Ucrânia leva de Paris caças Rafale, mísseis antiaéreos e a promessa de uma força multinacional

Ucrânia leva de Paris caças Rafale, mísseis antiaéreos e a promessa de uma força multinacional



(em atualização)

O presidente francês, um dos vitoriosos desta segunda-feira, anunciou estes acordos depois da conclusão da Cimeira da Coligação de Boa Vontade, que teve lugar em Paris e juntou vários Estados e Instituições no apoio à defesa da Ucrânia contra a Rússia.


Ao lado do Presidente Volodymr Zelenskiy, Emmanuel Macron disse ainda que os aliados da Ucrânia concordaram em iniciar exercícios militares nos países vizinhos da Ucrânia como parte de um plano para uma força ⁠multinacional ‌que seria destacada assim que houvesse cessar-fogo com a Rússia.




“Decidimos hoje sobre os exercícios que terão lugar nos próximos meses”, referiu o presiendet francês. “Serão realizados nos países vizinhos da Ucrânia para validar os nossos planos de destacamento e demonstrar que estamos prontos, determinados e fiáveis”, esclareceu.


Paris está ainda a licenciar a produção de vários recursos, incluindo o míssil Scalpcruise, anunciou ainda Macron.


Já o Reino Unido e a UE acordaram apoios orçados em 90 mil milhões de euros.


Projeto Freya


Sobre o projeto de desenvolvimento do míssil balístico integrado, o líder francês frisou que a coligação formada esta segunda-feira, visa, em particular, “unir as nossas forças e conhecimentos para desenvolver novas capacidades”.

“Este é o objetivo do projeto Freya, que, ao combinar as capacidades dos nossos países e de várias das nossas indústrias, nos permitirá desenvolver uma oferta conjunta e acelerar a proteção da Ucrânia”, acrescentou. O Freya é um projeto de defesa antimíssil balístico liderado pela empresa ucraniana Fire Point, concebido como uma alternativa mais barata ao míssil americano Patriot ou ao míssil franco-italiano Aster.

Durante a conferência de imprensa conjunta, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu que o seu país possuía “apenas os componentes do sistema” necessários para o seu desenvolvimento.

“Juntos, nos próximos 12 meses, podemos desenvolver este míssil antibalístico”, afirmou, acrescentando que seria “produzido em massa” e “de baixo custo”.

“Este é um dia histórico para todos nós”, concluiu.


Portugal já admitiu que poderá vir a fazer parte do projeto, conforme avançou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. 



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