“Como levar a sério as eleições nesse país?”

“Como levar a sério as eleições nesse país?”


Aliados de Jair Bolsonaro voltaram a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a ampliação das restrições impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. As manifestações foram feitas depois de Moraes proibir visitas de caráter político-eleitoral e manter suspenso, por 30 dias, o acesso de familiares à residência do ex-presidente.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a decisão nas redes sociais e também a negativa do ministro ao pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse Bolsonaro. 

“Além de proibir por 30 dias todas as visitas até as eleições, agora Moraes proíbe o presidente da Argentina de visitar Jair Bolsonaro. Como levar a sério as eleições nesse país?”, questionou.

Críticas de Flávio

Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a decisão como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel” e afirmou que Moraes age por motivação política. 

“O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra, e está tomando chute na cara de Moraes. O medo de que Bolsonaro, ou um Bolsonaro, volte à Presidência do Brasil, tirou completamente a sua condição de ser juiz.”

Flávio também acusou o ministro de perseguição e de tentar interferir no processo eleitoral. “Não é justiça, é vingança”, afirmou. 

Segundo o senador, “Moraes desequilibrou as eleições de 2022 e tenta interferir de novo em 2026. É descarada a bizarra estratégica de roubar da primeira turma do STF causas que deveria ser apreciadas pela justiça especializada: o TSE nas eleições.”

Carta aos brasileiros

A decisão de Moraes foi motivada pela divulgação da “Carta aos brasileiros”, escrita por Jair Bolsonaro e lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

Segundo o ministro, o documento tinha finalidade político-eleitoral e utilizou o senador como intermediário para contornar a proibição de manifestações públicas imposta ao ex-presidente.

“O direcionamento da carta escrita e assinada de próprio punho por Jair Messias Bolsonaro foi ‘aos brasileiros’, demonstrando sua natureza não particular e sua finalidade político-eleitoral com exposição ao público em geral, utilizando Flávio Nantes Bolsonaro como intermediário, ou nas suas próprias palavras, como seu ‘porta-voz’”, escreveu Moraes.

O ministro acrescentou que:

“O texto da ‘Carta aos brasileiros’, portanto, claramente comprova que Jair Messias Bolsonaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho.”

Leia também: Flávio acusa Moraes de tentar “interferir nas eleições”





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