Fogo em Vouzela com cinco frentes ativas mobiliza um milhar de operacionais e pressiona aldeias
O fogo em Vouzela, distrito de Viseu, é um dos que está a mobilizar mais meios esta sexta-feira. Ao início da manhã, tinha já cinco frentes ativas e continuava a progredir devido ao vento.
As chamas já se propagaram para os concelhos de Oliveira de Frades e Águeda.
Pelas 10h00 estavam no terreno 936 operacionais, apoiados por 288 meios terrestres e dez meios aéreos.
Marco Lucas, segundo comandante da Proteção Civil das Beiras, explicou aos jornalistas que durante a tarde de ontem “tivemos ventos muito fortes em que houve muitas projeções”, pelo que “o incêndio foi-se partindo um bocadinho”.
Os meios terrestres tiveram de se repartir “para salvaguardar as pessoas e bens”, já que “todas as aldeias na frente de chama estiveram ameaçadas”.
“Não houve aldeias evacuadas”, mas foram retiradas algumas pessoas por precaução, adiantou o responsável.
“Temos oito feridos, um civil que foi apenas assistido – uma senhora que se sentiu mal – e o restante são operacionais”, dos quais três foram levados a unidades hospitalares com ferimentos ligeiros, detalhou.
Em Águeda, o fogo “fez duas projeções para uma nova aldeia”, Boa Aldeia, explicou esta manhã à RTP o comandante Francisco Santos.
Neste momento, “a pressão mais forte está em seis aldeias”, adiantou.
“Os meios não estão a conseguir entrar em Vale de Égua. A estrada está cortada, portanto ainda é uma situação extremamente complicada neste momento”.
O comandante referiu ainda quatro feridos, entre os quais “um ferido grave, queimado”.
O presidente da Câmara de Águeda falou, por sua vez, num incêndio “atípico, com uma brutalidade em termos de progressão”.
“As projeções são diabólicas. Com este vento todo a empurrá-lo criou aqui um corredor por aqui abaixo desde Macieira de Alcoba até à cidade que foi uma coisa fantástica”, disse à Lusa.
Este incêndio já obrigou ao corte da linha ferroviária do Vouga entre Mourisca do Vouga e Águeda, destruiu um veículo dos bombeiros e alguns anexos agrícolas e provocou ainda alguns danos em habitações.
Ao início da manhã, os quatro maiores incêndios ativos no país
mobilizavam cerca de 1200 operacionais, sendo o incêndio em Vouzela
aquele que está a levantar maiores preocupações.
(com Lusa)
