Inglaterra, valente, segura México e Azteca e vai enfrentar a Noruega
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- Inglaterra venceu o México no Estádio Azteca e avançou para enfrentar a Noruega.
- México, como anfitrião, almejava chegar às quartas‑de‑final pela primeira vez desde 1986.
- A seleção inglesa busca o título, que não conquista desde a vitória em casa em 1966.
- Torcedores ingleses cantam “It’s coming home”, referindo‑se ao retorno da Copa ao país criador do futebol.
México e Inglaterra entraram em campo com expectativas grandes, conforme sua história. O México, jogando em casa, sonhava em chegar novamente às quartas-de-final, o que não consegue desde 1986, quando também foi sede da Copa. A Inglaterra, talvez um pouco exagerada, tem a meta de ser campeã, o que não é desde 1966, quando foi a anfitriã. It’s coming home (ela está voltando para casa), cantam os ingleses, referindo-se à Copa e ao fato de serem eles, os inventores do futebol.
Ganhou quem sonha mais alto. E quem tem mais time, a bem da verdade. Ganhou a Inglaterra por 3 x 2 contra o melhor México de muitos anos, que chegava até aqui com quatro vitórias, oito gols a favor e nenhum contra. Ganhou a Inglaterra com um coração gigante, atuando 45 minutos com um jogador a menos. Ganhou a Inglaterra, que viaja para Miami para, no sábado enfrentar a Noruega, que eliminou o Brasil, no primeiro jogo do dia, com dois gols de Haaland contra um de Neymar.
O jogo foi eletrizante porque os dois times buscaram o protagonismo. Os dois tentaram mandar na partida, ninguém apostou no contra-ataque. A vontade era imensa e Rice levou cartão amarelo logo a um minuto de partida.
O final do primeiro tempo parece ter sido escrito por um roteirista de filme de ação.
Aos 36 minutos, Saka cruzou desde a direita e Bellingham anotou de cabeça.
O México deu a saída, foi pressionado, perdeu a bola, a Inglaterra foi ao ataque e Harry Kane tocou para Bellingham fazer o segundo.
O Azteca se calou. Em dez partidas de Copa realizadas até antes de 2026, a seleção do México estava invicta em seu estádio, com oito vitórias e dois empates. Agora, em dois minutos – na verdade, a diferença entre o primeiro e o segundo gol foi de 68 segundos – tudo parecia terminado.
Não estava.
Aos 42 minutos, o México cobrou falta desde a esquerda. Bola na área, rebote e a bola ficou pedindo me chuta, me chuta. Quiñones ouviu e obedeceu. Um chute forte e 2 x 1. O México estava vivo e o Azteca voltava a pulsar.
No segundo tempo, logo a nove minutos, Jarell Quamsah fez falta dura em Jesus Gallardo e, depois de ser chamado pelo VAR, o árbitro deu cartão vermelho.
A Inglaterra se fechou, mas não abriu mão do contra-ataque. Logo em seguida, seis minutos depois, pênalti do goleiro Rangel em Gordon, o rápido inglês.Harry Kane marcou e chegou a seis gols no Mundial, 14 somando todas as Copas.
O México, valente, foi fazendo trocas e conseguiu o segundo gol aos 24 minutos, quando Harry Kane, sim, o Furacão Kane, cometeu pênalti em Brian Gutierrez. Raul Jimenez marcou.
A partir daí, a Inglaterra se tornou uma ilha rodeada de mexicanos por todos os lados. Thomas Tuchel montou um 5-3-1 e o time resistiu até o final e está classificado. O México, com 67% de posse de bola e 20 chutes contra seis, 12 escanteios contra dois, está eliminado.
