Rússia critica aquilo “decisões irresponsáveis” da NATO – Observador

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“Guerra Traduzida” na Rádio Observador. Passamos em revista os destaques dos jornais russos com Laura Figueiredo. Laura, a Rússia critica aquilo que considera como decisões irresponsáveis da NATO.
É assim que a Rússia classifica os compromissos assumidos pela NATO em favor da Ucrânia na última cimeira na Turquia. O Kremlin acusa também os estados europeus de se prepararem para um conflito armado com Moscovo. Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo critica os países membros da Aliança Atlântica por tomarem decisões irresponsáveis, susceptíveis de conduzir a uma catástrofe e por se concentrarem na militarização do continente europeu. Os chefes de Estado e do governo da NATO reiteraram na cimeira na Turquia o apoio inabalável à Ucrânia e anunciaram também um financiamento de €70.000 milhões este ano, comprometendo-se a manter níveis pelo menos equivalentes no próximo ano.
O Kremlin diz que a posição dos Estados Unidos sobre a Ucrânia é contraditória.
Sim, na conferência de imprensa diária, o porta-voz do Kremlin sublinhou que os Estados Unidos continuam a fornecer armas à Ucrânia, admitindo que Moscovo não olha para a situação com otimismo. Dmitry Peskov diz que existe uma certa contradição na posição norte-americana, já que, por um lado, fornecem armamento a Kiev e, por outro, tentam impulsionar as negociações de paz. O porta-voz do Kremlin diz também que espera que Washington volte a concentrar esforços na questão ucraniana depois de lidar com a situação do Irão. Acrescenta que Moscovo vê uma complicação significativa em relação ao Médio Oriente. A Rússia considera ainda inédita a referência de Donald Trump a um possível encerramento do espaço aéreo ucraniano. Sublinha que essa hipótese nunca tinha sido discutida anteriormente.
Laura, o Kremlin acredita que os ataques de Kiev só prolongam a guerra. Por outro lado, o Zelenskyy diz que são respostas.
Moscovo acusou esta quinta-feira a Ucrânia de prolongar a guerra com ofensivas à Rússia, enquanto o presidente ucraniano afirma que os ataques de longo alcance contra o país inimigo são uma resposta à escolha do Kremlin de manter a situação. Dmitry Peskov avisa que quanto mais o regime de Kiev atacar as infraestruturas russas, mais o Kremlin expandirá a zona de segurança na frente da batalha. Em reação a declarações do presidente norte-americano, que dizia que a atual escalada de ataques com drones ucranianos contra território russo pode levar ao fim da guerra, Peskov considera que este cenário provoca precisamente a reação contrária. O porta-voz russo diz, e passo a citar: “Vemos que existe uma certa confusão na Casa Branca sobre como a escalada, através da pressão militar, pode levar a uma solução pacífica. Esta é uma conclusão errada”.
E Putin deverá intensificar ataques contra a Ucrânia nos próximos meses.
De acordo com fontes próximas do Kremlin, o presidente russo estará a rejeitar os apelos para negociar a paz com Kiev. Segundo as mesmas fontes, os recentes ataques com drones da Ucrânia contra refinarias de petróleo e portos russos reforçaram a determinação do líder do Kremlin em continuar a lutar. Uma das fontes citadas, que se reúne regularmente com o presidente russo, prevê uma elevada probabilidade de escalada nos próximos meses.
Fica por aqui a edição de hoje da “Guerra Traduzida” com Laura Figueiredo. Está de regresso amanhã.
