PF prevê 60 fases no caso Banco Master

PF prevê 60 fases no caso Banco Master



A Polícia Federal estima que a operação Compliance Zero, que investiga o escândalo bilionário do Banco Master, pode chegar a 60 fases. A força-tarefa pretende manter o ritmo das apurações em Brasília, mesmo durante o período eleitoral de 2026, focando em autoridades e operadores financeiros.

Qual é a dimensão do escândalo envolvendo o Banco Master?

Este é considerado o maior escândalo bancário da história do Brasil. O rombo deixado pela liquidação do Master e de outras instituições do grupo, como o Will Bank, é estimado em R$ 52 bilhões. Esse prejuízo foi assumido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma espécie de ‘seguro’ que protege os depósitos dos cidadãos, e acabou consumindo quase metade de todos os recursos que o fundo possuía para socorrer investidores no país.

Como as eleições de 2026 podem afetar o andamento da operação?

Apesar do calendário eleitoral, a cúpula da Polícia Federal confirmou que as investigações não vão parar. A lei brasileira proíbe a prisão de candidatos nos 15 dias anteriores à eleição (salvo em flagrante), mas outras medidas como buscas, apreensões, bloqueio de bens e quebras de sigilo bancário podem ser autorizadas pela Justiça e executadas normalmente. A estratégia é focar em provas técnicas para evitar acusações de interferência política.

Quem são os principais alvos das próximas etapas da investigação?

Com base em milhares de documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos, a PF mira agora operadores financeiros, empresas de fachada e ramificações ligadas a fundos de previdência estaduais e municipais. A rede de influência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro alcançou diversos núcleos políticos em Brasília, incluindo senadores como Ciro Nogueira e Jaques Wagner, além de familiares de Vorcaro que já estão presos.