França convence e quer convencer que deve ganhar tudo – Observador

França convence e quer convencer que deve ganhar tudo – Observador



Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Minuto 90, na Rádio Observador. Eu sou a Filipa Duarte, comigo hoje está o João Lourenço. João, alô, boa noite.

Boa noite.

Hoje estamos aqui a acompanhar Senegal, Iraque e também Noruega-França. E tem sido uma noite cheia de gols. Pelo menos até agora.

Tem sido um constante olhar de uma televisão para a outra, um autêntico pingue-pongue. Até porque, mais do que a partida que teoricamente seria mais apetitosa pelo cartaz, pelos jogadores em si, ou esta partida entre a Noruega e a França, que está perto de pisar esse minuto 90. Aguardamos ainda o tempo adicional declarado por Michael Oliver. Duas partidas, inclusive, Filipa, que são arbitradas por dois árbitros britânicos, Michael Oliver no França-Noruega e Anthony Taylor no Senegal-Iraque. Aguardamos esse desfecho por parte do árbitro britânico de 41 anos, Michael Oliver, que até agora tem tido pouco trabalho neste Noruega-França. Dar ainda esse destaque para esse pênalti falhado. Posso já dar esse spoiler aos nossos ouvintes.

Um pequenino spoiler, mas está tudo bem.

Será o joker, até porque tira completamente a Noruega da decisão do primeiro posto deste grupo E. Mas antes disso, dar conta que na partida do Senegal há gols e bons gols. Dar destaque a Pape Gueye, que para além desse tento que tinha marcado, mais ou menos tempo da síntese das 21h30 do jornalista Ricardo Lopes, houve mais um gol por parte deste médio do Villarreal e houve outro, neste caso gol vindo também proveniente do banco desta formação africana, é de Ndiaye, também um arremate de fora da área, com assistência de Pape Gueye, ou seja, Pape Gueye vai ser mesmo a pérola. Entra na segunda parte, dois gols e uma assistência. É uma entrada mesmo fortíssima do médio do Villarreal.

Entretanto, João, desculpe interromper. Cinco minutos dados ao Noruega-França.

Cinco minutos é o tempo adicional desta partida, que na segunda parte teve poucos tempos de paragem, para além já do habitual tempo de hidratação. Algumas substituições que certamente poderão ter pesado neste tempo adicional por parte de Michael Oliver. Eu diria, Filipa, até porque, a não ser que neste caso a corrente do jogo nos dite outra coisa, vamos ainda a um arremate da França, mas sai muito desenquadrado por parte de Theo Hernández, o lateral esquerdo que atua neste momento na liga da Arábia Saudita. Um arremate sem qualquer tipo de nexo por parte do lateral esquerdo.

Foi ali para as bancadas.

Sim, certamente um adepto irá com um presente para casa.

Vai todo contente.

Exatamente. Mas creio que até podemos avançar para a crônica deste Noruega-França, uma partida que dita esse primeiro lugar já esperado da França.

Exato. Faltam apenas três minutos para terminar esta partida, Noruega-França, e como dizia, João, a não ser que haja aqui uma grande reviravolta, as coisas já estão praticamente fechadas. Por isso vamos começar com a pérola. Quem ou o que é que se destacou no jogo?

Um, dois, três. Dembélé novamente foi a pérola desta partida, até porque não só fecha aquilo que seriam essas aspirações da Noruega em chegar ao primeiro posto, mas volta a colocar Dembélé naquilo que é um estatuto de bombador. Muito se falou este ano sobre o papel de Dembélé, não só no Paris Saint-Germain, mas também nesta seleção francesa que, à partida, tinha outras figuras de maior relevo, não dizendo que Dembélé não seria uma figura de destaque, não é isso, mas tendo Mbappé que vinha de lesão e que começou muito bem o Campeonato do Mundo, há Mike Olise, que fez um bom arranque desta prova da FIFA e ainda teve esse bom desempenho no Bayern de Munique. Dembélé descia aqui um pouco para o segundo plano. Esta partida, principalmente a primeira parte, veio dizer o porquê de Dembélé ter sido o vencedor da Bola de Ouro. Muita objetividade, grande finta, grandes remates, mais ou menos gols semelhantes, mas certamente com a sua singularidade. E agora pode ser. E é mesmo, o quarto gol da França é Désiré Doué, minuto três, está sentenciado.

Eu a dizer: “Ah, a não ser que aconteça aqui alguma coisa.” Pronto, foi preciso falar.

Exatamente, mas também poderíamos ter dado essa segunda esperança à Noruega, se faz o segundo gol, podia ter prolongado aqui este desfecho da partida.

Sim, para dificilmente dar uma volta.

Sim, e por isso fica Désiré Doué com mais um gol, neste caso, de cruzamento vindo do lado esquerdo. Fica então sentenciada a partida. Doué não é o meu joker, mas por isso já lá vamos.

Exatamente. E precisamente o joker, aqui o herói improvável que apareceu nesta partida.

Não é um jogador, é um momento. É a defesa de Mike Maignan do pênalti por parte de Larsen. Era um pênalti que certamente podia trazer essa esperança à seleção nórdica. Não trouxe muito, não só pelo pênalti mal batido de Larsen, mas acima de tudo, de uma defesa bastante apurada do guarda-redes Mike Maignan, ele que faz certamente a diferença para a seleção gaulesa, coloca a seleção orientada por Didier Deschamps no primeiro lugar e por isso ficam essas contas fechadas por parte de Mike Maignan. Baliza que apenas sofreu um gol, mas não foi suficiente para a Noruega.

João, muito rapidamente, antes de atualizarmos as notícias aqui na Rádio Observador, temos ainda a sentença e a mentira para dar. O que fica do jogo para o futuro?

Fica acima de tudo a França ser, para mim, a principal candidata a ser a vencedora desta prova.

E a mentira?

Não houve Mbappé contra o Haaland. Nós precisávamos de um Mbappé. Haaland não saiu do banco, Mbappé não fez gols, fica assim um sabor agridoce daquilo que não aconteceu nesta partida.

Muito bem, João Lourenço, com este Minuto 90. Depois deste jornal das 22h, voltamos para falar do Senegal-Iraque.





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