios.
Nunca te aconteceu estares a conduzir e ter ideias?
Sim.
Como é que fazes? Eu gravo vídeos meus a falar pra mim.
A sério?
Sim. Eu gravo vídeos meus a dizer: “ok, isto é pra tu anotares quando chegares a casa” e começo a dizer: “é isto, isto, isto e isto.” Depois quando chego a casa-
Ou gravar áudios também deve funcionar.
Também, ya. E depois falas pra ti. Pronto.
Giros. Não, não costumo fazer isso. Eu costumo esperar, chego e depois…
Mas tu lembras-te. É que eu tenho uma cabeça um bocado frenética, se não anoto no momento, passa.
Acontece-me muitas vezes quando estou na cama, antes de adormecer, porque tu entras num estado de tipo, como é que se chama?
É tipo intermédio, não sei.
Antes de estares a dormir, hipnose. Entras num estado meio que estás assim hipnotizada, não estás acordada, não estás a dormir. E aí é quando surgem normalmente mais ideias.
E depois tens que tomar uma decisão: vou agora meter a luz nos olhos e coiso, ou…
Ideias, coisas que eu quero, projetos, whatever, coisas que eu quero dizer. Muitas vezes eu forço-me e vou ao telemóvel, que é tipo, corta um bocado a moca de estar a adormecer.
Pois é, mas tens que anotar.
Mas tenho de anotar.
Porque eu se não anotar, acabou. Eu não me lembro mesmo. Eu tenho muito esse problema, eu sou uma pessoa muito esquecida e sou muito de: “ok, agora eu estou a pensar nisto”, depois passa pra outro e sou muito aqui e acolá e não foco.
Às vezes são coisas simples, tipo um roteiro pra um videozinho. Vem-me o texto à cabeça, daquilo que eu quero dizer, e eu vou pensar assim: “ah, eu amanhã vou me lembrar disto.” Não vou.
Não vais.
Nem da mesma forma, nem nada.
É que às vezes é a palavra e a forma como as coisas estão a ser ditas, não é só o conceito.
Não sei se é só no meu cérebro, mas está a soar tão bem.
Pois é.
Está a soar tão bem.
Também já me aconteceu pensar: “ei, isto é grande ideia”, e depois vou ver e não é nada. Isso acontece-me e depois eu acho que as ideias têm que descansar. Tu tens que ter a ideia, tem que descansar um bocado e depois tu vais lá ver com uma cabeça nova. E ok, pode ser fixe ou pode não ser, pronto, tem que respirar um bocado.
Mas então, leitura. Estamos numa de voltar, estás a pôr objetivo de uma vez por mês.
Uma vez por mês, sim, porque acho que é o mais realista. Uma vez por mês, um livro por mês.
Sim, não é ler uma vez por mês. Uma vez por mês vou abrir o livro e ler uma página. Épico! Eu não defini um objetivo, só pus leitura consistente, porque agora também depois do verão vamos ver, porque vou estar motivada agora também vou estar em hiperfoco de verão de leitura. Portanto, eu acho que depois defino para frente o objetivo. Olha, eu pus aqui que queria começar um negócio este ano.
Mas isso é grande objetivo, de repente.
Não comecei nada. Entretanto, estou a avançar em projetos que eu não tinha definido como objetivo para este ano.
Como é que vai?
E que me estão a deixar muito entusiasmada e eu não acho que seja este ano que eu vá começar um negócio.
Então, mas isso é bom.
A vida está a me levar para outros caminhos.
É isso. Porque uma coisa era não começar e não fazer nada, mas se estás a fazer coisas é porque não era o timing, é porque não era para ser agora.
Eu acho que, pelo menos na minha cabeça, aquilo que eu já tenho agora e os projetos que estou a desenvolver, já vai ser mais que suficiente para me entreter até ao fim do ano.
Está ótimo.
E não me faz sentido estar a meter-me noutra coisa. Portanto, este objetivo, que era um objetivo que eu não pus o ano passado, pus neste, que era tipo 2026 vai ser o ano, não acho que seja. Acho que estou mais na vibe de criar projetinhos, tipo começar aqueles jantarezinhos e coisas assim mais pequenas.
Isso não é um negócio, mas ainda que é, porque é um projeto.
É um projeto, não é um negócio, porque eu não vou ganhar dinheiro daí.
Ok, estás a dizer negócio. Está bem, já percebi, ok.
Também comecei o Bora Mãe com a minha prima for fun. Ou seja, estou a começar projetinhos giros.
Mas quem sabe se isso um dia depois não vira um negócio de outra forma? Pode ser uma forma de chegar lá. Estás a perceber? Tu nunca sabes o que vem daí.
Certo.
Pode ser que começou assim.
Pronto, mas o título “começar um negócio” da forma como eu o defini, não acho que vá ser este ano.
Pronto, mas também acho que está tudo bem. Acho que não é grave.
Não, na minha cabeça está tudo bem, porque eu sei que estou a avançar noutros projetos que neste momento estão a fazer mais sentido.
E até porque tu para começares um negócio, tens que estar com a pica para aquele negócio em específico. Não é uma coisa que tu te possas forçar, ou vai ou não vai, pronto.
E ainda não tenho uma ideia bem concreta daquilo que quero fazer. E acho que tudo isto de conhecer pessoas e estar aqui instalada no Porto e estar a crescer a minha networking, eu acho que estou a avançar no sentido certo.
Porque uma coisa precisa da outra, é sempre. E tu não estás aqui assim há tanto tempo. Estás a perceber? Ainda estás na fase de ok, agora estou a começar uma vida nova aqui. Portanto, está tudo bem não ires já para aí.
E vamos ver. Vamos ver depois destes projetinhos também novos que vou fazer, o que é que defino para depois de 2027.
E vai ser bom e vai ser preciso, é o caminho certo, se é o que estás a sentir. Eu nisso dos projetos, eu quero largar projetos, porque eu sinto que eu estou em muitas coisas, porque eu tenho o meu trabalho, depois tenho digital, tenho projetos de freelancing, tenho muita coisa que eu estou envolvida. E há coisas que ocupam-me demasiado tempo para o retorno que me dão. E eu quero começar a largar coisas para começar a ter mais tempo, porque eu às vezes ponho pressão para estar envolvida em tudo e tem que fazer tudo e tem que acontecer tudo em todo lado. E se calhar não faz sentido e acho que eu estou mais numa fase de começar a largar coisas para ganhar espaço para estar em coisas que me interessam mais nesta fase.
E já sabes o que é que vais largar?
Mais ou menos. Tenho que pensar bem, tenho que organizar a vida, mas acho que tenho que começar a largar mais do que a meter mais coisas na agenda. Acho que é mais isso.
Mas se calhar metendo mais coisas alinhadas com o teu propósito, isso faz sempre sentido.
É isso. E não estar a fazer coisas só porque sim, porque acho que tenho que fazer. E porque disse que sim e agora tenho que entregar isso.
Ou para ganhar dinheiro.
É isso. Relaxar mais um bocado nessa vibe.
Se calhar o foco o resto do ano vai deixar de ser a parte monetária, porque também já tens o trabalho estável e essa parte está assegurada, e passa a ser mais o que te acrescenta.
Pois, é isso. Tenho que estar com mais projetos que me façam mais sentido e que estão mais alinhados comigo. É isso.
Olha, pus aqui também conhecer mais gente, networking, sair da bolha. Acho que estou a fazer por isso. Acho que tive uma fase em que não estava tanto. Também já falamos sobre isto, mas o começar a namorar e tudo mais, também foi uma coisa que mexeu um bocado com esse meu lado. Não por falta de tempo.
Porque é inevitável.
É isso, acontece.
E tu não consegues estar envolvida em tudo ao mesmo tempo. A minha psicóloga está sempre a dizer isso. É normal sentires que estás a falhar mais em algumas coisas, faz parte.
E sinto que também gosto de vários temas diferentes, então também tive ali uma fase que não sei se vou a todos os wine clubs que existem ou se vou a eventos de empreendedorismo. Eu gosto um bocadinho da mistura de tudo e estou a chegar a essa conclusão que tenho de fazer essa escolha.
Quem treina três vezes por dia não pode estar a fazer tudo ao mesmo tempo, não dá.
Não, mas estes eventos, como eu fui a semana passada, de não conhecer absolutamente ninguém e vai ser uma cena mesmo fora, eu quero começar a fazer isso mais regularmente e obrigar-me a fazer isso, porque começar custa sempre. E eu não estou muito nessa onda, ou seja, eu estou muito de ir a eventos de desporto e corrida, não sei o quê. Sinto que estou mesmo inserida nessa comunidade agora. Mas falta-me o resto, que também me vai trazer o lado de negócios.
Pois vai. E depois vais ter conversas que te vão inspirar para chegar a um sítio.
É isso.
Não começas o negócio, mas já estás a preparar o caminho para isso.
Eu gosto desse meu lado também, portanto, quero explorar e agora a próxima metade do ano também, ter pessoas que invistam, que gostem de cuidar desse lado. Ou seja, eu tenho estado mesmo muito envolvida em desporto, mas todas as outras secções da minha vida também se alimentam de pessoas novas e ideias novas.
Claro.
Portanto, acho que isso aí está a falhar um bocadinho e posso explorar mais.
E eu sinto sempre que setembro é uma boa altura para isso, porque é aquela altura em que o ano começa outra vez, não é?
Começa total.
É 100%. É até mais início de ano do que janeiro, quase. E tu ali depois começas de novo com vontade de conhecer essas pessoas e de estar mais dentro dos trabalhos.
E estar atenta, procurar o que existe, eventos, falar com pessoas. Estar aberta a essas coisas.
E depois as cenas acontecem e vai vir, tenha certeza. E até vais ter mais do que uma ideia para um negócio e depois a dificuldade é escolher qual queres avançar.
E não é só ideias, faltam também as pessoas certas para alinharem em coisas comigo.
Pois.
Porque eu não quero entrar no negócio sozinha.
Pois, era isso que eu te ia perguntar.
Eu não quero.
E eu percebo, porque para já é mais fixe fazer com pessoas, só que depois também tens que ter as pessoas certas para fazer isso.
Por isso é que é o problema.
Tem que conhecer as cabeças certas e que estejam na mesma vibe que tu.
Por isso, acho que todo este trabalho também de networking também ajuda muito nesse sentido.
E vai funcionar, tenho a certeza, porque vai aparecer gente. Vai ser naquele dia em que tu nem estavas à espera e de repente conheceste não sei quem, que vai buscar não sei onde, que não sei o quê, e depois tudo se liga. É sempre assim.
Trust in the universe.
Ya, pois é.
Estás aberta, conectada.
Manifestar e não sei o quê, e meter as cenas para aí, vai aparecer, tenho a certeza. Eu já não tenho mais objetivos.
Já não tens mais?
Não, já escrevi todos.
Olha, o que é que eu tinha posto aqui a mais? Fazer dates diferentes com amigas.
Ok, gosto.
Não sinto que tenha acontecido assim tanto. Sinto que fazemos muito as mesmas coisas, de ir jantar e não sei o quê. E acho que é uma coisa que eu posso explorar mais. Tenho tentado arrastar as minhas amigas também para desporto, que acho que isso é fixe.
Tu tens aquele projeto com as mães.
Tenho o das mães. E tento puxar as minhas amigas para fazer desporto comigo. Mas acho que estes projetinhos do Friendstorm e coisas assim também pode ser uma boa.
Pois é, porque vais ter que ir buscar amizades para ir para lá.
Portanto, é isso, acho que este objetivo também pode ser um bocadinho mais trabalhado.
Se bem que esse objetivo está em linha com os outros, portanto vai acabar por encaixar também.
De networking e cenas.
Sim, é isso.
Depois só tenho mais, em termos de trabalho, que não falei, mas consistência de conteúdo.
Mas estás bem.
Redes e podcast, e acho que estou bem.
Está impecável disso aí.
Acho que estou bem. Acho que é manter. Apontei aqui uma frase sobre finanças, trabalho, whatever, que vi esta semana que eu acho que faz muito sentido para várias áreas, que é: “An idiot in motion goes further than a genius at rest.” E eu acho que representa muito aquilo que nós vamos falando, que é tipo, nós não sabemos bem o que estamos a fazer, para onde é que estamos a ir, nenhuma de nós. Somos idiotas, que gostamos de fazer coisas diferentes, explorar e testar. Mais vale ir fazendo, ir explorando, ir testando projetinho aqui, projetinho ali, do que estar parada à espera da ideia de gênio.
Eu acho isso 100%. Aliás, eu como já mudei de carreira várias vezes e já fiz várias coisas, eu acho mesmo que tu só sabes as coisas quando experimentas e tentas fazer. Porque sabes aquelas pessoas que é: “Ai, não, eu tenho que ter a situação perfeita para avançar.” Isso nunca vai acontecer, isso nunca vai existir. E tu se queres experimentar uma coisa é tipo, lança-te, faz e depois logo se vê.
É isso, e mesmo quando eu estou a dizer a questão do negócio e não sei o quê, todos os projetinhos que eu vou criando, eu estou a explorar, um, se eu sou boa a fazer certas coisas, se eu gosto de fazer isso. Porque acho que não precisamos ter uma ideia de gênio e ser tudo, planear um ano para lançar um projeto grande e pode-se só ir começando, ir fazendo, ir testando.
E fazes aos poucos e aos bocadinhos e vais vendo, não acho mesmo que tenha que ser… Eu por acaso nunca dei relate nisso. Sabes aquelas pessoas que são muito procrastinadoras e demoram muito a lançar as coisas e pensam e têm que comprar 1001 coisas para fazer acontecer? Não é preciso, às vezes é só com o que tens, fazes acontecer e acabou.
Tipo este podcast, que foi criado no meu sofá a gravar com três iPhones, que é tipo, olha, é o que dá, deu dinheiro para comprar só os microfones e no meu sofá e é o que é.
E depois as coisas evoluem a longo prazo. Não é preciso quando começas já estar tudo perfeito. E eu acho que é isso que bloqueia as pessoas na maior parte das vezes, até.
Principalmente na parte profissional, eu acho que sim.
É, e depois eu acho que é, tu vês os outros a fazer tão bem que é: “Ai, não, mas eu quando entrar também tenho que estar com o meu game mesmo lá em cima.” E é tipo: não, não tens.
Sim, eu quando entrei no mundo dos podcasts já era uma cena, as pessoas já estavam a fazer conteúdo excelente.
Claro.
Portanto, eu comecei com aquilo que conseguia.
E correu bem.
E eu também nem sequer sabia se eu ia ser boa, se eu ia gostar. Portanto, se eu fosse, de repente, arriscar tudo, comprar material, ir para o estúdio ou whatever, dar um salto maior que a perna, se calhar depois chegava à conclusão que nem era isto.
E eu acho mesmo que é devagarinho, não é preciso querer tudo ao mesmo tempo. Não vale a pena mesmo.
O que aprendeste nos últimos seis meses, o que mudou e o que queres para os segundos seis?
O que mudou? Eu acho que é mesmo esta, vou ter que ir ao propósito outra vez, que raiva, estou a me irritar a mim própria. Mas eu sinto falta de ter alguma coisa com propósito na minha vida e que me faça um bocado também esquecer o lado profissional e não estar sempre focada em dinheiros e fazer acontecer e estar sempre louca com o trabalho. Eu sinto mesmo falta de ter mais vida pessoal, de ter mais coisas que eu faço, sei lá, como era a pintura, que agora vou passar uma tarde a pintar, porque sim, porque me apetece e acabou. E eu preciso de mais coisas dessas. E, por exemplo, esta parte do conhecer desconhecidos e ir ao brunch com pessoas que eu não conheço de lado nenhum, é fixe porque eu saio de lá mesmo com uma boa sensação de bateria carregada e faz-me bem. Portanto, eu acho que é isso.
É para manter para os próximos seis.
Ya.
Olha, eu apontei aqui que não vale a pena, e também muito aquilo que nós falamos, não vale a pena forçar nada, porque quando as coisas forem para ser, os projetos forem para avançar, as coisas simplesmente vão acontecer. Confiar muito no meu instinto, no meu gut feeling, em tudo, tem me ajudado a perceber que não vale a pena eu estar a direcionar toda a minha, a canalizar a minha energia para uma coisa quando eu deep down sei que não é aquilo para ser naquele momento. E depois também uma coisa muito importante que é a leveza no dia a dia não é o oposto de produtividade. É uma coisa que eu tenho vindo a trabalhar cada vez mais, de que Eu sempre tive um bocado de dificuldade em aceitar que não vou trabalhar oito horas por dia e sentar-me a um computador oito horas por dia e sofrer. E tenho cada vez mais aproveitado poder ir treinar três horas e escolher o estilo de vida que eu quero e estar bem com isso. E não me sentir culpada por isso. Não me sinto menos produtiva, sinto que as coisas estão a avançar, estão a acontecer, na forma como eu queria e quero que a minha vida aconteça. Tenho que tentar tirar um bocadinho dessa culpa que ainda sinto às vezes.
Pois, e eu percebo essa culpa, porque eu dou 100% relate nisso. E acho que se tu tens a possibilidade de fazer isso, é fazer, acho mesmo. Até porque a ideia de nós estarmos muito ocupados, às vezes é uma ilusão para nós próprios de achar que estamos a fazer acontecer, porque estamos muito ocupados e estamos cheios de coisas, então está a acontecer. E às vezes não necessariamente, às vezes podes estar a focar em coisas que estão só a encher o teu tempo e não estão a dar resultados absolutamente nenhuns.
E não consegues ter tempo para pensar se estás a andar para a frente ou se só estás a fazer.
Só estás louca com aquilo.
Eu acho que neste momento também, nesta fase, estou com espaço para pensar noutros projetos. E estas coisinhas giras que vou fazendo e avançar com coisas que já estavam em stand-by há muito tempo, porque tenho tempo para isso. Se eu não tivesse, se eu tivesse a rotina louca, as coisas também não avançavam.
É isso, e ficas estagnada. É mesmo. Porque se tu não tiveres tempo, é como aquela coisa do tu tens que apanhar a seca para teres boas ideias, tens que estar à seca, porque se tu não tens tempo para ter seca, as coisas não fluem. E eu gostei dessa do seguir a tua intuição, porque eu tenho a teoria que nós lá no fundo sabemos sempre as coisas. Sabes quando alguém está em dúvida em tomar uma grande decisão de vida? Eu acho mesmo que lá no fundo toda a gente sabe.
Só precisas da validação dos outros.
É isso. Ou podes não estar a querer admitir para ti próprio, porque whatever, mas tu sabes sempre as cenas, eu acho mesmo que sabes.
Não vale a pena tentar controlar ou planear com muita antecedência a vida, porque as coisas mudam e muito rápido.
Mas esse é o triste, por acaso. Isso é uma coisa que eu ainda tenho que aceitar.
Mas nós somos as duas, acho que precisamos de estrutura, e gostamos de planear e de objetivos, como estamos a fazer aqui.
E vê se não corre bem.
Mas tens de aceitar que está tudo bem, a vida muda.
É isso.
Aquilo que eu pensava no início, por acaso não mudou assim tanto, a nível de objetivos, mas há muita coisa que vai mudar até para o próximo mês. E está tudo certo.
Mas sabes o que é? Aí é largar mão do controle, que custa muito. Custa mesmo, que eu tenho esse problema do controle. Eu quero sempre controlar tudo e saber como é que as coisas vão acontecer.
Sou igual.
Que é para não me dar ansiedades.
E é isso. Também apontei que preciso de estrutura em termos de treino e que mesmo depois da meia maratona, provavelmente vou continuar a precisar. Uma coisa que eu sinto que me faz bem. E que o networking acontece mais naturalmente quando estás bem contigo do que quando é um objetivo numa lista.
Ok, está bem.
É uma coisa que nós temos como objetivo, mas é porque eu estou nesta fase que me apetece.
Pois, eu estou a perceber. Porque o problema é que eu tinha uma fase em que andava com um café de networking todos os dias, que era uma loucura. Claro que já desisti disso, nem tinha tempo, mas isso era uma loucura. Agora olhando para trás era mesmo-
Mas percebes o que eu quero dizer aqui?
Percebo.
Que é uma coisa do flow, de estares a sentir que estás na cena.
E não podes estar a forçar, porque se estás a forçar muito, depois também vais para o sítio e já estás tipo: “Tenho meia hora para isto, vamos embora.”
É dar o check na agenda, não pode ser.
Pois não.
Tens que estar ali.
Eu tive uma fase assim, tinha 100% mesmo. Tem que te apetecer. Por exemplo, o almoço, também não é almoço, o jantar. Fogo, boa! Disse todos.
Por acaso fiquei com mesmo pena de nós gravarmos antes.
Percebo.
Ia-se girar, partilhar como é que foi, mas pronto.
Depois fazemos outro antes do próximo.
Ou partilho no Instagram ou no TikTok. Story time.
De como é que foi.
Mas é isso. Está feito, vamos de férias.
Meti a mala que eu preciso muito.
Voltamos em setembro para contar como é que vai ser os próximos meses.
Let’s go!
Não é fácil, eu sei, mas amiga, faz parte. Encontramo-nos domingo à hora do costume?
