4h. EUA concluem sétima noite consecutiva de ataques ao Irão – Observador

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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
O Comando Central dos Estados Unidos deu como terminado, na última hora, o sétimo ataque norte-americano consecutivo contra o Irão. Em comunicado, o CENTCOM diz que os ataques desta noite tiveram como alvo locais de vigilância, infraestruturas logísticas militares, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas. Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, as operações fazem parte de uma campanha mais alargada destinada a atingir estruturas militares iranianas consideradas estratégicas. E a marcar a atualidade nesta madrugada está a fuga de amoníaco no Porto de Leixões, em Matosinhos. Pelo menos uma pessoa ficou ferida. Uma informação confirmada à Rádio Observador por fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto. A fuga teve origem no sistema de refrigeração da fábrica de gelo da Doca Pesca e ainda não está resolvida. À Agência Lusa, a Polícia de Segurança Pública do Porto avança que esta terá ocorrido na sequência de uma explosão num frigorífico. A fuga não está resolvida, mas está controlada. É o que explica a responsável local da Proteção Civil, Susana Gonçalves.
A fuga está a ser controlada no que diz respeito à dispersão do produto. Não temos a fuga controlada, porque ela continua a sair, mas em termos de dispersão do produto, está a ser controlada. Enquanto houver produto, vamos manter aqui a operação. A partir do momento que o produto deixe de sair, deixe de ter produto o equipamento, aí a operação é dada como terminada.
As declarações da responsável local da Proteção Civil, Susana Gonçalves, aos microfones da RTP sobre esta fuga de amoníaco no Porto de Leixões. No local continuam ainda quatro dezenas de operacionais. Seguimos com os exames nacionais. O ministro da Educação responsabiliza as escolas que não fixaram esta sexta-feira as notas e admite pedir justificações aos diretores. Fernando Alexandre sublinha que este não foi um dia normal e que por isso se exigia mais das escolas.
Hoje é um dia que as escolas sabem que as notas iam chegar. Os diretores têm essa responsabilidade, têm a responsabilidade também de preparar as equipas. Aliás, eu durante o dia falei com imensos diretores e todos me transmitiram precisamente essa mensagem de que estavam ao serviço da escola pública, ao serviço dos alunos. Eu teria muita dificuldade em perceber, as famílias também, os alunos também, que pelo fato das notas chegarem às 19h30, não seriam lançadas. Pode acontecer, mas eu vou precisar da justificação do diretor e será pedido individualmente a cada um, se isso acontecer.
A garantia do ministro da Educação, em entrevista à SIC e SIC Notícias, Fernando Alexandre, admite ainda que centenas de provas ficaram sem classificação. Nesses casos, na pauta de avaliação, surge a indicação de suspenso. O ministro explica que as situações resultam de falhas diversas no processo de avaliação e refere que em parte dos casos houve atrasos no envio dos exames por parte das escolas.
Há umas centenas de provas em que há falhas. As falhas são diversas. Eu vou lhe dizer, por exemplo, exemplos de provas que chegaram ao Educa nas últimas semanas, incluindo na última semana, ou seja, que não foram entregues na altura pela escola. Isso é uma situação que tem que ser avaliada com muito cuidado. Eu penso que essas provas não têm condições, porque está em questão a própria integridade da prova, para ter uma nota agora. Ou seja, o Educa, o Júri Nacional de Exames, vão ter que olhar para essas situações.
O Educa, o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, que garante que esses casos vão ser resolvidos, mas ainda não sabe como. Ainda nesta mesma entrevista, o ministro confirmou que o governo vai pagar as horas extraordinárias aos professores que estiveram a corrigir os exames. Questionado sobre a permanência no Executivo, Fernando Alexandre diz estar de consciência tranquila e remete qualquer decisão sobre a continuidade no governo ao primeiro-ministro Luís Montenegro. O secretário-geral do Partido Socialista considera que o governo foi imprudente e sublinha que os alertas vindos do PS sobre os exames tinham fundamento. José Luís Carneiro não pede diretamente a demissão de Fernando Alexandre, diz antes que é o primeiro-ministro que tem de assumir essa responsabilidade.
Nós chamámos o ministro à Assembleia da República no dia 1 de julho. Ele desvalorizou o que estava a passar. Disse que não havia quaisquer falhas de significado e que tratavam de questões de software e que, portanto, não seria necessário adiar o processo de classificação. O que é certo é que 48 horas depois decidiu adiar, mas adiou sempre com uma certa sobranceria que caracteriza este governo. Ora, aquilo que nós verificamos é que todos os alertas que formulamos tinham fundamento, tinham razão de ser.
A entrevista à SIC Notícias, o líder socialista denuncia ainda que o número de alunos sem provas classificadas apresentado pelo ministro não corresponde à realidade.
O ministro aqui afirmou que são algumas centenas de jovens que estão suspensas a publicitação das suas classificações. Eu posso dizer que tenho reporte do país que me dá conta de que não serão algumas centenas, que serão alguns milhares.
As declarações de José Luís Carneiro à SIC Notícias, que o líder socialista diz ainda que os diretores das escolas se sentem ameaçados e desrespeitados pelas recentes declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre. Carneiro não fecha, por isso, a porta a uma eventual comissão de inquérito O Partido Comunista critica a falta de respostas do Ministro da Educação sobre os alunos com notas suspensas. A líder do grupo parlamentar do PCP, Paula Santos, considera a situação extremamente preocupante e aponta o dedo tanto a Fernando Alexandre como ao restante Executivo.
É extremamente preocupante que haja estudantes cujos resultados vão aparecer na pauta como suspensos e o ministro, até o momento, ainda não explicou como é que vai resolver esses problemas. Para lá de toda esta confusão e do caos dos exames, a verdade é que o rigor e a fiabilidade relativamente a este procedimento está claramente colocado em causa. O governo insiste em sacudir as suas responsabilidades. Mais uma vez, foi esse o procedimento por parte do ministro. Responsabiliza as escolas, responsabiliza os professores, responsabiliza o júri e não assume as suas responsabilidades perante aquilo que está a acontecer.
As críticas de Paula Santos, a líder da bancada comunista, à forma como o governo geriu os problemas com os exames nacionais, numa mensagem vídeo enviada às redações. O Presidente da República admite que o processo de avaliação dos exames nacionais não correu bem, mas não adianta consequências políticas. António José Seguro exige uma resolução rápida dos problemas e insiste que nenhum aluno pode sair prejudicado deste processo.
A minha preocupação é que todos os que têm responsabilidade no processo possam contribuir para que rapidamente os problemas desapareçam e, sobretudo, os alunos e as famílias tenham acesso à classificação dos exames e das provas que prestaram. É muito importante que isso aconteça e que nenhum aluno fique prejudicado pelos erros que ocorreram.
Declarações do Presidente da República à margem da inauguração do requalificado Museu da Gulbenkian, em Lisboa. Questionado sobre as polémicas dos exames nacionais e sobre o Ministro da Administração Interna, António José Seguro não quis comentar, mas deixou um aviso.
O Presidente da República está sempre muito atento e acompanha tudo o que se passa em Portugal e na vida nacional, mas fala no momento certo e no local adequado.
O chefe de Estado, em resposta aos jornalistas sobre os problemas com o governo de Luís Montenegro. O Presidente da República, que promulgou esta sexta-feira quatro decretos do Parlamento, entre eles a Prestação Social Única. Além da PSU, António José Seguro deu ainda luz verde a dois outros diplomas da área da Justiça e aproveitou para vincar que é urgente uma reforma deste setor. Numa nota publicada no site da Presidência da República, Seguro considera que o combate à corrupção e à criminalidade organizada, bem como a celeridade da Justiça, devem ser prioridades. O presidente alerta ainda que uma justiça lenta compromete a confiança dos cidadãos nas instituições e defende que as reformas devem ir mais além. A Ministra do Ambiente e Energia quer mais explicações sobre os preços dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho lembra que enviou, na passada quinta-feira, uma carta ao presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, na qual exigiu, no prazo de 20 dias úteis, um estudo aprofundado à formação dos preços dos combustíveis e reitera que é preciso que todos os portugueses percebam o porquê dos aumentos e as descidas do gasóleo e da gasolina serem diferentes.
Eu perguntei à ENSE, perguntei à ERSE e a resposta é que, na verdade, quando desce o Brent, ainda há outros complementos que não descem. Então vamos ver quanto é que não desceu, como é que desceu, qual é a percentagem, como é esta formação de preço a partir disto tudo, para se perceber. Para as pessoas todas perceberem porque é que não desce na mesma proporção.
As declarações da Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, à margem de uma visita às praias de Grândola, na tarde desta sexta-feira, com a atualização do desconto sobre os produtos petrolíferos anunciado pelo governo. Na próxima semana, o gasóleo estará seis cêntimos mais caro. Já a subida na gasolina será de um cêntimo. Ponto final neste jornal das 4h. A informação é atualizada no intervalo de repetição do Contracorrente desta sexta-feira, que chega já a seguir.
