Pesquisa: o movimento que pode indicar que eleitores de Lula e Flávio estão repensando voto

A nova pesquisa BTG/Nexus indica que a corrida presidencial permanece praticamente inalterada, mesmo após os recentes episódios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. No cenário estimulado de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 34%, repetindo o desempenho da rodada anterior. No eventual segundo turno, Lula marca 47% e Flávio, 40%, resultado que, segundo a margem de erro do levantamento, configura empate técnico. (este texto é um resumo do vídeo acima)
Na avaliação do CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os episódios recentes envolvendo Flávio Bolsonaro tiveram impacto apenas marginal sobre sua pré-campanha e não comprometeram sua competitividade eleitoral. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, ele afirmou que o senador continua consolidado como o principal nome da direita na disputa presidencial.
Por que as crises não abalaram Flávio Bolsonaro?
Segundo Tokarski, nem o áudio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, nem o vídeo em que Michelle Bolsonaro faz críticas ao enteado foram suficientes para comprometer a competitividade do senador.
“Nada disso foi suficiente para mexer demais. Mexeu na franja, impactou um pouco lateralmente, mas nem de longe afetou a candidatura do senador.”
Na avaliação do CEO da Nexus, os dados mostram um cenário de estabilidade tanto no primeiro quanto no segundo turno, mantendo Lula e Flávio como os principais nomes da disputa.
Que mudança apareceu no voto espontâneo?
Apesar da estabilidade geral, Tokarski destacou um movimento que considera relevante no voto espontâneo — quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos.
Segundo ele, Lula recuou de 38% para 35% nesse indicador, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 27% para 24%. Os seis pontos percentuais perdidos pelos dois líderes, afirmou, se distribuíram igualmente entre eleitores que passaram a declarar voto branco ou nulo, indecisos e candidatos da chamada terceira via.
“Talvez esteja repensando a sua decisão de voto.”
Para o CEO da Nexus, ainda é cedo para afirmar se o movimento representa apenas uma acomodação momentânea ou o início de uma tendência que poderá ser confirmada nas próximas pesquisas.
Há espaço para uma terceira via?
Embora a pesquisa identifique um crescimento do eleitorado que afirma preferir um candidato fora da polarização, Tokarski avalia que os nomes hoje disponíveis ainda não conseguem transformar essa demanda em intenção de voto.
Segundo ele, a preferência por um candidato que não seja apoiado nem por Lula nem por Flávio Bolsonaro subiu de 21% para 27%. Ainda assim, menos da metade desse grupo declara voto em nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos.
“Tem demanda, mas a oferta disponível hoje não empolga o eleitorado.”
Para o CEO da Nexus, o eleitor demonstra interesse por uma alternativa, mas ainda não identifica um candidato capaz de romper a polarização.
A polarização pode mudar até a eleição?
Na avaliação de Tokarski, o cenário permanece aberto porque a campanha oficial ainda não começou e novos fatos podem surgir ao longo dos próximos meses. Apesar disso, ele ressalta que, até o momento, não há sinais de enfraquecimento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
“Nada indica que surja algum fato capaz de romper essa polarização. Mas o Brasil não cansa de nos surpreender na política.”
Segundo o CEO da Nexus, o início da propaganda eleitoral, os debates e eventuais novos acontecimentos poderão alterar o cenário, embora a pesquisa mostre que, por enquanto, a estrutura da disputa segue consolidada.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
