Trump confirma intervenção no caso Balogun: «Só pedi uma revisão à FIFA»

Trump confirma intervenção no caso Balogun: «Só pedi uma revisão à FIFA»


Donald Trump voltou, esta segunda-feira, a abordar a polémica em torno da suspensão de Folarin Balogun, confirmando que contactou a FIFA para pedir uma revisão do cartão vermelho mostrado ao avançado dos Estados Unidos, mas rejeitando qualquer tentativa de influenciar diretamente a decisão do organismo.

Em declarações na Sala Oval da Casa Branca, o presidente norte-americano explicou que apenas transmitiu o seu entendimento sobre o lance e defendeu que o futebol deve contar com os melhores jogadores nas grandes partidas.

«Acho que os melhores jogadores têm de estar em campo. Se uma equipa ganha um jogo e depois perde o seu melhor jogador… não se pode fazer isso», começou por afirmar.

Trump procurou, ainda assim, afastar a ideia de que tenha pressionado a FIFA.

«Tudo o que fiz foi pedir uma revisão. Nunca disse: ‘Têm de fazer isto’. Gianni Infantino é um homem inteligente e firme», afirmou.

O presidente dos Estados Unidos voltou a sustentar que a expulsão de Balogun foi um erro.

«Vi o lance. Gosto de desporto e fui um bom atleta. Percebo muito de desporto. Aquilo não foi falta, nem sequer uma infração. Eram dois jogadores a correr em velocidade máxima que acabaram por chocar um com o outro», disse o presidente norte-americano.

E deixou novas críticas ao árbitro.

«Esse árbitro é um pouco suspeito… Não gosto de criar polémicas, mas é muito suspeito. Tomou uma decisão em que ninguém acreditou. Até as pessoas do outro lado disseram: ‘Tivemos sorte’.»

Trump reforçou a ideia recorrendo a alguns dos maiores nomes do futebol mundial.

«Imaginem que tiravam o Messi porque ‘colidiu com alguém’. Ou o Cristiano Ronaldo. Ou o Harry Kane. Não se pode fazer isso», atirou.

«A Bélgica tem uma equipa fantástica. Merece jogar com os seus melhores jogadores. Se lhes tirarmos as estrelas por causa de uma jogada duvidosa, estragamos um jogo que podia ser espetacular».

O presidente norte-americano revelou ainda que só depois da expulsão percebeu que Balogun ficaria automaticamente suspenso para os oitavos de final.

«Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores jogadores. Quando me disseram que não podia jogar no encontro seguinte achei muito injusto. Uma coisa é penalizar um jogador naquele jogo, outra é castigá-lo para um jogo que ainda nem foi disputado», disse.

Trump explicou depois o teor da conversa que manteve com a FIFA.

«Seria uma enorme pena perder um grande jogo por causa de uma decisão dessas. Transmiti exatamente esse sentimento. Não disse a ninguém o que fazer, não posso fazê-lo, mas acho que a comissão tomou a decisão certa: não foi falta e é preciso ver os melhores jogadores em campo.»

Durante a sessão na Sala Oval, o senador republicano Ted Cruz aproveitou para agradecer publicamente a intervenção do presidente, de uma forma peculiar.

«Em nome de todos os americanos, obrigado por te veres livre desse cartão vermelho ridículo. Foi espetacular. Havia uma razão para o troféu da FIFA ter estado aqui durante tanto tempo», confidenciou.

As declarações de Trump surgem depois de a FIFA ter suspendido, por um período probatório de um ano, a aplicação do castigo automático de um jogo a Balogun, permitindo ao avançado defrontar a Bélgica nos oitavos de final do Mundial 2026.

O caso motivou também uma reação da UEFA, que acusou a FIFA de ter «ultrapassado uma linha vermelha», bem como da Federação Belga e do governo do país europeu.





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