Família denuncia racismo contra adolescente durante jogo no E.C. Pinheiros
Um atleta de 15 anos foi vítima de injúria racial durante um jogo de basquete juvenil ocorrido na última quinta-feira (25), dentro do Esporte Clube Pinheiros, um dos maiores clubes poliesportivos da América Latina, localizado na zona oeste de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela família do adolescente, após realizar uma cesta contra a equipe adversária, ele teria sido chamado de “macaco” por outro jogador, também de 15 anos.
Em depoimento à polícia, a vítima relatou que foi encorajado por outros amigos à relatar o ocorrido ao técnico, que decidiu paralisar a partida.
Diante do ocorrido, os familiares do adolescente acionaram a polícia. Os dois jogadores envolvidos e o técnico de basquete foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.
Por outro lado, o treinador informou que presenciou toda a discussão entre os jogadores e que houve uma “provocação natural” do jogo. Segundo ele, não houve qualquer ofensa de cunho racial.
O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de injúria racial. Os menores de idade foram liberados mediante à presença dos responsáveis.
Procurado, o Esporte Clube Pinheiros informou que “reserva-se ao direito de não discorrer sobre o caso” por se tratar de menores de idade. A associação também disse que “repudia veementemente toda e qualquer forma de preconceito”.
Veja nota completa:
Em respeito à preservação das partes envolvidas, sobretudo porque o episódio envolve a participação de menores de idade, o Esporte Clube Pinheiros reserva-se ao direito de não discorrer sobre o caso. Esclarece, todavia, que acompanha atentamente o andamento e que aguardará a apuração pelas autoridades competentes, adotando as medidas que se mostrarem cabíveis.
O Pinheiros repudia veementemente toda e qualquer forma de preconceito, discriminação ou intolerância, independentemente de sua natureza. Em sua atuação permanente na formação esportiva e cidadã, promove regularmente ações de conscientização, palestras e treinamentos junto a seus atletas, associados e colaboradores, reforçando valores como respeito, inclusão e convivência ética.
A CNN Brasil entrou em contato com a Justiça Desportiva para saber mais sobre o caso. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de AR.
